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Crônicas-->O MILIONÁRIO -- 15/09/2000 - 21:16 (Nelson de Medeiros Teixeira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Tava um rebú desgraçado na casa do Godogredo porque o cara tinha chegado do serviço às 9,00 horas. Normalmente ele saia às 9, mas da noite... Pior que chegou de porre, ainda por cima...
Primeiro veio a sogra. Uma baita duma crioula muito da mandona que tinha 2 metros de largura. Agarrou o Godofredo pelo pescoço.
-Olha aqui ô paspalhão. Que negócio é esse de aparecer aqui na hora do trabalho. Num tá vendo aí o montão de bocas esperando essa droga de comida que tu bota em casa?
Godofredo encolheu... chegou mais gente. A mulher, a cunhada, o sogro, a prima da mulher e de quebra os 8 filhos...
-Posso saber que diabo de palhaçada é essa? Acha que eu me arrebento na beira dessa porcaria de tanque que você fez no quintal, prá te sustentar de cachaça, seu cretino?
O sogro fez sua média.
-Olha aqui Godô. Você sabe que sou teu amigo e não abro, mas assim já é demais. Tem de respeitar as horas de trabalho que são sagradas...
A sogra, aproveitando o ensejo:
-E por falar em trabalho, você já arranjou algum?
O velho, que tava desempregado há uma pá de tempo, desconversou:
-Deixa o Godô falar. É direito dele. Todo mundo tem direito de defesa, ora bolas, até ele...
Godofredo aproveitou a deixa e com muito custo conseguiu explicar:
-Calma pessoal. Eu só to comemorando, porque acertei na Loteria Federal e de hoje em diante não trabalho mais no pesado.
Falava e exibia um bilhete de loteria. Foi a conta para a mulher assumir ares de santa senhora:
-Eu logo vi que tinha acontecido alguma coisa porque o meu Godozinho num é de ficar por ai bebendo em botequim não.
A cunhada, eufórica:
-Deixa eu ver Godô. Eu nunca vi nota de milhão...
A prima, que não se dava com ela, não perdeu ponto:
-Larga de ser burra mulher. Num tá vendo que num existe nota de milhão, sua besta! Isso ai é cheque que a gente só tem de ir no banco e receber...
O filho mais velho – picareta de carteira assinada, com pis, pasep, FGTS e tudo mais – tomou a frente dos negócios.
- É isso ai, pai. Agora a gente pode fazer um Motel ai no quintal que isso dá dinheiro às pampas...
O Godofredo se enchendo de razão, quis dar uma de importante chefe da casa.
- Primeiro eu vou buscar aquela Mercedes que eu vi...
A santa interrompeu, reassumindo, temporariamente:
-Vai trazer uma ova. Tá pensando que “por causa de que” agora é rico vai fazer harém dentro da minha casa? Só pisando no meu cadáver...
E a coisa tava nesse pé’, com o bilhete correndo de mão em mão quando, de repente, deram falta do papelucho. Procura daqui, procura dali e nada. Já desanimados, lembraram do Juninho que tinha sumido da sala... Era a salvação. Só podia ter sido ele.
-O ladrãozinho tem a quem puxar...
Justificou o Godô, olhando de soslaio para o organizador do Motel.
Tava saindo do banheiro o Juninho. Partiram prá cima dele.
Juninho, que era um feliz e saudável guri de 5 anos de idade, foi logo matando a charada:
-Ah! Um papelinho colorido e todo numeradinho?!
-Esse mesmo! Esse mesmo! Gritaram todos, num coral super afinado.
Juninho, olhando pro banheiro:
-Já era!
Ainda correram, mas o garotinho era educado e já tinha dado descarga...

Nelson de Medeiros Teixeira


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