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Ensaios-->HORA DA ESTRELA -- 01/06/2017 - 10:55 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Maravilha! Isso é que é definir poesia — disse Robert   de longe, julgando ser ouvido: ‘Poesia não é apenas rima. Há quanto tempo se conhecem o Poeta e a Estrela? A Rosa do Povo nasceu em 1945. Também nasceram em 1945 a Rosa de Hiroshima e a Estrela de Leningrado.  Duas estrelas cruzam os céus de Itabira. Faz tanto tempo, tanto tempo que Maryula saiu de lá!...’
Parla!
Maryula faz-se monumento vivo  para ouvir a estátua do poeta gauche:   ‘Não há criação nem morte perante a poesia... Não há guarda-chuva contra o amor que castiga João Cabral.’ Ela  Sabia que não se pode conversar com os mortos, mas quando se trata de um morto vivo a conversa torna-se possível  e a repórter experimenta o sabor das letras, sem nenhuma pedra no caminho: ‘Não há guarda-chuva contra as intempéries do mundo. Não há guarda-chuva contra o mundo que tritura as quatro estações da vida...’ — Não há guarda-chuva contra pombos que sacodem as penas do leme sobre a cabeça do poeta e despejam nele saraivadas de excremento... Não há guarda-chuva contra as pragas do Egito — Concluiu a estrela.
camera mam corre para pegar melhor ângulo do homem acariciando a estátua de bronze do poeta maior. — ‘Não há guarda-chuva contra pombos que sacodem as penas do leme sobre a cabeça do poeta’. Repetia o homem aquilo que ouvira da Estrela de Leningrado. 
O assistente desliga a câmera. Maryula abaixa-se, curvada diante de sua impotência ante o bombardeio aéreo. Interrompe a gravação e foge grasnando. Esbravejando ameaças contra uma nuvem de pombos, que bombardeia a cidade com rajadas de excremento.
— Imundície. Praga, isto é uma praga!
—Não chames de impuro o que Deus purificou — disse Robert  , para si mesmo.
***

Adalberto Lima, fragmento de Estrela que o vento soprou.
 
Enviado por Adalberto Lima em 01/06/2017
Código do texto: T6015372 
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