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Discursos-->22. ASSUMINDO RESPONSABILIDADES -- 18/07/2002 - 06:35 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

A falência de suas elites intelectuais foi decretada de há muito. Vocês talvez duvidem desta assertiva, assegurando que a atividade mental que hoje se desenvolve é imensamente superior a de qualquer época, em qualquer paragem. Puro engano! Os seus luminares das ciências e das letras, as suas capacidades administrativas e os seus guias políticos e religiosos estão desorientados e tendem a, cada vez mais, usufruir sua posição em proveito próprio e dos grupos que representam. Pouquíssimos são os que têm o poder de determinar, com liberdade de ação, a quem devem dedicar o seu trabalho, na esfera de conhecimentos que escolheram para missão. Na verdade, os mecanismos sociais estão abjurando aqueles que têm discernimento para evitar o mal de muitos, em desfavor dos poucos que governam ou mantêm o poder econômico nas mãos. Os males da humanidade, muitas vezes, estão relacionados à vontade de um punhado de homens que decidem dos caminhos e descaminhos que os fatos devem tomar e esses homens tendem a disparatar seus juízos da ordem geral estabelecida pelas leis de Deus.

Vocês que se orgulham de seu tempo parem para pensar, para meditar mais longamente a respeito das conseqüências das medidas oficiais e extra-oficiais que estabelecem o “quantum” de atividade intelectual que cada pessoa pode exercer, em seus vários setores de trabalho. Verificarão espantados que os homens se robotizam e são geridos como máquinas bem montadas, mesmo quando se vangloriam de sua criatividade e isenção das forças sociais que os rodeiam. A figura mais controversa que se pode observar é a do desenhista, que fala sem propriedade a linguagem de sua época, retratando imagens absurdas de mundo absurdo. Vejam as propagandas que tanto enfeiam as suas ruas: têm mais de lubricidade, de vilipêndio às orientações morais do Senhor, que qualquer mistificação medieval dos bruxos e feiticeiras.

Vocês são os artífices dessa sociedade; então, por que não reagem contra esses descalabros que tanto mal produzem junto aos menores, àqueles que, despreparados para a crítica, tudo assimilam e integram em seu modo de viver, absorvendo, subliminarmente, inconscientemente, modo de vida espúrio, que entristece as forças espirituais que amparam ao planeta? Se nós pudéssemos suprimir seu livre-arbítrio, talvez fôssemos capazes de manipular sua vontade, no sentido de fazer repugnarem-lhes essas indecências. Mas a nós, cabe tão-só advertir, avisar, alertar, orientar. Quem põe são vocês. Mas não se esqueçam de que quem dispõe é Deus, em sua eterna magnificência. Vocês deveriam temer o seu arrepio às leis do Senhor, nosso Deus. Quanto mais se aventuram em seus desafios à impunidade, mais deverão sofrer em seu arrependimento.

Não se submetam tão “inocentemente” às ordens de seus poderosos chefes. Deixem de ser joguetes nas mãos dos que os manipulam, na intenção de atribuírem a eles, e só a eles, a autoria dos crimes. Vocês são cúmplices, em sua ação e em sua omissão. Não desacatem as suas ordens, mas ponderem-lhes que seu cumprimento contraria as leis naturais. Resistam ativamente, buscando esclarecer o mal, elucidando as causas, para não se darem as inevitáveis conseqüências.

Vocês têm armas poderosas: a sua liberdade de pensar para decidir pelo melhor. Por que não se entregam à meditação a respeito de seu procedimento social? Será que o pagamento dos impostos que lhes são cobrados está sendo justo? Para o seu dinheiro, sempre têm opinião. E para o preço que se estipulou para suas almas? Renegaram o direito à discussão dos bens morais, para tão desprendidamente venderem o seu futuro por tão pouco? Vocês discutem o preço do pão e da carne. Teriam coragem de auscultar a opinião de sua consciência, a respeito do valor de seu assentimento aos vícios e à destruição da natureza?

Por que se mantêm em estado de inércia, quando é através do trabalho que recuperarão a condição de filhos amados por Deus? Vocês que “pecam” despudoradamente julgar-se-ão impuníveis, pois os acobertam as leis dos homens? Não se envergonham perante o Senhor, quando, recolhidos à intimidade de suas excogitações, apresentam-lhe os frutos que colheram em sua faina diária? Ou vocês se desculpam de não ter tempo para Deus, porque a sua tarefa lhes absorve todos os seus momentos, de sorte que a estafa de suas atividades lhes dificulta desenvolver sadia vida espiritual?

Vocês se contentam em repetir as orações que decoraram, sem se lembrarem de compreender o significado sublime das palavras mecanizadas pelos lábios e que jamais adentram o coração? Dia virá em que lhes sobrará tempo para isso e não terão mais tempo para a regeneração pelo arrependimento. O arrependimento tardio, tantas e tantas vezes hipócrita, os surpreenderá no fim de sua jornada pela crosta, sem que nada mais possam fazer. E então?

Por que não iniciar agora, neste mesmo instante em que lhes é dado conhecer a necessidade de sua reforma interior, a sua peregrinação às bem-aventuranças de Deus? Por que não principiar agora a obedecer aos ensinamentos do Cristo, acatando, com resignação, as informações que lhes estamos comunicando e propondo-se a trabalho de real mérito e alto poder socorrista e regenerativo?

A vocês, a liberdade de decidir, de optar. Deus lhes permite sábia decisão, decisão que muitos poderão usufruir, decisão de legítimo valor moral e de profunda repercussão social. A vocês, o dever sagrado de recompor o mundo, tão ferido pelos maus, pelos perniciosos, pelos ambiciosos. Vocês são a alavanca do seu progresso. Ordeiramente, iniciem a sua santa revolução, a sua sedição incondicional, a sua insurreição contra os desmandos dos que, desconsiderando as leis de Deus, insistem em prosseguir em sua insólita tarefa destrutiva. Reajam, homens de Deus. Não mais permitam que os cegos guiem os cegos, pois se arremessarão nos abismos do “pecado” e da dor. Abram os olhos para a luz e enxerguem a gloriosa luminescência que se expande pelo universo. Não se limitem à linha de seu curto horizonte mental. Espraiem o pensamento às longínquas terras da promissão, para poderem perceber, intuindo os bens eternos, que vocês se desviam dos desígnios de Deus.

Não tardem, irmãos: a sua deliberação urge. É preciso que tenham o coração leve para decidir por amor do próximo. Reflitam nos mandamentos da espiritualidade e conheçam, nos livros sagrados, a verdadeira fé que lhes é exigida e que lhes será cobrada. Não se percam em ilusões de grandiosidade terrena. O mundo está cheio de tentações carnais de elevado poder persuasivo. Há, no entanto, muito mais luz em qualquer virtude evangélica que em todas as constelações do nosso universo material .

Regrem seu procedimento pelas virtudes divinas do evangelho do Cristo e terão a satisfação de viver vida plena de conquistas morais e sociais. Vocês não mais terão do que se arrepender e poderão ascender em paz ao seio do Senhor.

Maciel.
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