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Artigos-->58. A ESCRAVIDÃO DA JUVENTUDE — ROMEU -- 17/12/2002 - 07:49 (wladimir olivier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
WLADIMIR OLIVIER


Para capitalizarmos, futuramente, os nossos bens morais, deveremos investir nossos recursos em projetos mais avançados de assistência aos que sofrem, quer sejam crianças ainda infantes, quer sejam taludos marmanjos acostumados com vida de crimes e que estão recolhidos em muitas instituições de vigilância e de reeducação. Evidentemente, os primeiros oferecem possibilidades melhores de retorno do trabalho, do ponto de vista imediatista e material. São os últimos que são os entraves com que se defrontam as pessoas, pois são de difícil trato, muitos deles contumazes em atos criminosos de desrespeito da ordem social, pois se rebelam, sempre que seus desejos mais pueris não são satisfeitos.



Tais indivíduos prometem tornar-se criminosos de difícil recondução ao caminho do bem, mesmo do ponto de vista da comunidade social que os produziu e que os mantém em estado de profunda depressão moral e inteira agressividade. Só bem mais tarde, na velhice (poucos na maturidade), reunirão condições de meditação a respeito dos crimes praticados e poderão vir a arrepender-se, tardiamente embora; isto se conseguirem ultrapassar vivos os embates com a polícia e com as vítimas.



Sendo assim, é de todo necessário programar, na sociedade humana, buscando os recursos onde mais sobejam, pois este mundo apresenta inequívocos contrastes entre pobreza e riqueza, instituição que contenha em si todos os elementos de recuperação precisos para o soerguimento desses jovens. Antevemos que os problemas a serem enfrentados são inumeráveis e que o esforço a ser despendido nem sempre será recompensado através da reeducação. Mas do jeito que está não pode continuar, pois as reclusões incentivam o prosseguimento na vida de crimes e a educação que promovem se dá no sentido inverso, pois não só não aprendem a agir consentaneamente com os valores sociais, como se atrevem no campo do crime, incentivados por aqueles que adentraram mais profundamente nos vícios e se sentem impossibilitados de recompor com dignidade as suas personalidades.



Além do mais, existem, fora dessas instituições, organizações que se utilizam desses jovens para atos criminosos mais extensos, para “vendettas” pessoais e para o serviço da distribuição dos narcóticos e do aliciamento dos “escravos”, a quem cabe a tarefa mais suja do contacto pessoal com os incautos e com as vítimas dos tóxicos. Assim é que agem esses indivíduos no campo das organizações mundanas.



A par disso, a organização se estende ao âmbito espiritual, na intrincada rede de influências que visam a estabelecer domínio paralelo às hostes do Senhor. Aos poucos, vão definindo-se os limites de atuação de ambos os lados e vão esclarecendo-se os poderes das organizações interessadas no desarranjo do mundo, em detrimento do sopro de vida oferecido por Deus, através de seu filho, nosso senhor e mestre, Jesus.



Estamos, contudo, atentos aos movimentos e às arregimentações que se verificam em ambos os lados da realidade e estamos organizando contra-ofensiva, do mesmo modo que os humanos começam a fazer sobre a face da Terra, em vários países que, solidários, buscam unir suas forças e sua inteligência no combate ao terrorismo, ao banditismo e, principalmente, ao narcotráfico, que traz consigo a miséria, a prostituição e, sobretudo, a alienação total dos indivíduos dos objetivos existenciais.



Sendo assim, se o caro leitor for capaz de integrar equipe socorrista, em qualquer setor em que puder atuar, muito ajudará no contornar de problemas e no evitar que outros elementos sejam absorvidos pelas organizações criminosas. Para isso, é preciso demonstrar coragem e muito espírito de colaboração. Não basta oferecer dinheiro. É preciso mais: é preciso despertar-se interiormente para o problema; é preciso consideração de ordem moral que possa desvendar o mistério da responsabilidade de cada um; é preciso ter o Cristo no coração para passar a agir segundo os seus ensinamentos; é preciso ter muito amor para poder distribuí-lo aos necessitados.



Se a nossa criança obtiver amparo quando bem pequena e se nosso jovem for resgatado das mãos dos bandidos, aí a nossa sociedade ganhará em cidadania e poderemos usufruir paz mais segura e mais tranqüilizadora, uma vez que a falta de segurança que sentimos nos corações de quantos vivem nas cidades grandes, principalmente, promove medo tal que se insinua com tanta força que o homem não somente rejeita o bandido por ser bandido, mas passa a sentir ojeriza pelo próprio homem que está sob a máscara da maldade que o deforma. Não vamos intimidar-nos pela fisionomia bronca dos que se comprazem na vida do crime, nem vamos abominar a criatura de Deus transvestida de criminoso; vamos buscar recuperação para o bem de todos, pois todos juntos estamos navegando nas águas do Senhor, em busca do porto seguro da redenção e da salvação.









COMENTÁRIO — MARCELO



O presente texto foi ditado por espírito que está começando com suas mensagens. É a “Escolinha” que retorna com força para adestrar mais companheiros no trabalho da emissão mediúnica.



Sabemos que se trata de espírito maduro de jovem que, na última encarnação, morreu nas mãos de policiais, mas que conseguiu estar cônscio de seus atos de vandalismo, para poder passar para fase de maior responsabilidade junto aos espíritos do grupo. Hoje, está sorridente por ter podido superar condição de franca inferioridade moral, através de abnegado trabalho socorrista no campo do esclarecimento das consciências a quem cabe restabelecer os vínculos morais necessários para a recuperação de jovens em estágio inicial de delinqüência.



Não é trabalho de pouca monta. Por isso, foi escalado para escrever texto concernente a este assunto e o fez com muita propriedade. Evidentemente, sobejam informações de caráter organizacional e de vinculação do ato criminoso à vida social e moral a um tempo.



No entanto, pomo-nos de sobreaviso para inferências de caráter generalizador, pois nem tudo se passa de modo igual na mente das pessoas e são multíplices as atitudes e inumeráveis as causas dos crimes. Sendo assim, vamos fazê-lo retornar aos estudos da personalidade humana, para que amplie sua compreensão do agir e do pensar, em confronto com a história que cada ser viveu em muitas e sucessivas encarnações.



Quando à pregação pelo bom desempenho de todos em favor da recuperação das crianças e dos adolescentes, estamos inteiramente de acordo, pois é “de pequeno que se endireita o pepino”, como se diz no jargão popular. E não poderia ser de outra forma, pois o jovem é suscetível de compreender a linguagem do amor, muito mais do que os adultos que estão macerados e que buscam tirar proveito das situações vantajosas que lhes são oferecidas, pondo de lado os aspectos sentimentais e, por isso, colocando-se na situação de não compreender o amor do ponto de vista evangélico. É, portanto, mais saudável para a sociedade prevenir os males em seu nascedouro, oferecendo lares substitutos ou instituições de larga visão no tratamento das doenças sociais que atingem a infância e a juventude.



No mais, o texto se apresenta correto e a nota merecida roça pelo ápice da escola. Parabéns, amigo, e prossiga em sua luta a favor dos pequenos, pois foi com os pequeninos que Jesus pôde realizar uma das páginas evangélicos mais lindas de sua peregrinação e, nesse sentido, verdadeiramente, clamamos aos leitores que, no fundo de seus corações, façam sua a frase imortal do Cristo: “Deixem vir a mim as criancinhas, pois delas será o reino de Deus.”



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