Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
21 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56828 )
Cartas ( 21161)
Contos (12584)
Cordel (10012)
Crônicas (22151)
Discursos (3132)
Ensaios - (8955)
Erótico (13388)
Frases (43349)
Humor (18383)
Infantil (3751)
Infanto Juvenil (2630)
Letras de Música (5464)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (138026)
Redação (2918)
Roteiro de Filme ou Novela (1053)
Teses / Monologos (2394)
Textos Jurídicos (1923)
Textos Religiosos/Sermões (4767)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Erótico-->2. SEQÜESTRO -- 10/02/2004 - 07:30 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER

— Vamos pelas ruas principais, que eu tenho medo de escuro e de isolamento.

Leonel buscava fintar o trânsito engarrafado, mas se via obrigado a longas paradas, atrás de filas intermináveis.

— Ainda bem que saímos cedo. Com este movimento, meu caro, iríamos desembocar no teatro depois do primeiro ato.

— Se quiser arriscar, eu sei um caminho que poderá nos levar mais depressa.

— Não me arrisco, mesmo. Siga devagar, mas não saia das ruas principais.

Leandro não se importava com o horário. Queria deixar o patrão instalado, para seguir de volta. Por tradição, alguém o levaria até o apartamento, que de táxi jamais se atreveu, dado o temor do contato com o vulgo. Era como sentia o pobre motorista, pelas vezes que fora chamado à atenção pelo costureiro. Mas o ordenado era razoável e o trabalho muito leve.

Tendo adentrado o túnel, o trânsito se complicou ainda mais. No entanto, dava para perceber que estava livre a abertura do outro lado. Algum maldito desastre retardava a marcha dos veículos.

De repente, batem forte no vidro ao lado do motorista. Mal deu tempo para voltar-se e já uma rajada de metralhadora estilhaçava a janela lateral. Sem pressa, uma mão certeira se enfiou até a lapela do coitado e uma voz ameaçadora se fez ouvir:

— Abra a porta!

Leonel não pensou duas vezes e já se encontrava estirado no asfalto. Pela sua porta entraram dois indivíduos encapuzados, enquanto o forte barulho de duas motos se distanciava. Não dera tempo para nada e o carro desaparecia sob a luz dos faróis dos que se viam obstados de prosseguir, pelo abandono de dois veículos no meio da via.

— Fica quieto que você não morre!

Teotônio, encolhido sobre o banco, em posição fetal, sentiu as calças molharem-se tépidas. E desmaiou.

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui