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Ensaios-->GRANDES PENSAMENTOS(75) -- 05/01/2014 - 14:57 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Freud não criou só a Psicanálise como muitos acreditam, mas mudou também a nossa forma de ver a nós mesmos e desmistificou nossos sonhos e mudou radicalmente a forma de encará-los com a obra “A Interpretação dos Sonhos”. Suas contribuições porém vão muito além. Seus estudos e suas descobertas sobre a sociedade são de extrema importância para a compreensão das relações humanos, de seus mitos e suas crenças em obras como “O Mal-estar da Civilização”, “Toten e Tabu” e “O futuro de uma Ilusão”, da qual foi extraído o fragmento abaixo. Nesta obra, “Freud investiga a origem psicológica das ideias religiosas e vê na religião a neurose obsessiva universal da humanidade” Aliás, por caminhos completamente diferentes, Freud chega, em muitos pontos, às mesmas conclusões que “Nietzsche”.

“(…) retornemos à questão das doutrinas religiosas. Podemos agora repetir que todas elas são ilusões e insuscetíveis de prova. Ninguém pode ser compelido a achá-las verdadeiras, a acreditar nelas. Algumas são tão improváveis, tão incompatíveis com tudo que laboriosamente descobrimos sobre a realidade do mundo, que podemos compará-las – se considerarmos de forma apropriada as diferenças psicológicas – a delírios. (…) Os enigmas do universo só lentamente se revelam à nossa investigação; existem muitas questões a que a ciência atualmente não pode dar resposta. Mas o trabalho científico constitui a única estrada que nos pode levar a um conhecimento da realidade externa a nós mesmos. É, mais uma vez, simplesmente uma ilusão esperar qualquer coisa da intuição e da introspecção; elas nada podem nos dar, a não ser detalhes sobre nossa própria vida mental, detalhes difíceis de interpretar, nunca qualquer informação sobre perguntas que a doutrina religiosa acha tão fácil responder. (…) Assim como ninguém pode ser forçado a crer, também ninguém pode ser forçado a descrer. Mas não nos permitamos ficar satisfeitos em nos enganarmos que argumentos desse tipo nos conduzirão pela estrada do pensamento correto. Se algum dia já houve um exemplo de desculpa esfarrapada, temo-lo aqui. Ignorância é ignorância; nenhum direito a acreditar pode ser derivado dela. Em outros assuntos, nenhuma pessoa sensata se comportaria tão irresponsavelmente ou se contentaria com fundamentos tão débeis para suas opiniões e para a posição que assume. É apenas nas coisas mais elevadas e sagradas que se permite fazê-lo. Na realidade, trata-se apenas de tentativas de fingir para nós mesmos ou para as outras pessoas que ainda nos achamos firmemente ligados à religião, quando há muito tempo já nos apartamos dela. Quanto a questões de religião, as pessoas são culpadas de toda espécie possível de desonestidade e mau procedimento intelectual".
"O Futuro de uma Ilusão”, IV,pag. 108-109. Trad. José Octávia de Aguiar Abreu, Coleção os Pensadores. São Paulo: Abril, 1978


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