Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
27 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56828 )
Cartas ( 21161)
Contos (12584)
Cordel (10014)
Crônicas (22151)
Discursos (3133)
Ensaios - (8956)
Erótico (13388)
Frases (43354)
Humor (18383)
Infantil (3751)
Infanto Juvenil (2630)
Letras de Música (5464)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (138027)
Redação (2918)
Roteiro de Filme ou Novela (1053)
Teses / Monologos (2394)
Textos Jurídicos (1923)
Textos Religiosos/Sermões (4770)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Erótico-->AS AVENTURAS DO PADRE DEODORO EM CAMPOS ETÉREOS — XXIX -- 15/08/2003 - 08:29 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

Eram cinco e trinta da tarde. As portas do edifício estavam trancadas para os encarnados. Contudo, havia intensa movimentação de entidades do plano espiritual, num corre-corre organizado, cada qual exibindo enorme eficácia na preparação do ambiente para a reunião mediúnica de logo mais.

Se Deodoro tivesse chegado sozinho, não notaria o objetivo da azáfama, tão estranhas lhe seriam as atividades. Foi Joaquim quem procedeu às explicações, à medida que a curiosidade despertava para esta ou aquela providência. Foi assim que pôde o Monsenhor observar que se construía uma tênue carapaça luminosa, à feição do globo que haviam construído para agasalhar o enfermo suicida. Mas o brilho da capa protetora do edifício ia definindo uma luz demasiado forte para os olhos acostumados às trevas. Era o meio, no sentido visual, de afastar os intrusos. Em pouco tempo, formou-se todo o arcabouço, que terminou por ser totalmente vedado. Passar pela barreira, apenas através da porta fortemente guardada por milicianos do etéreo.

Resolveu Deodoro perguntar a João:

— Você, bom amigo, está disposto a me fornecer a resposta à questão que lhe propus?

— A respeito de virmos caminhando lentamente?

— Sim.

— Sem correr o risco de ofendê-lo, devo dizer que poderíamos ter vindo bem mais depressa. Mas não teríamos dado tempo ao mestre de teologia de se afeiçoar ao novo clima mental gerado pela introjeção em sua personalidade das emoções colhidas em todo o episódio de elucidação ao Rodrigues dos procedimentos em curso para atenuar-lhe os problemas, segundo o prisma da caridade cristã. Além disso, dois outros fatores retardaram a nossa caminhada. Primeiro, enviei emissário para avisar o pessoal da casa de que estávamos trazendo um grupo de novatos como ainda dois sofredores, estipulando os créditos de cada um. Depois, era preciso dar tempo aos responsáveis pelos trabalhos de doutrinação para que elaborassem, ao feitio da novidade, os tópicos principais das atividades, o que os impedia de receberem o seu grupo na qualidade de ilustres visitantes. Por isso, devo apresentar-lhes, após vê-los refeitos da admiração natural de sacerdotes ao se depararem com o bulício que envolve um centro espírita, os encarregados da assistência espiritual deste tugúrio.

Assim que encerrou a introdução, João solicitou que se mostrassem os amigos que vieram do interior do prédio, sem nenhuma dificuldade em ultrapassar a porta fechada.

Eram três espíritos de extrema simplicidade no trajar mas de cujo perispírito emanavam raios dulcíssimos, como jamais vira Deodoro.

— Este é o irmão Francisco, encarregado da organização geral.; ao seu lado, Tomé, que cuida da sustentação fluídica, com um corpo de técnicos.; enfim, Eugênio, que executa a aproximação entre os planos, segundo a emissão e a recepção das vibrações dos envolvidos no processo.

Deodoro arriscou um palpite:

— É quem possibilita o exercício dos dons mediúnicos do encarnado, em função do desvelo de toda a equipe.

— O irmão, respondeu Eugênio, terá ensejo de avaliar todos os procedimentos técnicos e morais do serviço em prol da disciplina geral dos trabalhos, para a consecução dos elevados planos do Senhor, uma vez que tudo se resume, finalmente, em facilitar a compreensão dos agentes e dos pacientes de como se dá a evolução espiritual.

— Deduzo que os trabalhadores estejam em constante aprendizado.

— No momento em que dominamos todos os recursos disponíveis, somos solicitados para outro ministério, seja em outro setor das atividades de benemerência, seja na qualidade de monitor de quem chega para começar suas funções. Aqui ninguém pode dizer-se enfadado porque, se o disser, é que não entendeu a missão de que está encarregado. Mas isto nunca aconteceu, porque os guias maiores ou mentores prevêem a criação dos pontos passíveis de debilitação e recolhem os que titubeiam antes que prejudiquem o desenvolvimento das tarefas.

Francisco pediu licença para interromper a fase de interesse circunstancial e ofereceu-se como cicerone para a visita ao interior do prédio:

— Queiram entrar, amigos. Venham os guardiães também. Alfredo e Arnaldo, pois não?! Quando iniciarmos a sessão propriamente dita, o que se dá quando o orientador encarnado abre os trabalhos através de prece, vou pedir aos dois que ajudem no bloqueio à porta dos que pretenderem invadir.

Deodoro não conteve o ímpeto da curiosidade:

— Não deveríamos todos conhecer o que se passa do lado de fora? Afinal...

Francisco, com um gesto discreto, projetou numa tela que se formou ali mesmo, as cenas de sua lembrança, quando presenciou um arremesso de seres malfazejos contra a proteção fluídica. O episódio se passava como em tela de cinema, mas com projeção em profundidade, em três dimensões, onde se viam espíritos voluntariosos desejando transformar a harmonia dos trabalhos internos em azedume das vontades dos encarnados, para o que gritavam em altas vozes, chamando pelos nomes dos médiuns. Havia outros que rogavam aos guardas que lhes permitissem a entrada, porque sabiam que ali dentro encontrariam paz para as almas e remédio para os sofrimentos. Muitos incitavam os que seriam orientados pelos doutrinadores a que se rebelassem, atemorizando-os com as ameaças de pegá-los na saída.

— Não vejo nada que não pudesse imaginar, afirmou Deodoro. Tanto quanto os encarnados, os espíritos pensam exercer o direito à agressão contra quem se põe a favor das leis. É a eterna luta dos que sofrem por não terem conseguido crescer em poderio e riqueza e invejam os que estão de posse das virtudes. Peço perdão pela pobreza das observações, mas estou sentindo-me meio atordoado, como se algo neste ambiente estivesse pressionando-me a mente, mas sem mal-estar ou...

Não conseguiu caracterizar a nunca experimentada sensação de debilitação mental. Sentiu que Joaquim participava do grupo que se reuniu em torno dele, até que desmaiou.

Quando despertou, havia recebido certos paramentos, como se fosse oficiar um culto religioso. Mas não temeu pela segurança, mantendo-se completamente tranqüilo. Os seres agiam com a demonstração do mais profundo respeito, como médicos a operar em sala cirúrgica. Apesar de não perceber o que se passava, nada perguntou aos circunstantes, reparando apenas que era o único de sua turma que merecera cuidados especiais.

Respondendo a uma perquirição íntima, João esclareceu:

— Você agora irá ver o que se passa numa sessão mediúnica de desobsessão. São seis e quinze e os médiuns estão saindo de casa para cá. Por isso, o pessoal especializado não se encontra, mas me deixaram encarregado de responder a todas as perguntas, mas sem a exposição espetacular da cinematografia cerebral utilizada pelo excelente Francisco. Devo dizer-lhe que foi uma deferência dele para com sua pessoa, tendo visto no Monsenhor qualidades em embrião que estão prestes a eclodir e germinar. Estes paramentos, na verdade, são instrumentos de captação das vibrações, aos quais a forma próxima do vestuário litúrgico foi dada por ser o amigo quem é. Se fosse um médico, com certeza teria a feição de estetoscópio ou de esfigmomanômetro, o aparelho utilizado na medição da pressão arterial. Tudo para pô-lo à vontade.

Deodoro divertia-se com as explicações, porque percebia em João os cuidados do pequeno aluno perante o velho professor, isto quando alertado pelos pais para os perigos da palmatória. Enquanto não chegavam os primeiros mortais, Deodoro interrogou o novo amigo a respeito de tudo quanto lhe veio à cabeça. Entre outras coisas, desejou saber por que Joaquim não estava.

Pareceu-lhe, pela reação do interlocutor, que a pergunta tinha um quê de inconveniente. Mas mereceu resposta:

— Joaquim, diferentemente dos companheiros, conhece perfeitamente o que se passa durante este tipo de reunião. Na verdade, foi em busca de um psicógrafo, na companhia de Eugênio, porque se decidiu que era de todo útil ao Monsenhor, desde logo, conhecer os procedimentos de transmissão dos pensamentos organizados em forma de texto escrito. Não é verdade que vocês estão programando realizar uma obra em que se contam as suas experiências nos campos etéreos? Como o Senhor pode observar...

— Trate-me simplesmente por você ou por tu, conforme o seu hábito com os amigos, por favor. Caso contrário, daqui a pouco vai começar com os Vossa Reverência, Vossa Eminência e tais titulações não recebi nesta existência espiritual. São ranços terrenos. Por favor.

— Tudo bem, mas temo não ser o suficiente cortês...

— Se você me tem em alto conceito, a ofensa virá na presunção de que possa magoar-me. Não é bem assim que acontece quando as pessoas desejam manter certa distância entre si? Pois eu gostaria de abraçá-lo na qualidade de amigo e benfeitor, porque o “ignorantão” aqui está necessitado de esclarecimentos.

— Pois, então, concentre-se que vou passar-lhe uma série de informações técnicas, acompanhadas de cálculos matemáticos e de análises químicas e físicas necessárias para a compreensão do fenômeno mediúnico, porque, se existem seres capazes de influenciar o pensamento dos encarnados e vice-versa, poucos têm conhecimento científico. Lidam com a mediunidade como se opera uma caixa-preta.

— Terei capacidade para acompanhar as explicações?

— Serão apenas as primeiras noções. Faz dez anos que estudo o assunto, mas devo dizer que estou saindo agora do pré-primário. Nada, portanto, de assustar. Caso algo fique nebuloso, a sua inteligência resguardará a dúvida para posterior solução. Estamos combinados?

— Com certeza.

João não queria assustar o padre, por isso principiou explicando o que é a “mediunidade”, segundo os pontos que se encontram em “O Livro dos Médiuns”, totalmente memorizado por ambos. Uma vez estabelecido o princípio segundo o qual qualquer pessoa encarnada tem o dom do contato com os espíritos, desejou saber o orientador:

— Quais foram os principais obstáculos que você colocou à idéia das transmissões de mensagens enquanto vivo?

— Tenho a certeza de que você quer lhe diga que foram razões de defesa das idéias católicas, “lato sensu”, porque a pregação espírita traria a inconsistência dos dogmas sobre que se fundamentava a minha fé. Na verdade, eu não queria que o mundo dos espíritos fosse realmente aquele que conheci ao ler “O Livro dos Espíritos”. Antes disso, aferrava-me aos preconceitos, intimando os fiéis com tendências filosóficas a que renegassem simplesmente a própria imaginação, tomando precaução com as influências que atribuía aos demônios. Depois que li a obra de Kardec, fiquei menos rigoroso, buscando caracterizar melhor as confissões que ouvia, para dar algum merecimento ao espírito obsessor, tentando ver nele alguém até certo ponto benevolente, dado que aceitei em parte que os do plano espiritual poderiam estar desejosos de ver os encarnados pelos quais nutriam afeição, filhos, irmãos e até pais e mães, desenvolverem a esperança de felicidade futura, porque despertavam para a misericórdia de Deus. Entretanto, jamais admiti que fossem eles mesmos quem se apresentavam. Da mesma forma que antes via apenas os demônios, comecei também a ver os anjos conversarem com os familiares e amigos, sempre autorizados por Jesus, ou por algum santo, dado que me parecia impossível, à vista dos milhões de pedidos concomitantes, que os próprios acorressem em auxílio de todos, como acontece quando se rezam missas em que os templos se enchem de fiéis. Penso que não esteja fornecendo nenhuma pista para dores de consciência, mas devo avisá-lo de que algumas vezes declarei em confissão essas intuições e tive o desprazer de me ver condenado a rejeitar os pensamentos, porque, com muita honestidade, dizia que essa postura adquirira somente após ter lido aquele livro, o que fizera com o intento da rejeição.

— Prezado confrade (como se tratam os espíritas), temos aí um ideal definido, qual seja, o de que todos os sacerdotes poderiam adotar essa linha muito lúcida de ver os contatos entre os planos, desde que pudessem reconhecer, nas influências do etéreo, o prazer de quem dita as mensagens e a ventura de quem as recebe. Se os padres forem capazes de aceitar o fato de que os anjos possam ser os portadores de boas novas, como se lê nos Evangelhos, por exemplo, porque o Arcanjo Gabriel não fala em seu próprio nome, teríamos desenvolvido, ao menos, o sistema da mediunidade como passível de ser verdadeiro ou realizável. Quero pedir-lhe perdão por não falar com a mesma correção lógica que vejo em seus comentários, mas acredito que você esteja entendendo-me.

— Perfeitamente, e lhe digo que não se preocupe, porque, caso venha a fechar o cenho por não haver compreendido algo, irei interrogá-lo de imediato. Muitas vezes, eu mesmo não fui capaz de expressar-me com propriedade e elegância, ao ministrar minhas aulas ou ao desenvolver os meus sermões. Aí ficava tenso, buscando corrigir o que errara, para não mais repetir as falhas. Não será esse o arcabouço mental dos médiuns que se preparam para começar o recebimento das informações que os amigos da espiritualidade se propõem a passar-lhes?

— Esse ponto é fundamental. Muitos médiuns julgam que devem expor-se, preferentemente, às solicitações dos doutrinadores, ajudando no que lhes é possível, sabendo, pelo hábito, que irão permitir a incorporação de sofredores, o que torna bem mais fácil a transmissão das idéias e dos sentimentos, porque pouco diferem entre si os que foram mais ou menos maus, mas perversos todos. Como, ainda, dão vazão às lamúrias dos que morreram e não se afeiçoaram ao novo estado existencial, por haverem perdido as regalias da matéria, pessoas ricas, belas, famosas, pertencentes a grupos sociais estáveis etc., neste caso, ficam reproduzindo o que lhes vem à mente, sem se sentirem na necessidade de restringir os excessos, pondo nas mãos dos doutrinadores dos dois planos a tarefa de dissuadir os infelizes de prosseguirem na atitude de rebeldia ou de insatisfação, porque sempre contrariam o ideário da divina justiça, que se exerce por leis universais irrefragáveis.

— Senti que me pede um comentário a respeito do termo “irrefragáveis”. Talvez seja melhor dizer “irretorquíveis”, uma vez que “irrefragáveis” tem o significado de “incontestáveis, irrecusáveis, irrefutáveis”. “Irretorquíveis”, por sua vez, acrescenta a conotação da réplica, da objeção, da oposição sistemática de argumentos, ou seja, dá a idéia de que o indivíduo deseja, ele mesmo, contrapor a sua verdade ao fato consumado.

— Entendeu por que desejei que esmiuçasse a compreensão e a extensão das palavras? É que os médiuns, em sua larga maioria, se restringe a uma atitude passiva, acatando a expressão que traduz por seus próprios meios, não buscando explicar ao comunicante que a sua participação deve reproduzir com o máximo de fidelidade aquilo que ocorre na mente do mensageiro. Cabe aos que estão deste nosso lado conhecer os processos físicos, químicos, psíquicos e biológicos, para que alcancem formular de forma cabal a vibração que irá repercutir no cérebro de quem irá traduzi-la para a linguagem dos encarnados.

— Estou tentando ver aonde deseja chegar, João, mas apenas começo a perceber que existem recursos próprios a serem manejados pelo transmissor, segundo os aspectos técnicos do aparelho que irá ter em mãos.

— Você está bastante cru quanto ao vocabulário utilizado atualmente por muitos encarnados. Se estabelecer a melhor terminologia, irá captar os diversos significados dos termos, especializando um dos sentidos, em função do aprendizado desta matéria. Por exemplo, a palavra “mecanismo” tem sido empregada com crescente sucesso para o despertar mais exato do que ocorre entre os planos. Mas vejo que não poderei ir muito longe nestas explicações, uma vez que estão chegando os primeiros participantes encarnados da reunião e será bem mais esclarecedor demonstrar na prática como é que cada um encara o processo...

— “Mecanismo”, por favor...

— (Perdão!) ... o mecanismo da mediunidade de que se utiliza em seu trabalho caritativo. As explicações codificadas pelos conceitos científicos irão ter de esperar.

— Devo dizer-lhe que esse aspecto me atemorizou. Não será melhor que estude sozinho alguma obra mediúnica, conforme a maior simplicidade que deve ter sido dada ao texto, porque endereçado aos encarnados?

— Penso que não, uma vez que o nosso ponto de vista é outro. Em todo caso, você pode ler “Os Mecanismos da Mediunidade”, pelo espírito André Luís, psicografia de Francisco Cândido Xavier e de Waldo Vieira. Mas não se atenha demasiado às comparações realizadas com os eventos ou fenômenos materiais, porque poderá ir percebendo como é que se dão os efeitos diretamente no espírito do médium, caso obtenha os conhecimentos relativos à estrutura orgânica do perispírito.

Deodoro lembrou-se de que João, havia mais de dez anos, estudava o tema. Concluiu logo que o outro via nele um discípulo promissor, temendo apenas que o seu interesse ainda não se havia declarado plenamente, segundo a visão tecnicista do processo de intermediação que era própria do instrutor. Retraiu-se para não ofender o outro:

— Prometo-lhe que, tão logo esteja à vontade no etéreo, dominando a minha área de atuação espírita ou espiritual, evangélica ou canônica (não saberia defini-la tão cedo), irei preocupar-me em conhecer todos os “mecanismos”, abrangendo em meus conhecimentos todas as expressões mais condizentes com o teor científico que por ora não me sinto em condições de assimilar. Você me prometeu instruir-me quanto às primeiras noções. Mas foi só ameaçar adentrar mais a fundo nos aspectos da realidade perispiritual, vamos dizer assim, logo criei resistências muito fortes. Se um dia escrever a história de minhas peregrinações e desejar passá-las aos encarnados, não estando preparado para fazê-lo sozinho ou com a ajuda do meu grupo, voltarei a procurá-lo, porque você me fez testemunhar a sua segurança e desenvoltura neste assunto.

Se João se sentiu frustrado, não demonstrou. Pensou que a prática poderia preceder a teoria, e a curiosidade, o verdadeiro interesse pelo conhecimento. A sessão traria informações de forma não completamente sistematizadas, contudo, estabeleceu que alcançaria em parte o seu objetivo de instrutor se se postasse ao lado do aluno, para ir passando-lhe, sempre que possível, as noções pelo prisma científico.

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui