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Poesias-->TINTAS PARA UM QUADRO DE BIODIVERSIDADE -- 28/03/2008 - 14:27 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
TINTAS PARA UM QUADRO DE BIODIVERSIDADE



Jan Muá

Brasília 2002



Meu quadro se habilita a ter um céu acolhedor

E a navegar pela imensidão do infinito cosmos

De onde recebo as variadas cores com que o desejo pintar



Meu quadro tem matos densos sombras luzes e mistérios

Onde moram duendes

Tem universos e continentes

Europas, áfricas e américas

Idiomas e etnopoesia



Tem pássaros voando e cantando

Tem cachoeiras densas de águas brancas e brilhantes se insinuando

Ao deslizarem em minha pele com toques beijos e íntimas carícias

Tem trilhas e matas com leões dourados sonhados



Meu quadro tem ipês roxos e amarelos

Tem visão de corpos macios de esbeltas mulheres

Tem águas minerais nascentes e piscinas

Tem rios quentes condicionando a pele

Tem biodiversidade luzes e sombras

Lagos e horizontes

Sedutores panoramas que me levam a santa Eulália



Tem brisas dinâmicas abanando os leques dos buritis

Tem linhas no horizonte e colinas

Tem mares e ilhas românticas e castelos e monumentos

Tem montes e serras



Tem cerrados e planaltos

Tem águas marinhas e atlânticas tonificando minha paixão

Tem serras gerais e montes alvões

Tem senhora da guia e senhora da graça



Tem rios negros e rios verdes

Rios lagos e rios correntes

Amazonas, tejos gebas minhos douros e tâmegas

Com ondas e cursos cachoeiras e pororocas com redemoinhos e macaréus



Meu poema tem ventos e redemoinhos

Tem calores e neves brancas tapetando a montanha

Caminhadas e passos na terra e subidas a Feldberg e De Sanctis Gipfel

Tem corcovados e pães de açúcar

vôos pelos céus



Tem ribeirões, igarapés, ribeiros ribeiras e penas

Tem nascentes rios e peixes barbos trutas escalos e vogas

Tem vinhas e vergéis bucólicos e paisagens líricas e serranas

Tem maranus e tâmegas cervas e montes alvões

Alvadias saltos de ermelo e serras



Tem matas, carvalhais, pinhais e escaravelhos

Tem ouriços e castanhas



Noivas do vinho de São Martinho

Tem visualidades e lembranças

Emoções amores e paixões



Meu quadro tem minha alma

E com ela todo o arquivo de imagens



E todos os cliques da filmagem

Tem a ternura com que vivo

E com que vejo



Tem o enternecimento e a irmanação

Tem o sentido da terra

Meu quadro recolhe tintas de todos os tons

É solidário e caminha na história da terra registrando pincelando e cantando

Observando as novidades do movimento da natureza forte e bela que surge e se esvai que hiberna e retorna remoçada e limpa;



Meu quadro são meus olhos juntos com os teus

É toda a luz que tu derramas sobre eles e a capacidade que me dás de ver o mundo com tanta ternura e variedade.



Jan Muá

Brasília, 2002





Nota - Este poema foi publicado em 2002, com tela colorida e música, no site de Neide Noronha, artista plástica, do Estado do Rio de Janeiro. Está sendo publicado hoje pela primeira vez em Usinadeletras.

Site: http://neidenoronha.com/amigos.htm





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