Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
32 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56722 )
Cartas ( 21160)
Contos (12582)
Cordel (10005)
Crônicas (22134)
Discursos (3130)
Ensaios - (8935)
Erótico (13377)
Frases (43194)
Humor (18334)
Infantil (3739)
Infanto Juvenil (2596)
Letras de Música (5463)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137947)
Redação (2915)
Roteiro de Filme ou Novela (1054)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1922)
Textos Religiosos/Sermões (4723)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Contos-->Era uma vez um menininho... -- 20/03/2007 - 07:58 (Erbon Elbsocaierbe de Araújo) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Era uma vez um menininho que vivia sozinho. Ele gostava de viver sozinho, mas também pensava que não queria continuar vivendo sozinho.
O menino sonhava com uma companhia que ele nunca havia tido.
Era um garotinho calado. Possuía seus brinquedos, mas brincava com eles sozinho: alguns carrinhos, uns animaizinhos de brinquedo, e um elefantinho que ele adorava encher a barriga de comida. Ele o partia ao meio, o elefante de plástico se partia ao meio e os dois pedaços se encaixavam, e o preenchia com pedacinhos de papel amassado. Assim, o elefante ficava com a barriga cheia de comidinha de elefante, e se punha a passear no jardim na companhia do menino.
Um dia, numa tardinha fresca de primavera, quando o menininho brincava com seu elefantinho, e o levava para passear no jardim, enquanto o seu bichinho passeava, ele notou uma coisa que nunca antes havia percebido: uma linda borboleta amarela pousando numa florinha azul. O menino ficou encantado com aquela borboletinha, e por algum tempo aquietou-se contemplando a cena.
O menino achou tão bonitinha a borboleta amarela que abria e fechava as asinhas enquanto sugava o néctar da florinha azul, que ele desejou tocar o bichinho, possuí-lo, tê-lo em suas mãozinhas pequenas.
Mas, ao perceber de longe o menino se aproximando, a linda borboletinha de asas amarelas levantou vôo. O menino correu tentando alcançá-la, e quanto mais o menino corria no jardim, entre as plantinhas, mais a borboletinha voava, ora alto ora baixinho, saltitava e parecia dar cambalhotas no ar, parecia divertir-se com o menino, que também se divertia com a borboletinha saltitante, e se foi.
O menininho ficou muito triste, tão triste que ele quase chorou, fez força para não chorar. Ficou quietinho por muito tempo recordando a sua borboleta amarela enquanto fitava o chão.
E então, o menino viu passeando por entre a folhagem seca e galhinhos caídos e espalhados pelo chão do jardim uma joaninha, e outra, e mais outra; havia muitas joaninhas ali no jardim. Joaninhas de todas as cores, e viu que no jardim também havia um beija flor que de vez em quando visitava uma enorme papoula vermelha; uma aranha engraçada que tecia a teia entre os ramos de uma roseira, e um caracol pensativo.
O menino ficou horas observando aquele pequeno mundo colorido repleto de bichinhos interessantes, e todos os dias o menino passou a visitar aquele jardim, e conversar com seus moradores.
De vez em quando perguntava pela borboletinha de asa amarela, e de quando em vez a borboleta voltava para ver como estava o menino, e brincava um pouquinho com ele.
Dias, semanas, meses se passaram, e então, nunca mais, até hoje, o menininho se sentiu sozinho porque agora ele possui muitos amiguinhos, e uma amiguinha especial que de vez em quando retorna ao jardim e deixa um beijo pousado de borboleta no coração do menino.


Fortaleza, 19 de Janeiro de 2006.
Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 4Exibido 1134 vezesFale com o autor