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Artigos-->É VÁLIDO O CASTIGO NO EDUCAR ? -- 04/04/2001 - 14:59 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
É válido o castigo no educar?



Márcio Filgueiras de Amorim



É o castigo um instrumento válido na educação? Que tipo de castigo se aceita hoje e qual deve ser abandonado? Na difícil tarefa de educar filhos estamos precariamente equilibrados numa corda bamba entre dar carinho e impor limites. Mas como impor limites?



Acredito que castigar fisicamente através da dor deve ser urgentemente abandonado. Da mesma forma que conseguimos eliminar a palmatória na escola, devemos abandonar a tortura física no lar. Ensina-se mais pelo exemplo que pela palavra. Se perdemos os argumentos e facilmente apelamos para a força física, não podemos reclamar se tivermos no futuro filhos acovardados ou brigões. A violência física afasta pais e filhos e reduz a auto confiança das crianças.



Devemos lembrar que nossos “selvagens” índios não castigavam fisicamente seus filhos. O castigo físico foi por aqui introduzido pelos “civilizados” padres jesuítas e capuchinhos.



O que nos resta é a conversa, a argumentação, a autoridade amiga mas firme da paternidade e da maternidade. Devemos desde cedo passar a noção de que somos honestos e confiáveis. Que nosso controle é necessário e amoroso. Respeitando a autonomia, a liberdade e as opiniões daquele ser em desenvolvimento.



Ouvi de uma médica um relato interessante. Ela foi aos EUA para acompanhar o nascimento de uma neta. Outra netinha de uns 3 anos estava muito sentida, ciumenta e pirracenta. Um dia caiu numa enorme pirraça por pouca coisa chorava, esperneava, berrava sem parar. A filha muito pesada pediu que a avó a ajudasse. A avó abraçou fortemente a netinha contendo-a carinhosamente mas firmemente contra o seu corpo. Só a soltou quando ela se acalmou. No dia seguinte a criança novamente se irritou com algo banal e correu para a avó. Vovó me abraça forte pois estou começando a ter aquela pirraça de novo! A contenção física pode ser uma boa técnica em alguns casos.



Os filhos querem e quase pedem na linguagem não verbal que os pais lhes imponham limites. Recebo adolescentes ditos “problemáticos”que me dizem que os pais não se importam com eles, Não me impedem nada, deixam que eu faça tudo de errado que quero”. Os pais ouvidos dizem : “Somos tão bons com ele, não lhe proibimos nada”.



Impor limites é tão importante quanto dar carinho ao educar. Mas devemos lembrar que batemos por raiva, descontrole, fraqueza nossa e não para educar. A violência significa considerar que os pais tem total direito sobre a vida de seus filhos. Com freqüência desemboca na “Síndrome da Criança Espancada” com fraturas, podendo levar a morte.



Costumo falar com as mães no consultório que o castigo deve ser brando, proporcional à falta e suportável na idade. Os primeiros castigos em tenra idade devem ter a duração de uma respiração funda. Gradativamente mostrando que o castigo é brando e suportável, vamos desenvolvendo o senso de obediência. Pegamos firmemente embora sem maior violência, a criança, a sentamos numa cadeira e lhe explicamos: você está de castigo, me desobedeceu por tantas vezes, sabe que o que estava fazendo e não o podia fazer. Respira-se fundo e se autoriza a saída do castigo. Os pais readquiriram o controle da situação.



Bater nos filhos é prova do fracasso dos pais em lidar com o conflito. Deseduca e induz comportamento violento no futuro. Sejamos francos em geral os pais apelam para este recurso quando pedem a paciência, estão estressados e não para educa-los.





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