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Crônicas-->Esmeralda -- 19/12/2006 - 14:00 (maria da graça almeida) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Esmeralda
maria da graça almeida

Órfã da costureira da minha mãe, Esmeralda morava com o pai, até o dia em que ele adoeceu. Seu Geraldo fora internado. Minha mãe, preocupada com a solidão da mocinha, levou-a para a fazenda. Ficaria conosco até que o pai melhorasse.
Esmeralda era meiga e entre as sardas exibia uma expressão assustada. Falava pouco, quase não lhe ouvíamos a voz. Tinha dezessete anos, mas aparentava muito menos, apesar dos olhos tristes e sombrios. Prestativa, estava sempre pronta para ajudar, ainda que não solicitada. Algumas vezes, consegui flagrar um lampejo de alegria em seus olhos. Eram momentos quando eu, apesar da pouca habilidade, tocava piano para ela.
Certa noite pela televisão foi noticiada a morte de uma criança por violência sexual. Esmeralda levantou-se da poltrona onde se sentara e surpreendentemente se pôs a gritar e a pisotear uma almofada que atirara ao chão:
- Odeio quem abusa de criança, odeio os que submetem as pessoas à violência sexual. Queria que todos esses morressem agora, já, neste momento.
Todos nós nos calamos assustados com a reação da mocinha, sempre tão meiga, tão dócil, tímida. E ela continuava a repetir em altos brados:
- Que morram todos, que morram todos...

Nesse momento o telefone tocou e eu meio atordoada, levantei-me para atender. Uma voz desconhecida disse-me, sem maiores delongas ou explicações:
- Avise Esmeralda que seu pai acabou de falecer.






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