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Ensaios-->O QUE HÁ POR TRAS DO IMPEACHMENT DA DILMA -- 27/03/2016 - 13:52 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A presidenta Dilma fracassou na tarefa de conduzir o país e se mostrou aquém do cargo para o qual foi eleita, pois não foi capaz de lidar com a crise que o seu próprio governo criou ao tomar medidas equivocadas, nos dois últimos anos do seu primeiro mandato. Quanto a esse fracasso parece haver um consenso. Tanto é verdade que está sofrendo um processo de impeachment embora por outras razões. Querem caçar seu mandato não porque ela tenha cometido de fato algum ato ilícito, mas por não ter mais controle do Congresso e das mais variadas esferas do poder. Ela não exerce a menor influência sobre o Banco Central, o Ministério Público, a Polícia Federal e o STF, como ocorrera em todos os governos anteriores. Quanto a isso também não há dúvida. Desses, o maior problema está no Congresso, pois sem maioria parlamentar não se governa. Mas então o que de fato a impediu de construir uma maioria parlamentar no seu segundo mandato, se ela tinha uma grande maioria quando foi reeleita? A crise econômica? A falta de diálogo com o Congresso? A incapacidade de cumprir as metas fiscais? A baixa popularidade do governo logo após a posse? Os desdobramentos da Operação Lava a Jato? Na realidade, todos esses fatores contribuíram, mas nenhum contribuiu mais do que os desdobramentos da Operação Lava a Jato. E por dois motivos: primeiro, porque mostrou que o esquema de corrupção na Petrobras beneficiou bem mais ao PT do que os demais partidos, como mostra o grande número de integrantes do Partido dos Trabalhadores envolvidos no esquema; segundo, e o mais importante, porque a presidenta não tem controle algum sobre a Polícia Federal e Ministério Público. E enquanto ela estiver no comando da nação, as investigações acerca a corrupção que assola este país andarão a todo vapor, atingindo cada vez mais políticos, empresários e instituições financeiras. Sim é isso mesmo! O Governo Federal, presidido pela presidenta Dilma, não tem como barrar o Juiz Sérgio Mouro e a Polícia Federal. E mesmo que ela tentasse fazer isso, como já andou fazendo, só vai tornar as coisas piores para si e seu governo. Se há alguma forma de barrar a continuidade dessas investigações e criar uma operação abafa, essa saída passa pelo impeachment da Dilma e pela formação de uma coalização entre PMDB, PSDB e aliados, interessados no fim dessas investigações. É claro que nem todos os parlamentares querem o impeachment da Dilma para poder barrar a Lava a Jato. Muitos agem por convicção política Mas há uma maioria que o quer por interesse pessoal, embora neguem veementemente. E por que há um interesse escuso por trás do impeachment da Dilma? Por que a crise política se tornou mais grave? Por que ela se agravou? Não. Nada disso. É porque as últimas investigações da Lava a Jato, que num primeiro momento mirava tão somente os políticos ligados ao PT, PP e uma parte do PMDB, agora chegou a vários partidos, tanto da base aliada como da oposição. E o mais grave: a cada operação da Polícia Federal, mais se envolve a oposição nesse mar de lamas da corrupção. Aliás, as últimas operações trouxeram à tona o envolvimento dos caciques do PSDB, DEM, PPS, Solidariedade, entre outros oposicionistas. O PTB e PMDB, vendo que não há mais como parar a Lava a Jato, estão se unindo à oposição e passaram a apoiar o impeachment como último recurso para não ver seus membros pararem atrás das grades. Aliás, um exemplo bem claro disso é o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Enquanto ele pode usar o pedido de impeachment como moeda de troca para barrar as investigações contra si, ele não o aceitou, mas assim que viu o seu próprio processo ser aberto não hesitou um segundo em dar andamento no processo de impeachment. Ainda há muito o que vir à tona nas investigações em curso e muito provavelmente governadores, Senadores e pessoas de peso nesses partidos estão envolvidos com a corrupção. E para que tais investigações não cheguem até eles, só há uma saída: tirar Dilma, assumir o governo e dar um basta a essas investigações como sempre fizeram no passado. Afinal, nunca se investigou e puniu quem estava no governo. Isso só veio ocorrer nos dois últimos governos petistas. E é preciso levar em conta o que muitos intelectuais e juristas vêm dizendo: uma mudança de governo certamente mudará também o rumo da Lava a Jato. E infelizmente para pior.

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