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Crônicas-->O Crime dos Inocentes -- 15/04/2006 - 14:05 (Erbon Elbsocaierbe de Araújo) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Há por estas regiões um jargão popular que bem define as atividades do povo interiorano ou mesmo dos que, em zonas litorâneas, da mesma forma - qualquer forma é modo ou maneira de sobreviver numa cultura de pobreza e dificuldades -, levam uma vida entediante e sem perspectivas de melhora. Pois que durante o dia eles trabalham, e à noite... Como se diz por aí – “de dia na agricultura, e à noite na criatura”.
Uma estrada qualquer pode levar, um que alguma paz almeja, a qualquer um desses lugares. Lá podemos ostentar toda a pobreza de espírito e esnobar a população ribeirinha, sertaneja ou praiana, ou serrana – quanto lugar há para se esnobar -, guiando uma dessas pickups importadas enchendo de poeira as narinas dos outros, e, ao final, encontrarmos a tão sonhada paz.
Mas deixemos de lado a hipocrisia, e abordemos a paz e suas faces.
Lá onde o céu e o mar se encontram eu deveria estar; de lá eu contemplaria e alto éter e cá onde estou. Como um Deus - embora nada pudesse fazer, como um Deus não o deveria -, saberia o que estariam fazendo, já é noitinha.
Como será que se faz neste mundo tão distante? Como serão os sussurros... Será que é dito aos ouvidos o que se pode ser dito, se é que dizem algo? O fato é que, o que estão fazendo, é melhor do que se estivessem construindo bombas atômicas.
O silêncio nos revela a outra face. E se nos apresenta a outra face, estão fazendo a mesma coisa –a bomba mata crianças, e eles estão gerando filhos, crianças, para a morte.

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