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Contos-->Bobo -- 10/03/2011 - 12:34 (Ricardo Marques) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

Bobo !

Ele era amador em tudo, aprendeu a ser um bom rapaz com os pardais...., que fazem de tudo para defender a sua família, ensinando aos seus filhotes o respeito a todo e qualquer ser, a crença, e a determinação..., e o resto acontecerá. Eis que num belo dia de primavera, aquele instinto que havia em seu corpo delicado e manso aflorou,  ele tornou-se um tuaregue, colocando seus pés nas estradas do conhecer......!

Num dia estava nas montanhas, noutro naquela estradinha empoeirada, por caminhos de topografias duvidosas, pântanos obscuros, hábitats antagônicos, e quanto mais caminhava, mais experiências adquiria pelos portos de seu viver. Porém, uma atenção especial as noites enluaradas, reparou que jamais estava só nesses momentos, alguém iluminava seus caminhos e ao mesmo tempo era sua companheira por noites contínuas.....!

Apaixonou-se por ela, a Lua, com todo aquele amor que havia em teu coração curado e amador;  esta paixão foi crescendo como a Lua cheia, e ele, só queria continuar suas andanças sob o luar.
Começou também a procurar por planaltos, montanhas, picos elevados, cada vez mais altos, e já não se interessava mais por vales floridos, planícies e desertos, até dos oceanos nem lembrava mais, só pensava na Lua.

Confidenciou a um Condor andino essa veneração por sua Luma; e o Condor amigo, muito sincero.... disse-lhe sem papas na língua: meu amigo de tantos caminhos, de tantos sóis, caminheiro de terras, mares, pedras, sal e areia não seja tolo, não viva a tua vida povoada por tolices......! Como pode amar tanto assim a Lua ? Ela nunca será sua, pois ela é de todos, pertence a todos nós.....! Seja um nômade, acredite nos ditames de tua natureza humana, veja que eu também, um dia..., já me apaixonei por ela..., a Lua....., vivia fazendo-lhe sorrir com as minhas truanices, procurava sempre fazer brotar o sorriso em tua face, deixando-a desfrutar de mim, e mesmo com essas asas enormes que tenho, após dias de voo em sua direção, chegando tão próximo dela, a ponto de escutar os seus sussurros, fui capaz de ouvir daqueles lábios cintilantes algo que me fez tremer mais do que os ventos nos paredões rochosos de meu nascer, uma frase final, que sem vacilar me disse: Condor das montanhas, rei de todas altitudes e correntezas andinas, nobre ave dominadora dos ares; não seja bobo, não se iluda com a minha luz prateada, que na verdade não é minha....., mas somente um reflexo que derramo sobre a mata. Conto-lhe também que eu Lua, já sofri muito por alguém, ele era o meu grande amor, seu nome é Sol. Por anos e anos sentia o teu calor que me aquecia o corpo todo, ele é uma estrela;  o meu amor era tão grande que vivia constantemente cheia e nova, nunca minguante ou tão pouco meia..., estávamos tão distantes um do outro....., aquela sua indiferença me magoava muito, era como se algo estivesse quebrado dentro de meu peito, mas também me fez enxergar as nossas diferenças. Por isso Condor, rei dos ares, hoje eu Lua sou de todos... dos caminhantes, dos solitários, dos poetas, dos sonhadores, dos enamorados, sou guia, mas sou também dos loucos, dos puros de coração e dos prisioneiros de si mesmos, mas no meu íntimo...., sou só do Sol.....!
E agora eu tuaregue, sabedor que sou das estórias de um Condor que ama a Lua, e de uma Lua que ama o Sol, volto a colocar os meus pés na terra que conheço; reparar nos vales floridos, areias finas de gargantas convidativas entre montanhas; oceanos verdes, azuis, límpidos e sossegados....; morros camaradas, trilhas apertadas, praias sem fim, desertos escaldantes, pedras macias, espinhos quebradiços, pântanos tímidos, campos inquietos, mas.......... sempre, numa noite enLUArada, não me canso de olhar para o céu........!!
Rimarquesz

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