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Contos-->A ÁRVORE DE CHUPETAS. -- 02/05/2010 - 16:04 (Ana Zélia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A ÁRVORE DE CHUPETAS.
Ana Zélia

Era uma sobrevivente desde o nascimento.
Trocaram-lhe o sangue para que vivesse lhe queimaram a pele amarela pela icterícia.

A batizaram quase morta às pressas na Igreja da Advogada de todos nós. Santa Rita.

Aos cinco meses chamou “Pa-pa” (papai), o rosto mais conhecido a ela.

A mãe quase nunca estava em casa. A tia e o pai eram os fiéis companheiros.

Aos três anos iniciava sua vida escolar acompanhando os irmãos, batia os pés querendo estudar.

Às vezes dormia na classe com aquele montueiro de pipos, (chupetas) amarrados a uma fita.

Aproximava-se o natal. A professora pediu a ela que os desse às criancinhas pobres.

O Papai Noel as levaria na noite de Natal.

Precocemente usou a cabeça.

Ao chegar em casa pediu ao pai que os enterrasse e assim teria em breve uma árvore de chupetas para distribuir.

O pai fez como ela pediu, mas por precaução foi comprado nova enfiada de pipos e guardada até a noite.

Na hora de dormir começou a choradeira: “Eu quero os meus pupús!”, “Eu quero os meus pupús” foi a ladainha.

O pai dizia: Você mandou enterrar. Vai nascer uma árvore enorme e bonita, colorida e você as dará ao Papai Noel.

Chorou tanto que o jeito foi dar as outras chupetas a ela.

Eram sete assim distribuídos. Dois ficavam na boca, dois acima dos outros e próximo ás narinas, um ficava em uma mão, e os dois restantes ela coçava o ouvido. Uma gracinha.

Papai Noel e as criancinhas teriam muito que esperar a árvore de chupetas não cresceu, ela sim e diz que não se lembra de nada, apesar de inteligente e sagaz.

Quem sabe um dia seja mãe e em vez dos pipos deixe o filho chupar o dedo que não pode ser plantado, nem esquecido.

Coisas de criança;
Manaus, 26.11.1995. (Ana Zélia)
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Nota da autora- Amy Higgins Schneider, é escritora, poetisa e atriz, faz parte da usina de letras, mas desde pequena é cheia de graça, coisas que marcam nossas vidas até hoje ela se sai bem.

Tinha que contar, pior foi quando ela descobriu a enfiada de chupetas guardadas dentro do armário, chorou que tinham enganado Papai Noel e as criancinhas.

Foi um alarde, me olhava com os olhos e cara fechada. Manaus, 02.05.2010. Ana Zélia




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