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Erótico-->16. REFLEXÕES -- 23/11/2003 - 07:26 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

Como Adonias tinha outras duas atividades a que dar conta, seu tempo diário para efeito de seu aprimoramento moral, através do desempenho de ajuda direta e “material”, dividia-se pelas três, de sorte que o tédio do corredor recebia a contrapartida das ações mais efetivas relativamente às funções no hospital e no departamento de escrituração.

Recolhido ao dormitório, pôs-se a meditar a respeito dos trabalhos do dia, lamentando que não se houvesse adaptado tão bem no setor de limpeza da ala de cursos, quanto o fizera como ajudante no transporte de doentes e no de auxiliar de escritório.

“É bem verdade que, no primeiro dia, as coisas parecem mecânicas demais, como com meu balde, meu pano e minha vassoura. No entanto, apesar de haver passado azeitando as engrenagens das macas, verificando seu estado geral e pondo-as em condições perfeitas de uso, tenho a certeza de que não haverei de ficar seis meses fazendo apenas isso, que não são tantas as macas que precisaram, realmente, de cuidados. Também no escritório, não vou ficar tanto tempo verificando cada mesa dos tarefeiros técnicos, para ver se todos os itens se encontram preenchidos, desde a falta de etiquetas, de papel de impressão, de tinta na impressora e mais os vinte e sete tópicos da descrição que recebi. Pelo menos, nestas duas funções, não se exige silêncio absoluto, ainda porque os ruídos externos das lamentações dos irmãozinhos sofredores e a azáfama dos elementos do escritório, me permitem cantar aqueles salmos com que, no convento, eu ajudava o tempo a passar.”

Esses pensamentos eram uma espécie de devaneio, mas Adonias foi capaz de perceber que serviços iguais ao que desempenhara naquele dia haveria sempre e que não bastariam seis meses para terminar uma única tarefa:

“Se não tomar cuidado, vou entrar em parafuso numa rosca sem fim, porque não vi nem em Levi, nem em Noronha, nem em Domício, chefes interessados em saber se estou adquirindo aquelas qualidades de que senti falta em minha composição moral. Achava que precisava trabalhar diretamente com as entidades necessitadas de algum apoio específico e me abriram três vagas onde não tenho nenhum contato com quem quer que seja, impedido até de conversar com os meus colegas, e isto justamente no momento em que os serviços dão uma trégua. Se acontecer de me enjoar destas tarefas mesquinhas, vou ter de pedir que me substituam, sem ter alcançado nenhuma transformação positiva no sentido visado.”

Naquela primeira noite, após estafante dia de trabalho, o cansaço não permitiu que o nosso filósofo religioso desse asas muito largas aos vôos de suas reflexões, dormindo logo em seguida com a consciência imersa em sombrios pesadelos diretamente extraídos de sua última passagem pelo Umbral. O que lhe valia, para que não repetisse os sofrimentos, era, justamente, o fato de se manter avisado de que se tratava apenas de um sonho ou algo equivalente, sabendo intuitivamente que estava sob o resguardo da Igreja Cristã.

Acordou um tanto angustiado, perguntando intimamente se a trabalheira do dia, somada aos reveses da noite, estaria sendo útil para alguma coisa, porque, de repente, criara uma situação de necessidades e de obrigações totalmente diferente da situação de estudioso autodidata de dois dias atrás.

“Estou-me vendo pressionado pelo relógio, coisa absolutamente ilógica neste ambiente em que a eternidade é prisma existencial. Se me contassem que alguém pudesse estar submisso a um trabalho semi-escravo no etéreo, eu, com certeza, não acreditaria. No entanto, tenho apenas estas duas horas diárias para preparar-me para a exposição sobre os evangelhos, tempo, aliás, que devo ocupar também com meu próximo curso, se quiser formar-me socorrista, para não perder o elã e o diploma alcançados no curso do irmão Maciel. Além do mais, preciso resolver sozinho todos os problemas que me afetarem no âmbito de minhas perplexidades, impedido até de consultar os trabalhos arquivados na casa e as obras especializadas, porque não me sobra tempo para nada.”

Ocorreu a Adonias que poderia desistir, simplesmente, de tudo aquilo, mas ponderou que talvez alguma surpresa lhe estivesse reservada ao cabo de algum tempo, porque não seria lógico permanecer naquela modorra intelectual até o final dos séculos, ou quando o desenvolvimento das mentes tornasse obsoletos os estudos, os tratamentos médicos e as escriturações e registros. Ocorreu-lhe que, de fato, se lá permanecesse milênio após milênio, até o prédio se derruiria naturalmente, dado que a evolução atinge todas as criaturas, até as que plasmaram e as que mantinham de pé aquela construção etérea.

“Eis que as minhas duas horas deixei escapar em considerações tolas e previsíveis. Evidentemente, estou é muito preocupado com a minha escolha. Então, vou dar um voto de confiança para a sabedoria de todos os meus amigos, mui amigos, e me manter nestas funções, para o que devo prescrever-me, como atitude de prudência e sabedoria, um estado de resignação e humildade, caso contrário vou afogar-me em minhas próprias lágrimas de arrependimento. Vejo que as coisas estão mudando no sentido de me pôr alerta quanto ao aceitar, provisoriamente embora, estas tarefas que, no mundo denso da matéria, iria, no fim, chamar de alienantes.”

Foi quando lhe veio claro de dentro da memória a aversão, ou melhor, a verdadeira ojeriza relativa as presilhas com que os patrões mantinham os empregados à sua disposição, naquela situação de explorador e explorado em que os dois perdiam, o primeiro, a possibilidade de salvação.; o segundo, a possibilidade do aprendizado edificante para domínio de alguma força que lhe desse capacitação para entender de fato as razões de se manter equilibrado, segundo os ditames das leis que defendiam os poderosos.

“Mas essas são águas passadas. Agora sei que nunca eu mesmo me sujeitei a nada. Eis o porquê de estar tão compenetrado desta perspectiva de um trabalho contínuo sem remuneração aparente, apenas contentando-me com o fato de ter sido recomendado pelos outros mais experientes, inclusive porque Maciel passou tanto tempo como auxiliar de pedreiro.”

Adonias quis dar seqüência a essas idéias, mas não conseguiu encadeá-las durante as horas em que passou em suas atividades rotineiras. Foi só à noite, extenuado, que pôde voltar ao tema.

Entretanto, ao observar que tão poucos acontecimentos ocorreram durante o dia de trabalho, escovando, azeitando e completando os estojos e gavetas, pensou que estava iniciando-se o processo de alienação de si mesmo, começando, ao mesmo tempo, um crescente interesse pelos quefazeres em si, e principiou a perceber que o que lhe parecera algo tão horrendo, estava exercendo a função terapêutica própria do trabalho, segundo as recomendações médicas especializadíssimas das mais modernas teorias laborterápicas, conforme ele mesmo havia encaminhado alguns jovens, na qualidade de sacerdote, para a psicanálise ocupacional. Notou que havia uma diferença fundamental, pois, no caso antigo, o aconselhamento se dera em função de um tópico importante, qual seja, o de que os pacientes desconheciam as razões psíquicas do tratamento, enquanto, no seu caso, tinha sido ele mesmo quem concluíra pela necessidade de se doar em auxílio concreto às outras pessoas, mesmo que em caráter indireto, porque tudo quanto vinha e iria continuar fazendo o mantinha sem contato com os irmãozinhos carentes daqueles serviços comunitários.

“Eu penso, após dois dias dando duro, que o melhor para mim é suspender este tipo de reflexões, estas, sim, fazendo-me dar voltas em torno de minha personalidade, levantando teses que não tenho como provar, ansiando por vencer estas primeiras fases de meu regime para emagrecer.”

Magérrimo, Adonias julgou hilariante a comparação que, de repente, lhe surgiu na memória. Lembrava-se muito bem de vários sacerdotes às voltas com a necessidade de emagrecer, por força da recomendação dos exames clínicos conclusivos, e que lutavam contra a tenacidade do hábito de comer (ele chamava na época de “pecado da gula”). Recordava-se de que as primeiras semanas eram duríssimas, não poucos recaindo, esfaimados, sobre pratos escondidos e à sorrelfa. Pensou também nos viciados de todo tipo, necessitados de internação em clínicas próprias, os quais eram dispensados após estarem desintoxicados, mas sem nenhuma garantiam de que não reincidiriam no vício. Adonias pensava nas drogas mais pesadas, mas se lembrou de que também o alcoolismo e o tabagismo eram terríveis coatores da vontade, verdadeiros obsessores químicos a anular totalmente o poder de reação e o poder intelectual da percepção dos efeitos deletérios também para a parte moral dos indivíduos, que passavam por uma fase dos mais completos negativismo e pessimismo em relação à sua própria capacidade de superar os vícios que os estavam matando e eles bem que sabiam disso. Avaliou que tais pessoas, apesar de serem consideradas pelos médicos como doentes, com certeza davam entrada em seu círculo espiritual de certas entidades malévolas capazes de exercer domínio sobre o livre-arbítrio delas, porque não davam ouvidos àquela tênue vozinha da consciência que bem poderia ter origem nas recomendações dos espíritos que tentavam protegê-las, em nome da amizade, do amor ou de uma benquerença universal e humanitária.

Depois que situou os infelizes nos dois planos de seus problemas, o material e o espiritual, Adonias desejou estabelecer uma comparação com o seu próprio caso, porque julgava que essas quiméricas influências do etéreo junto aos encarnados, que era como, no final de seu estágio como sacerdote, estava vendo o plano espiritual, expurgando de seu cabedal religioso todas as histórias que ouviu em criança e que também reproduziu muitas vezes em aula e do púlpito, tinham muito mais razão de ser junto aos encarnados, já que, agora, na espiritualidade, ele conhecia apenas a força positiva de seu anjo guardião, não acatando as sugestões intuitivas de seu cérebro perispiritual de que poderia estar sob as ondas vibratórias da maldade de seres muito perversos que teriam o condão de alcançar até quem estivesse resguardado numa instituição por onde transitavam seres da mais elevada estirpe espiritual.

Ficou estupefacto com essa possibilidade:

“É bem verdade que eu tenho muitos conhecimentos na área da moralidade e que reconheço que preciso retocar muitos aspectos de minha psique deteriorada por toda uma existência egoísta, porque sei que, até quando tratava com os outros, tinha meus objetivos pessoais em jogo, entretanto, pesa-me o fato de que as noções que assimilei, quase todas, saíram das obras lidas e que hoje sou capaz de reproduzir, integralmente. Eis porque é importante esta minha decisão de prestar atenção nos acontecimentos mais corriqueiros, porque, como diria Jesus, em verdade, em verdade, todos os grandes problemas da humanidade encarnada ou não acabam por resumir-se em atitudes singulares de indivíduos com maior ou menor poder decisório sobre os destinos da comunidade em que vive.”

As conclusões, percebeu logo, iam tomando o aspecto do provisório e do eventual, já que impedido estava de correr em busca do auxílio dos mais experientes. Lembrou-se da recomendação de seus três chefes, que lhe vedaram que o exercício reflexivo fosse compartilhado e se dispôs a prosseguir em suas recentes tarefas.

“Estou curioso com este poder que venho demonstrando para mim mesmo de armazenamento lúcido de todos os raciocínios. Sempre admirei as pessoas com a capacidade de se recordarem dos detalhes, das minúcias, dos pormenores, conseguindo reproduzir, por exemplo, textos integrais até de trás para a frente. Eu não treinei esse dom, mas estou muito satisfeito com ele, principalmente porque está valendo-me muitíssimo para me sentir útil através do curso que estou ministrando.”

A sonolência que o assaltou não lhe permitiu concatenar mais as idéias, de sorte que se entregou a um sono menos agitado que na noite anterior, o que lhe permitiu observar, enquanto teve o domínio de sua lucidez, que havia uma forte correlação entre a agitação do dia e os percalços da noite. Sendo assim, não temeu sonhar com o negrume do Umbral nem com as perseguições consignadas em sua memória, com a certeza de que passaria de sujeito da ação a mero espectador, talvez até com a prerrogativa de tirar algumas conclusões inéditas dentro do rol de seus conhecimentos.

As duas horas iniciais do dia seguinte foram gastas numa pesquisa na bibliografia técnica disponível, através de um fichário com a descrição dos produtos utilizados na limpeza das diferentes áreas da instituição, a partir de uma suspeita que Adonias considerou perfeitamente plausível:

“Se o chão dos corredores se apresentam limpos, com o melhor aspecto possível, e se não encontrei nenhuma vez vestígio de que por ali transitaram os professores durante as trocas de salas, com certeza é que o sistema de higienização prevê a sujeira e possibilita a absorção eficaz das partículas que perturbariam o aspecto, assimilando os agentes aos reagentes químicos do produto ali aplicado. É como se fosse um método que utiliza o princípio das enzimas, sem entretanto ser biológico, para equilibrar o meio em que se encontram, mantendo o chão sempre limpo, até que se sature de elementos nocivos. Eis porque há necessidade de, todo dia, renovar a película higiênica, a qual, de imediato, causa um aspecto ruim, como se a camada que ali se deposita desequilibrasse o meio ambiente em que está atuando. Ao passar a vassoura, provavelmente o atrito cause a catálise que desestabiliza os ingredientes prejudiciais, prendendo-os às cerdas do rústico (mas não tanto assim) apetrecho. Vejamos que surpresas podem estar reservadas numa pesquisa sobre a fórmula e, talvez, a utilização daquele líqüido.”

Poucas coisas causaram mais satisfação ao nosso amigo que o resultado de sua busca. Realmente, todo o processo de limpeza e de higienização dos diversos ambientes de toda a Igreja Cristã se encontrava descrito minuciosamente num prospecto técnico, que ele foi capaz de decifrar, apesar de alguns termos a que era refratário por excessivamente científicos. Na verdade, não atinara com tudo, mas, a grosso modo, a sua intuição se confirmou.

Foi quando uma outra dúvida lhe despontou, insidiosa:

“Muito bem, o problema do chão dos corredores eu resolvi, mas como é que as paredes e o teto se mantêm igualmente asseados, se a eles não me dedico? Será que existe alguém mais trabalhando nos mesmos locais, em outros horários, já que nunca me deparei com nenhum outro faxineiro no meu corredor?”

Essa questão foi resolvida de modo bem mais rápido, já que se atilara para a possibilidade das consultas. Através de um simples roteiro eletrônico, o computar lhe forneceu os dados de todos os voluntários e mais os contratados remunerados, sendo-lhe fácil descobrir que havia três elementos que se dedicavam a manter as paredes e o teto daquele e de outros corredores em ordem. Mais umas teclas digitadas e logo apareceu a programação completa de como realizavam eles o seu serviço, inclusive com a informação de que o horário era o noturno porque as máquinas que usavam vibravam de molde a perturbar alunos e professores, caso fossem empregadas no horário das aulas.

“Sim, senhor, eu lascando-me de refletir, imaginando tanta coisa, e tudo tão à disposição, sem mistério algum. Será que tudo nesta casa poderá receber explicações tão completas? Pelo menos, encontrei, por meus próprios meios, a solução para o meu maior problema técnico. Aliás, fui além do que iria se fosse um sujeito prático, porque teria conseguido achar as explicações, antes de efetuar um exercício muito saudável de investigação empírica de caráter meramente reflexivo. Será que esta linha de pensamentos estará verdadeiramente correta? Terei recebido a influência sutil de alguma entidade superior que me induziu a pensar de forma a adivinhar a verdade? Ou será que todo o andamento de meus raciocínios tendiam a desembocar exatamente nos conceitos tão próximos da verdade?”

Naquela hora, Adonias partiu para seu labor, assobiando uma ária de que se lembrava desde a época em que era juiz na França, quando andou freqüentando as óperas. Procurou na memória pelo nome da canção e lá achou consignado: “Ritorna vincitore”. Achou uma feliz lembrança e pôs na cabeça que estava progredindo, ao menos, em relação ao alívio das tensões dos problemas mais fáceis de serem resolvidos.

“Agora o que me está faltando é me concentrar no serviço, levando-o mais a sério, realizando minha tarefa com o máximo de perfeição, mas possibilitando-me, ao mesmo tempo, que a mente possa desenvolver idéias e pensamentos mais argutos quanto a não me deixar envolver tão subjetivamente, quando os temas requererem soluções práticas. O sujeito mais traquejado, como pretendo vir a ser em breve, não teria aproveitado as formulações provisórias até atinar com a definitiva, porém, teria dado um sentido à sua existência mais coerente com a necessidade de que tudo se adquira, em função dos conhecimentos necessários para a apreensão e o domínio desta e de outras realidades, conforme a dimensão em que formos imergindo, de maneira isenta de preocupações, como se as coisas nos afetassem diretamente, quando nos frustramos com as primeiras tentativas sem fundamento, de que tudo se adquira, meditava eu, em função de um sentido representativo pragmático.”

Nesse momento, estava de posse de seus instrumentos de trabalho, de modo que pôde conceber a idéia de que os raciocínios estavam recebendo interferências do campo de atenção, motivo pelo qual as últimas ilações lhe pareceram bastante confusas. Desejou reformulá-las mas não conseguiu, entretendo-se, então, com exclusividade em desempenhar o melhor possível aquele serviço que lhe parecia haver crescido em importância e valor. Em outras circunstâncias, teria colocado sob o escrínio de sua perspicácia lingüística se era correto pensar em importância e valor, porque as palavras poderiam conter uma diferença de significado muito sutil relativamente ao contexto em que foram empregadas, mas, envolvido com sua tarefa, deixou de lado, como inócua, essa discussão acadêmica, preferindo manter sua atenção pregada no solo.

Ao passar apressado por Levi, além do habitual “até amanhã”, ouviu um “muito obrigado” e também um “parabéns!”, expressões que lhe evidenciaram que estava sob a vigilância de seu superior. Sorriu satisfeito, acenou, fez um gesto que tinha o tempo contado e disparou, assobiando ainda, rumo à ala hospitalar.
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