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Ensaios-->TENDÊNCIAS DA CRÍTICA LITERÁRIA EM PORTUGAL -- 05/07/2010 - 11:10 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
TENDÊNCIAS DA CRÍTICA LITERÁRIA EM PORTUGAL NOS FINS DO SÉCULO XIX

João Ferreira

No final do século XIX há preocupações da crítica literária portuguesa em mostrar a avaliação estrangeira sobre a literatura portuguesa e particularmente sobre a geração nova, preocupando-se com problemas, tendências e correntes da alma moderna e das formas de arte que a refletem. É o que mostra a revista “Arte” em dezembro de 1895, Tomo I, n. 2, pp. 51-54. Entre as tendências do tempo comenta-se o realismo e o objetivismo sueco através da colaboração de Göran Björkman (PP.60-64) e dá-se um Boletim Internacional com os movimentos literários de alguns países (França e Brasil), bibliografias (Grécia, Espanha, Inglaterra, Itália, Suíça, Turquia e Alemanha) e estudos sobre a moderna literatura suíça (Cf. Arte, Ib. 105).
A revista “Arte” reflete “os movimentos literários de seu tempo”, o movimento internacional e cosmopolita, portanto. Alfred Gold, na colaboração publicada em “Arte” sobre a Evolução da Nova Literatura Austríaca preocupa-se em destacar o novo, o moderno, o vivo, o próprio [nacional], as “aspirações de regeneração” da “nova literatura” e sua relação com a vida, a “cor especial”, a “nova geração”, a “larga evolução”, a geração do “moderno”, a “reforma literária, as “inovações”,a “Moderne Dicthtung” (Poesia Moderna). A propósito, cumpre lembrar que a reforma literária estava em pleno movimento na Alemanha por este tempo, conforme se pode ler em Arte, Vol. I, nº 8 (Coimbra, junho 1896, pág. 341). É um tempo em que se fala de “Moderne Rundschau” [Panorama Moderno], dos “novos” [“Nós, os novos”], da nova escola literária, do contemporâneo e do vivo.
Por sua vez, a “Revista de Estudos Livres”, de inspiração positivista, publicada em Lisboa nos anos de 1883-1884, sob a direção de Teófilo Braga e Teixeira Bastos, ao mesmo tempo que procura a aliança mental entre Brasil e Portugal, combate a inércia católico-monarquista e aposta no “progresso” e na “modernidade”, procurando realizar uma revista de divulgação das “descobertas e dos resultados científicos modernos”, dos “acontecimentos actuais”, para os “julgar e poder deduzir deles as condições de progresso”. Nessa mesma revista, Júlio Lourenço Pinto discute perante seus leitores portugueses as teorias de arte literária do tempo (realismo e naturalismo) desde Balzac até Camilo Castelo Branco, assim como o método a seguir na aplicação do realismo à arte (Ib. pp. 35 e segs; 78 e segs e 117-119). Reis Damaso fala sobre Júlio Diniz e o Naturalismo, concluindo ser Júlio Diniz o introdutor do Naturalismo em Portugal.


Porto 1993
Brasília 2010
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