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Discursos-->16. A EXPIAÇÃO É FATAL -- 12/07/2002 - 08:04 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

Os raios do Sol, um dia, deixarão de jorrar sobre a Terra; eis a sensata previsão de quantos se dispuserem a estudar a vida geológica do Astro Rei, dessa estrela de quinta grandeza de que se servem vocês para prosseguir em sua jornada. Nesse dia, haverá trevas e, no entanto, o mundo não se sentirá sem luz e ninguém reclamará da falta do calor e da luminescência solares. Por quê? Porque brilhará, com muito maior intensidade, outro astro de grandeza muito superior: as consciências purificadas pela virtude.

A Terra se transformará em paraíso de excelsas verdades e os homens terão a seu lado a figura divina de Jesus, que proverá o orbe de amor, de justiça e de caridade, de forma que a felicidade de viver poderá cotejar-se à incrível bem-aventurança dos justos e dos santos. Anjos de grande poder revitalizador percorrerão as cidades, incentivando os homens à prática do bem e do sacrifício, facilitando-lhes a tarefa gloriosa da escalada ao bem eterno. A Terra será planeta de purificação.

Já calcularam, entretanto, quantos milênios serão necessários para essa transformação? Muitos e muitos. Terão vocês a alegria de, um dia, percorrer as ruas dessas cidades magníficas e prazerosamente poder afirmar que tiveram discernimento suficiente para, evitando o mal, fazer por merecer tal reconhecimento da Divindade? Como agem agora? Com vistas no futuro? Que futuro? O de hoje? O de amanhã? O do dia em que ganharem na loteria? O do dia em que se tornarem ricos de dinheiro ou ricos de sabedoria? Como agem agora?

Vocês têm responsabilidade enorme: salvar a alma, fazendo-a ascender no mundo espiritual. E como conseguir isso? Agindo honestamente, auxiliando os outros, rejeitando o mal, elevando o pensamento a Deus, relutando em coonestar os crimes de sua sociedade (relutando e, finalmente, repelindo-os de sua esfera de atuação, de sorte que possam viver em paz e propiciar a mesma paz a todos que os circundam). Que desejam além disso? Vida de confortos, em que os bens materiais não lhes faltem? Que pretendem com isso? Regalar-se durante alguns míseros anos, para depois ter de sofrer as dolorosas conseqüências de sua insensatez?

Não se iludam, irmãos. Reúnam forças e afastem de vocês as facilidades terrenas. Atendam com o coração contrito aos pedidos que lhes fazemos. Cubram de fé o coração e nada façam que não tenha a chancela de permissão de sua consciência, apurada, evidentemente, nos ensinamentos do Cristo. Fujam do castigo, fugindo do crime. Delatem a vocês mesmos o que verificam não estar de acordo com os padrões morais estigmatizados em sua consciência. Infrinjam os códigos sociais que vilipendiam o seu comedimento moral e espiritual. Não cumpram as leis dos homens que arruinariam a sua redenção. Trabalhem por esclarecer-se e a quantos tenham ensejo de ter por ouvintes. Assim procedendo, ganharão o direito à luz e à benquerença das entidades superiores e serão arregimentados para o serviço de Deus. Sejam felizes, irmãos, em sua luta, que os espíritos velam e amparam. Sejam felizes, em sua jornada de caridosa benemerência e serão recompensados.

Não pensem que serão premiados por distribuírem amor, simplesmente. Terão o reconhecimento de Deus, se o fizerem por amor dele, na compreensão caritativa das virtudes mais sublimes ensinadas pelo Cristo. Só o trabalho diuturno, a meditação exaustiva e o comportamento digno é que lhes possibilitarão realizar os desígnios de Deus e lhes darão forças para, sempre e sempre, prosseguirem na escalada. E quanto mais elevados estiverem, mais trabalhos terão, de sorte que, se vierem a habitar de novo a Terra, nas condições descritas no início da mensagem, é porque já purgaram em dor e sofrimentos os inumeráveis crimes que cometeram em sua cegueira atual.

Menosprezaram os ensinamentos de Jesus? Terão de expiar. Burlaram os mandamentos da lei de Deus? Terão de expiar. Insuflaram a discórdia entre seus irmãos? Terão de expiar. Relutaram em abrandar a voz diante do Senhor? Terão de expiar. Desencaminharam os companheiros, desviando-os do bom caminho? Terão de expiar. Sobrelevaram a matéria e relegaram a alma a plano secundário? Terão de expiar. Terão de expiar cada mau pensamento, cada minuto de sofreguidão, de ira, de revolta, de desamor, de ódio, cada momento de ânsia, de volúpia, de inveja, de orgulhoso desafio à sua condição humana. Terão de expiar a sede de vingança e a deslealdade. Terão de expiar cada malévola intenção. E essa expiação é fatal que lhes ocorra. Não há fugir a ela.

São vocês os responsáveis pelos desmandos do mundo. Partilharão também das dores que afligirão os homens. Fraternalmente, beberão do mesmo fel, embebendo o coração nas angustiosas dores do arrependimento. Vocês assim o fizeram por merecer, pois plantaram as sementes do vício, da maldade, da paixão, da ociosidade, da volúpia, da preguiça. Quem, a seu tempo, souber reagir furtar-se-á de penas maiores, mas não lhes prometemos o paraíso, em troca de segundas intenções. Reformem o seu interior com toda a honestidade de propósitos e ajam de acordo com essa reforma, para poder usufruir a comiseração dos maiores. A vocês, o prêmio prometido. A vocês, a medalha de honra ao mérito. Mas isto tudo lhes ocorrerá à custa de muitos sacrifícios, de desprendimento, de compreensão dos valores morais mais elevados.

A estrada está aberta e o caminhante não encontrará cornucópia de felicidade. Antes, o caminho está eivado de espinheiros, de pedras, da ardência do areal, do frio do gelo. Não titubeiem, contudo. Enfrentem a sua desdita, reconhecendo que o fazem por amor de Deus e em proveito próprio e de seus companheiros. Ergam sua alma e desfrutarão dos bens da compaixão de Deus. Que sua infelicidade de agora os favoreça junto aos que deverão sopesar, na balança da verdade, as suas benfeitorias e as suas falcatruas. Esparjam o bem às mancheias e serão felizes vocês mesmos. Cuidado com sua constituição física! Cuidado com sua constituição espiritual! Não facilitem com os vícios e enfrentem destemidamente as incompreensões do mundo.

Boa sorte!

João.

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