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Contos-->A VIÚVA E O SACRISTÃO! (Lembranças) -- 30/03/2013 - 16:50 (Ana Zélia da Silva) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A VIÚVA E O SACRISTÃO! (Lembranças)
Ana Zélia
A noite estava linda, o céu estrelado, ao lado da lua nova a bela Orion
Brilhava tal qual a Estrela-Dalva.
A viúva pensativa chorava, em seus pensamentos um burburinho se formava,
lembranças boas, amargas...
Pensar não é bom dizia consigo.
Muitas vezes precisava lembrar-se do passado para não morrer de tédio, de ódio.
Era Maio, mês das noivas e de Maria. As flores ficam mais belas.
Pensou na Fada do Amor, em Eros com sua flecha certeira que não escolhe o amado...
Quantos homens cruzaram seus caminhos e quantos se perderam na caminhada.
Não gostava da solidão precisava de companhia.
Já procurara tanto, pediu,implorou, foi aos santos... Quase desistia.
Só os covardes temem e não tentam nunca.
Ela se sentia viva, porque a cada negativa era um estímulo a mais para a subida...
Ainda se achava a FLOR DO PECADO, com gosto adocicado.
O homem amado tinha que ter gosto e cor do pecado.
Uma frase martelava-lhe a cabeça:
“Quem dá sopa pra malandro é cozinheira de presídio”
Eis porque fugia quando alguém que ela não queria se embandeirava
pro seu lado.
Encontrara alguém com quem sonhava, só que as punhaladas da vida o
tornara tão amargo que não se rendia. Era como um siri na lata, pulando pra todo lado.
A cara fechada tal quais os focinhos de porco a quem todos exalam mau cheiro.
O amava, mas o achava tão pequeno que já pensara em odiá-lo, deixá-lo seguir seu caminho.
Quando se aproximava para pedir-lhe um conselho ou levar-lhe uma ideia,
Uma palavra amiga, quem sabe. Ele respondia:
_ Alguma confusão1 Eu conheço você! Sua aproximação é como tempestade,
Atrás vem um furacão!
Ah! Isto não era verdade, ele sim era um covarde, fugia, fugia, magoando,
Machucando por ironia. Quem sabe por trás de tudo aquilo ele sentisse desejos
Camuflados, por que ela o queria? Por quê?
O que ela ganharia com ele. Nada... Tinha certeza disto.
Ele era oco, frio. As árvores ocas, não abrigam sequer passarinhos,
São frágeis demais. Ela o via assim, porque tentava.
A pior coisa no ser humano é a busca errônea, errada...
As pessoas não mudam da noite para o dia. Se ele temia todas as mulheres,
Ela jamais o transformaria porque seu maior orgulho era o de ser mulher,
Com seus defeitos e virtudes. Coisas que ás vezes encobria.
Ah! Amiga! Busque outro Tibucio, novos horizontes na vida, esqueça quem não lhe quer.
Quem sabe próximo a você haja outros Tibucios aguardando uma oportunidade pra lhe amar, amar.
Não atire perolas aos porcos, porque eles não conseguem discernir...
Preferem a lama, o charco... E você não pode muda-los nunca.
Deles só a carne, o tocinho dão bons pratos...
E a vida... (Manaus, 21.05.1994)
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Nota da autora- Em dez anos de radio, Momento Poético, escrevi sobre tudo,
Tento hoje publicar. Manaus, 31.03.2013













 

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