Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
41 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56716 )
Cartas ( 21159)
Contos (12581)
Cordel (10002)
Crônicas (22133)
Discursos (3130)
Ensaios - (8933)
Erótico (13377)
Frases (43184)
Humor (18330)
Infantil (3739)
Infanto Juvenil (2591)
Letras de Música (5463)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137941)
Redação (2915)
Roteiro de Filme ou Novela (1054)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1922)
Textos Religiosos/Sermões (4715)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->SILÊNCIOS DE VIDA -- 11/05/2008 - 14:05 (João Ferreira) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
SILÊNCIOS DE VIDA



Jan Muá

11 de maio de 2008



É claro que a vida me faz sentir

E pensar bem acima do sistema cartesiano

Além de sentir, pensar e existir

Levantam-se na minha tenda

Ferozes silêncios fechados e metafísicos

Drasticamente definidos no horizonte



Avanço para eles com minhas perguntas existenciais

Que porém não geram respostas

E se transformam em vazios de abissal densidade



São silêncios

Que caem pesados nos espaços do meu sentir

Com as garras de sua verdade de tirania

Silêncios gerados pelo vazio

Pelo não explícito

Pela não-comunicação

Pela falta de sinais de gestos e de palavras

Pela ausência de noção de tempo e de lugar

Silêncios que tiranizam a vida

De maneira impiedosa



Estou me sentindo vivo neles

Não obstante o fugaz conforto da poesia de Quintana

Que me trouxe momentos bons de horizontes macios



Horizontes apenas poéticos

A que falta uma palavra de tempo real



O peso agora são estes silêncios

Que ameaçam corroer as velhas certezas

Que mantinham a alegria e a comunhão

É só porque falta aqui uma alma

Representada pela palavra viva



São silêncios desprovidos de comunicação

Conturbados pelos relatos da mídia

Que terminam por me dar a consciência

De que nesta guerra onde as batalhas de campo são reais

Há também diversões

Para os soldados se entregarem aos seus divertimentos

Com loucura e intensidade

Há festejos e eventos

Há amores e celebrações ruidosas

Em momentos que relegam para terceiro plano

A infelicidade das vítimas da guerra e dos bombardeios



Há quase uma lógica fria em tudo isto

Mas minha alma não está no Iraque

Nem na nação curda

Apenas sente esta devastação da guerra com seus próprios delírios

Como se estivesse em Nabirya

No Oriente Médio.



É por isso que estes silêncios de vida

Me apertam o cerco

E tentam me corroer

Apesar de tentar segurá-los com dificuldade.





Jan Muá

11 de maio de 2008

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 73Exibido 427 vezesFale com o autor