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Poesias-->CONVERSANDO COM O PEQUENO PRÍNCIPE -- 26/02/2007 - 20:44 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


CONVERSANDO COM O PEQUENO PRÍNCIPE

SOBRE AMIZADE



"Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro"[...] "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos". - "Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar." (Saint-Exupérý. O Pequeno Príncipe, cap. XXI).





Jan Muá

26 de fevereiro de 2007





O que dizes sobre a amizade, Príncipe, é lindo

É um discurso principesco

Um discurso

Que se situa entre o céu de onde vieste

E a terra onde eu estou!



Há no teu discurso verdadeiros sinais de verdade

Mas porque vens do céu, deves saber

Que na terra

Também há outras verdades ao lado das verdades celestiais



São verdades diferentes daquelas

Que circulam em sociedades amorfas

E em cabeças protocoladas

Diferentes daquelas que vestem sempre o mesmo figurino

E circulam em nome de interesses suspeitosos



Ora porque o meu Pequeno Príncipe,

Que tem a elevada sensibilidade de se encantar

Com as misteriosas rosas e flores

Sabe também que a sabedoria universal

Distingue vários tipos de amizade



E assim, queiramos ou não,

Num mundo de raposas

Bem conhecidas do Príncipe

Terá de haver

Vários tipos de amizade



Há, de um lado, as que formulamos e codificamos

Em nossa sociedade formal



E há, no lado transbordante, as amizades outras

Escondidas

Sem discurso oficial

Que constroem a verdadeira fraternidade e solidariedade

O carinho e o amor

E nos dão as ligações limpas e puras

As amizades naturais e inocentes sem moralismos

Que sobrevivem para além das verdades da razão

E das verdades de pressão



Tu sabes, meu Príncipe, que não há como ignorar

As amizades propulsionadas pelo inconsciente

Que são aquelas que nos dão alegria



Elas estão escondidas

E brotam fortes do coração

Como se fossem alvoradas matinais

Oferecendo-nos jardins e rosas

Olhares e sorrisos de alma

Alegrias e sonhos

E fantasias que refazem a vida!



Essas amizades são reais e legítimas, meu Príncipe,

Nada têm de clandestinas

Porque impelem para a vida

E livram os humanos do sono monótono da hipocrisia

E da rotina cadavérica das pessoas que perderam a alma



Elas restituem a verdade do viver

São estas, ó Príncipe, as autênticas amizades

Do mundo da terra

Porque são amizades que nascem do coração

Da dedicação ou do afeto

E caminham

Instigadas pela esperança de novos sentidos

E pelo encanto do amor que sonha desmaterializando-se

Na direção dos direitos livres de uma nova cidadania!



Jan Muá

26 de fevereiro de 2007

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