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Discursos-->Posse Juiz TRT-7ª Região -- 24/09/2002 - 15:18 (José Ronald Cavalcante Soares) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
DISCURSO DE POSSE NO TRT - (15.05.1986)


O primeiro gesto é de agradecimento a Deus - do qual todas as coisas dependem - e que, com a sua infinita bondade, concedeu-me a oportunidade de, na aspérrima caminhada, experi-mentar a inefável sensação de galgar um patamar a mais.
Depois, o agradecimento aos meus pais que, na segurança de um lar bem estruturado, plasmaram a minha personalidade, finca-ram o balizamento do meu caráter.
Logo a seguir, acode-me a imagem querida da minha doce companheira, Alice, sempre acreditando em mim, impelindo-me a constantes buscas de aperfeiçoamento, inculcando-me o salutar de-sejo de superar as minhas próprias e humanas limitações.
Perpassa, também, de modo constante em minha mente, com nitidez e em "flashes" coloridos, a figura saudosa de minha so-gra, Maria Alice, que, numa especie de premonição, por três vezes, antes de empreender a longa viagem sem retorno, assegurou-me que eu seria o escolhido, dizendo, no entanto, que não viria a minha posse. Como é sentida a sua ausência! Dela, nada obstante, e esta vitória.
Antes de agradecer a todos que me apoiaram, de todas as maneiras, acode-me uma reflexão sobre os que contra mim ergue-ram barreiras, desafiando a fé inabalável que sempre se aninhou em mim, a confiança inquebrantável nos meus ideais, aguçando o meu espírito para a disputa.
Foi árdua e longuíssima a jornada, repleta de armadilhas, en-godos, perseguições, mas, ao mesmo tempo, prenhe de gestos de amizade e de conforto de tantos em tão diferentes lugares e posições que, para não cometer injustiça, prefiro guardar seus nomes nos refolhos do coração, como quem guarda as suas jóias mais preciosas.
Chego a esta Corte com a fronte erguida e com uma bagagem de muitos anos de judicatura, atingindo já a maturidade dos meus dias e tendo aprendido com humildade que o saber imensurável e o homem, em contrapartida, e pequenino.
Quero afugentar da minha mente os percalços do itinerário, dentro da sábia lição de Malba Tahan de que "devemos escrever no bronze imperecível tudo quando nos fizerem de bom e, na areia in-consistente e efêmera, tudo quanto nos fizerem de ruim".
Estou ciente dos desafios que me aguardam nesta outra face-ta da minha vida de julgador, todavia, os embates de ontem forjaram a tempera rija, fizeram nascer a couraça que ha de ser o meu escudo.





Agradeço, ainda, a tantos amigos e parentes que aqui vieram, com o fulgor de suas presenças dar a pintura caleidoscópica desta solenidade, fazendo o meu coração transbordar de alegria e gratidão.
Agradeço aos colegas de hoje, que ontem sufragaram o meu nome, com preciosa unanimidade. Prometo–Ihes porfiar com denodo para jamais desmerecer-Ihes a confiança.
Aos meus filhos - razões da minha luta e continuidade do meu sangue - dedico este dia de tantas emoções e tanto júbilo.
Agora, desejo fazer uma homenagem a parte ao meu sogro, Dr. Cícero Ferraz, que muito me ajudou nesta caminhada.
Do começo ao fim chega-se inexoravelmente ao Onipotente. O início, o meio e o fim - Deus consubstancia tudo.
A Ele peço com fervor que ilumine os meus passos de viandante, oriente a minha marcha, não permita nunca que eu me perca nos descaminhos da existencia, conceda-me a graça de poder dizer, no dia em que tiver que estancar: tudo correu bem, obrigado, Se-nhor, a missão esta cumprida!


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