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Poesias-->NOITE DE GALA -- 03/01/2001 - 16:46 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
NOITE DE GALA

Jan Muá



3 de janeiro de 2001







Meu corpo lírico

Encomendou uma noite de gala para nós os dois

Uma noite de sonho, de fantasia

E de poesia



Para guarda da porta de nosso in-gloo

Meu corpo destacou dois arcanjos amigos de infância

Que conheceram a árvore da maçã que Eva provou sem conhecimento de Adão no Paraíso Perdido,

Paraíso mítico também chamado de Éden



São dois arcanjos de confiança

Um, bom de espada, Miguel, na função de segurança

E outro, bom de mensagens, Gabriel, na função de inspirador dos estados de poesia



Nossa cabana tem água corrente

Cama e banheiro iluminado a neon

Sabonetes e perfumes fabricados de óleo extraído de cascas de ostras colhidas nas costas do Hawai



Após o ritual das estrelas

Eu te pegarei no colo até ao teu leito e serás rainha no ingloo

Como nos tempos dos sobas africanos experientes em haréns copiosos

Treinados nos aromas de mulher



Inebriados pelo mito chamaremos Miguel Arcanjo

Para ele nos contar a história de como Eva colheu a maçã da árvore perturbadora e tentadora



Após a narrativa, tu mesma assumirás a experiência

De colher essa manzana

De prová-la

E de me dares um dedal de seu prodigioso suco



Embalados na saga do Éden

Partiremos para o sonho de recriarmos literalmente o Paraíso

Nos papéis de Adão e Eva



Olharemos nossos corpos liricamente descobertos

E acolheremos as suaves brisas tocando nosso sangue

Que se encarregará de elaborar o cocktail da sedução



O Paraíso começará a ser recriado em nossos olhos e em nossos corpos animizados

Que renascerão e farão desta noite de gala uma estrondosa e cósmica noite estrelada



Gabriel aportará com as melodias dos céus infinitos e nos espaços milenares do Cosmos os astros ensaiarão espetáculos de luzes e de descargas magnéticas



Entre sedução e deslumbramento acordaremos para a voz real do universo

E entenderemos este jogo singular de energias confraternizando, se seduzindo e se combinando



E do mítico jardim do Éden

Troarão vozes de grande sentido humano que se associarão a nós



E outros anjos da terra recolherão variadas e saborosas ambrosias de todos os cantos do Jardim

E espalharão a felicidade pela terra



E virá à tona a memória de todos os troncos, folhas, ramos e pólens

E o sucesso de todos os que embalados na mítica história

Usaram a luz de seus corpos e de suas mentes

E seus sentidos avançados de orientação



De posse da lição do Éden, usaremos nosso carinho e nossa ternura

A luz dos olhos, o tato lírico de nossas mãos

E a divina sensação de nossa pele

Para chegarmos em sonho de navegação até aos estuários

Dos grandes rios da Amazônia onde avulta

A grandeza dos largos leitos e das praias brancas



Na intimidade ensaiaremos os rituais próprios de uma noite de gala...

E ficaremos assim felizes e unidos até ao raiar da aurora

Como nas alvas medievais das cantigas de amigo



E embutiremos no lírico sol do dia

O próprio brilho da luz de Apolo que brotará de nossos olhos felizes.



Jan Muá

3 de janeiro de 2001

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