Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
29 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57175 )
Cartas ( 21140)
Contos (12558)
Cordel (9909)
Crônicas (21999)
Discursos (3127)
Ensaios - (10105)
Erótico (13287)
Frases (42437)
Humor (18036)
Infantil (3664)
Infanto Juvenil (2428)
Letras de Música (5460)
Peça de Teatro (1313)
Poesias (137473)
Redação (2895)
Roteiro de Filme ou Novela (1050)
Teses / Monologos (2384)
Textos Jurídicos (1918)
Textos Religiosos/Sermões (4569)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Cordel-->MINHA ALMA MATUTA FOI GERADA NAS ENTRANHAS DO VENTRE -- 04/01/2019 - 16:31 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Mesmo não sendo nato sertanejo
Amassei barros pra fazer tijolo;
Briguei por resto da massa do bolo,
Dividindo até mesmo o sobejo.
Comprava-se cigarro no varejo.
Palmatória ensinava-nos lição.
Mas até mesmo um simples carão,
Doía mais do que uma palmada.
Minha alma matuta foi gerada
Nas entranhas do ventre do sertão.

Estudei à luz de vela e lamparina.
Uniforme escolar obrigatório,
E não tinha merenda ou refeitório.
Muito menos havia uma cantina.
Não se tinha maionese, margarina.
E de trigo só se conhecia pão.
Rapadura, arroz, muito feijão
Era nossa comida mais sagrada.
Minha alma matuta foi gerada
Nas entranhas do ventre do sertão.

Mote: Valdir Teles e João Paraibano
Glosa: Henrique César Pinheiro

FORTALEZA, JANEIRO/2019
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui