Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
75 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 55217 )
Cartas ( 21066)
Contos (12156)
Cordel (9589)
Crônicas (21289)
Discursos (3112)
Ensaios - (9914)
Erótico (13140)
Frases (40120)
Humor (17564)
Infantil (3566)
Infanto Juvenil (2310)
Letras de Música (5416)
Peça de Teatro (1311)
Poesias (135847)
Redação (2879)
Roteiro de Filme ou Novela (1035)
Teses / Monologos (2375)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4226)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Crônicas-->Casamento -- 01/10/2004 - 21:11 (Ricardo Barreto Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


CASAMENTO

Celibato não é sinal de felicidade, casamento também não.
Mas talvez seja melhor ser infeliz casado do que solteiro porque, casados, temos em quem colocar a culpa pela nossa infelicidade.
Solteiros, somos responsáveis pelas nossas alegrias e tristezas, não podemos culpar ninguém.
Até alguns anos atrás, para a mulher, casar significava ter alguém para provê-la de casa e comida em troca de seus serviços sexuais e domésticos. Para o homem significava ter uma empregada em tempo integral, uma parceira sexual à sua disposição e uma reprodutora para dar-lhe filhos que iriam ampará-lo na velhice.
Não admira que, com essa situação, o casamento tenha se consolidado como o sonho de realização de tanta gente.
Hoje em dia porém, nos lugares mais desenvolvidos, todos podem ter suas necessidades satisfeitas sem precisar casar.
As mulheres trabalham e ganham salários iguais aos homens.
Existem os restaurantes self-service, os serviços de entrega em domicílio, diaristas para cuidar da limpeza da casa, máquinas de lavar etc.
Para lazer e diversão temos cinema, TV, CD, DVD, amizades virtuais, agências de viagem etc.
Na velhice temos casas de repouso onde teremos companhia e atenção.
O único problema é quando caímos doentes.
Será que uma enfermeira vai cuidar de nós tão bem quanto um companheiro, uma companheira ou um filho?
Será que os filhos vão ter tempo para dar atenção aos pais com tantos compromissos que eles têm hoje em dia?
Terá o casamento se resumido apenas a isto, ter alguém para cuidar de nós quando estivermos doentes?
Quando casamos abdicamos de muita coisa; sair com os amigos para beber (não dá para levar as mulheres junto porque o “papo” que “rola” geralmente é sobre mulher e sexo com piadas altamente depreciativas para o sexo feminino), assistir aos jogos de futebol na TV com direito a replay de todos os gols de todos os jogos depois de cada partida, paquerar e transar com outras pessoas etc.
A mulher quando vai para o apartamento do homem fica querendo arrumar a bagunça em que ele vive, guardando tudo em lugares que ele depois não vai conseguir encontrar quando precisar.
Quando o homem vai para a casa da mulher fica se sentindo como “um elefante numa loja de louças” com medo de desarrumar ou quebrar algum dos infinitos e desnecessários objetos que ela espalha pela casa toda a título de decoração.
Na maioria das vezes, a única coisa que um homem procura numa mulher é uma boa transa. Ele não está preocupado com casa arrumada, comida caprichada ou roupa lavada, ao contrário da mulher que tudo isto vem antes de uma boa transa.
Para as mulheres, infelizmente, existe outro grande problema que é o perigo de sair sozinha. Há sempre o risco de, no mínimo, ser incomodada por abordagens inconvenientes.
Viver juntos, hoje em dia, requer novos paradigmas.
O homem ainda precisa da mulher para satisfazer suas necessidades sexuais e a mulher ainda precisa do homem para sentir-se protegida.
A mulher que o homem quer, Amélia, não existe mais e o homem que a mulher deseja ainda está sendo forjado.
Vivemos numa época de transição na qual nenhum dos dois está satisfeito com o outro e tenta moldá-lo à sua maneira de ser. Até chegarem a um ponto de equilíbrio haverá muito choro e ranger de dentes, como já falei em outra ocasião.
Enquanto não atingimos o ponto de equilíbrio, e para evitar maiores danos físicos e psicológicos, alguém tem que ceder.
Da minha parte estou disposto a abrir mão do futebol e da bebida com os amigos. Levantar a tampa da privada antes de urinar e não deixar toalha molhada em cima da cama.
Da parte da mulher espero apenas que ela esteja disposta a fazer amor comigo sempre que eu desejar, sem ser preciso todo um ritual de conquista para demonstrar que sou mais capacitado que os outros machos na missão de prover alimentos e proteção para ela e suas crias.

TORONTO
Recife, 01/10/04.
rbf1942@ig.com.br

Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui