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Poesias-->Testamento Amoroso -- 27/08/2013 - 21:35 (CARLOS ARTUR PAULON) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
CA Paulon





Nem são muitos os meus amores

Mas são fortes e deles me recordo.

Na infância, datam amores caseiros:

Vovó Dadá, tia Lili, amiga Leni, os principais.



Nas brincadeiras foi a Isa de pêra ou uva.

Pouco mais além, amei Nali também.

Adolescente amei Lia, a grande paixão.

Depois amei Teresa até o casamento.

Doloroso mas necessário o primeiro divórcio

Regina me trouxe alento e renovado estímulo.

Mas foi Silvia a violenta paixão adulta, adorada.

E Ida uma querida renovação juvenil.



E outra Lia, me trouxe a vida, a ser vivida

Com a lembrança querida de sete mulheres amadas

E que assim foram, são e sempre serão

Queiram elas ou não.

Um outro equivocado casamento mas com divórcio de alento

Mostrou que me havia tempo e espaço amoroso

Para concluir meu primeiro testamento,

No qual caberiam importantes paixões passageiras

E amores inconclusos: Marilza, Gisa, Lisia,

Todas vividas em feliz passado, mas à limpo presentes,

Amadas, também, queiram ou não.



Meu inventário, talvez ainda provisório,

Provavelmente concluído, me contém Tetê,

Que, sendo o meu presente, é síntese do meu espólio,

Minha parceira achada, minha mulher amada, minha vida.

Uma vida amorosamente dividida, com duas outras mulheres

Que meu passado legou: minhas queridas filhas Carolina e Mariana,

Acrescentando Maria neta, como Teresa última nascida.



À todas e tantas mulheres amadas, agradeço por as ter amado

E com elas aprendido o que fui capaz de entender e dar fé,

Até o ano da graça de 2013, dado e passado.
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