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Erótico-->O DIÁRIO DE ANA CARLA - XII -- 30/08/2005 - 18:44 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O DIÁRIO DE ANA CARLA - XII


Segue abaixo a continuação do DIÁRIO DE ANA CARLA. Para ler a parte anterior clique AQUI
PARA LER O INÍCIO DO DIÁRIO CLIQUE AQUI


Quinta-feira, 19 de janeiro.

Cedo
Nossa! Estou morrendo de saudades dele! Nunca ficamos tantos dias sem se ver. Só quando fui viajar. Parece até uma eternidade. Parece até que estamos mais de uma semana longe um do outro. Ah, mas hoje vou me encontrar com ele sim. Vou ligar para ele e dizer que vou esperar ele no trabalho. Assim vamos poder ficar mais tempo juntos.
Daqui a pouco vou telefonar para ele e combinar tudo. Vou perguntar a hora que ele vai sair e vou estar lá esperando. Depois vou querer ir para um lugar interessante.
Ah, meu diário! Fiz uma coisa ontem a noite quando estava deitada. Vou te contar o que foi.
Estava muito chateada. Mas depois que te contei tudo que me aconteceu ao longo do dia, fiquei bem melhor. Aí eu fiquei na cama pensando nele. Fiquei relembrando aqueles momentos de intimidade entre a gente. Todas aquelas lembranças me vieram à memória.
Meu quarto estava com a luz apagada e escuro. E por causa do calor, eu estava só de calcinha. E foi como se aquelas lembranças fossem reais. Se aquilo que eu estava relembrando estivesse passando na minha frente, como um filme. Então eu comecei a ficar excitada. E uma vontade grande de fazer amor foi tomando conta de mim. Só que ele não estava ali para me socorrer.
Aí, enquanto pensava nele, naqueles ombros, naquele corpo nu, naquelas pernas se enroscando nas minhas, naqueles lábios me beijando e chupando os meus peitos, fui sentindo um calor tão grande. Uma quentura percorreu pelo meu corpo que, quando me dei conta, minha mão já estava no meio de minhas pernas.
Eu sentia que estava toda molhada. Aí eu lembrei de como ele me acariciou da última vez, de como o dedo dele se mexia na minha xana, de como aquilo foi gostoso e me fez gozar. Então eu comecei a me acariciar do mesmo jeito.
Claro que eu não conseguia fazer igual a ele. Eu não sabia direito onde me tocar. Achava que tinha que enfiar o dedo. Mas aos poucos eu fui descobrindo.
E eu estava tão excitada, com tanta vontade de por aquilo para fora, que depois de algum tempo consegui gozar.
Lembro que fiquei me contorcendo toda na cama. Eu havia tirado a calcinha. E enquanto acariciava os meus seios com uma das mãos, a outra eu apertava no meio de minhas pernas.
Tive que fazer um pouco de força para gozar. Mas foi um gozo gostoso. Eu me senti fraca e sem forças. Nem tive forças para levantar, me vestir e ir ao banheiro me limpar.
Fiquei um bom tempo deitada, inteiramente nua na cama. Mas depois me levantei, vesti a calcinha e fui dormir. Pois começou e me bater um sono danado.
Quando acordei hoje, a primeira coisa que fiz foi ir ao banheiro. Me lavei com a mangueirinha do chuveiro e voltei para o meu quarto.
Bem. Vou parar por aqui porque preciso ajudar minha mãe na cozinha. Tenho que começar a aprender a fazer as coisas. Senão como posso querer me casar com ele. Não é verdade?

Noite

Finalmente nos encontramos esta semana. Parece até que estamos uma eternidade um longe do outro. Mas na verdade estamos tão pertos e tão longe ao mesmo tempo.
Eu não disse que ia buscar ele no trabalho? Pois fui mesmo! Quando eu liguei para ele e disse que ia, ele falou que era melhor eu esperar ele no Anexo Secreto. Só que eu disse para ele que queria saber onde ele trabalhava e queria ir lá. Aí ele acabou concordando.
Cheguei lá uns quinze minutos antes do horário da saída dele. Perguntei por ele e a secretária quis saber quem eu era. Eu disse que era uma prima dele. Aí ela me deu uma olhada assim como quem diz: Prima? Hum. Sei. E pediu para eu aguardar.
Ele apareceu logo depois. Ficou todo sem graça quando me viu. Ficou vermelho que nem pimenta. Se aquela secretária reparou, deve ter percebido que eu não era prima dele coisa nenhuma.
Saímos dali e fomos comer alguma coisa. Ele disse que estava morrendo de fome. Perguntei se não comia nada, se não fazia um lanche durante a tarde. E ele me respondeu que só almoçava e depois só comia em casa. Fiquei com pena dele. Coitado! Deve passar uma fome danada no trabalho.
Acho que ele estava morrendo de fome mesmo! Devorou todo o sanduíche de uma tacada só. O meu ainda nem estava na metade. Até ofereci um pedaço. Mas ele não quis.
Ele perguntou novamente se estava tudo bem comigo. Respondi mais uma vez que não havia nada de errado. Ele disse que não vai tirar aquela preocupação da cabeça enquanto não me ver menstruada. Respondi que provavelmente em uma semana minha menstruação viria.
Contei para ele o que tinha feito ontem à noite. Ele perguntou se eu tinha gostado. Eu respondi que sim. Falei que até fiquei sem forças, igual eu fiquei na primeira vez. Falei que parecia que estava flutuando sobre minha cama.
Ele falou que eu devo ter sentido muito prazer mesmo.
Perguntei a ele se ele já tinha feito isso depois que começamos a namorar. Ele ficou um pouco pensativo, mas depois respondeu que sim, que já tinha feito algumas vezes. Aí eu quis saber quando. Ele não soube me responder. Ou não quis. Sei lá! Disse que tinha feito algumas das vezes quando eu estava viajando.
Perguntei os detalhes. Sei que isso não me interessa, que são coisas muito íntimas, que é até uma invasão de privacidade. Mas eu estava curiosa. Queria saber como ele fazia, o que ele pensava na hora, se era a mesma coisa que eu pensei quando fiz ontem. Essas coisas. Também se ele não quisesse contar, não teria problema. Da outra vez que perguntei, ele não quis falar. Mas dessa vez eu queria saber.
Vi que ele ficou sem graça na hora de responder. Mas eu continuei insistindo até ele me falar.
Sabe o que ele disse, meu diário? Disse que fazia quando estava tomando banho. Ele explicou que entrava debaixo do chuveiro, molhava o pau dele, passava sabonete e ficava mexendo a mão para trás e para frente enquanto pensava em mim transando com ele. Aí o pau dele ficava cada vez mais duro. E aí ele gozava.
Perguntei se ele gostava. Ele disse que sim. Mas que não tem comparação com fazer amor de verdade. Disse que fazer amor comigo é mil vezes melhor. Ele disse que na hora é gostoso, mas depois dá um vazio, uma sensação de solidão. Ele disse que a pessoa goza e acabou. É como se comesse só para matar a fome. Não é como quando a gente está fazendo amor, que mesmo depois de gozar, o outro está ali, a gente sente o outro e dá aquela sensação de conforto, de continuar juntinhos.
Ele disse que pessoas que vivem de bater punheta (foi essa palavra que ele usou), devem ser pessoas solitárias, que tem alguma dificuldade de relacionamento. Ele disse também que a maioria dos homens batem punheta, pois isso é uma coisa normal. Mas que a maioria deles não tem coragem de admitir que fazem.
Perguntei se ele fazia muito isso. Ele disse que só de vez em quando. Quando a vontade era muito grande e não dava para controlar.
Então eu quis saber quando foi a primeira vez que ele fez isso pensando em mim. Aí ele respondeu que no mesmo dia que me viu no ônibus. Ele me contou que chegou em casa e foi logo para o banheiro. Perguntei o que ele pensou enquanto batia uma punheta. Mas ele disse que não ia falar. Então eu insisti até ele abrir a boca.
Ele disse que imaginou a gente num lugar deserto, e que pensou em mim de costas, como ele me viu da primeira vez, tirando o shortinho vermelho e depois o biquíni azul. Aí eu deitava de bruços no chão e ele deitava em cima de mm, da minha bundinha. Então ele me abraçava com força, agarrava meus peitos, e enfiava o pau dele todinho em mim. Ele disse que quando se imaginou enfiando o pau dele entrando em mim, ele gozou.
Achei aquilo uma safadeza, uma falta de respeito, um descaradamento total. Será que outros homens pensam isso? Será que ficam olhando para a gente e depois ficam batendo punheta pensando na gente, imaginando que somos vadias, putas safadas à disposição deles para satisfazer seus desejos mais depravados? Perguntei para ele e ele disse que isso acontece aos montes. Que ele mesmo já fez algumas vezes.
Ah, meu diário! Me senti até estranha. Imagine! Você põe uma roupinha mais sexy só para chamar a atenção dos rapazes e de repente você é usada para satisfazer fantasias sexuais de pessoas que você nem conhece? Só de pensar que, em algum momento, alguém esteve batendo punheta enquanto me imaginava fazendo coisas que eu nunca teria coragem de fazer, me faz sentir mal.
Ele ainda perdôo. Porque é meu namorado, me ama e a gente faz amor de verdade. Mas se eu soubesse que outro homem fez essas coisas pensando em mim, eu odiaria ele para o resto da minha vida.
É melhor até eu mudar de assunto.
Ficamos tanto tempo conversando naquela lanchonete que a hora passou e nem percebemos. E como já estava ficando tarde. Ele achou melhor a gente ir para casa. Eu queria ir para outro lugar com ele, mas ele disse que não poderíamos nos arriscar demais, mais do que a gente já se arrisca.
Concordei com ele. Pois só o fato de ter ido buscar ele no trabalho, já tinha me deixado muito feliz. Já tinha valido a pena.
Ele me trouxe até perto de casa. Veio até a esquina. Foi a primeira vez que chegou tão perto de minha casa, depois que começamos a namorar.


Sexta-feira, 20 de janeiro.

Acordei um pouco indisposta hoje, mas acho que não é nada. Minha barriga estava dolorida. Acho que é por causa do sanduíche de ontem. Nem contei para ele que não me senti muito bem mais cedo. Ah! também já estou até melhor!
Hoje nós não nos encontramos. Eu estava com vontade de ver ele, mas também não estava afim de sair de casa. Então falei que talvez minha mãe não fosse me deixar sair. Eu ia ter que ficar tomando conta do meu irmão. Ele disse que tudo bem. Que amanhã a gente se encontraria.
Falei para ele que quero ir a um lugar onde esteja só nós dois. E sabe o que ele disse? Me chamou de safada! Ai eu respondi que foi ele quem me deixou assim. E ele falou: “Não. Não é nada disso!, meu amor! É você quem só pensa em sexo!” Ai ficamos um tempão discutindo quem realmente estava levando o outro para um mal caminho. Claro que foi ele quem perdeu, porque foi ele quem me seduziu.
Passei quase a tarde toda no meu quarto lendo o que já escrevi. Nossa! Quanta coisa já aconteceu. Nem parece que estamos juntos há tão pouco tempo. Em pouco mais de dois meses já fiz coisas que até Deus duvida! Quando eu ficar velha vou rir muito das minhas aventuras. Vou ter muito o que relembrar.


Sábado, 21 de Janeiro.

Ainda bem que não falei nada para ele que não estava me sentindo bem ontem. Hoje eu já estava me sentindo ótima. Confesso que fiquei com um pouco de medo de ser algum sintoma de gravidez. Não vejo a hora da minha menstruação vir. Assim acaba esse suspense de uma vez por todas.
Hoje tive um dia corrido. Ia te contar algumas coisas depois do almoço, enquanto esperava a hora de me encontrar com ele, mas não deu tempo. Apareceram algumas amigas da minha mãe aqui em casa. Enquanto ela ficou conversando com elas, eu fui fazer café e arrumar a mesa. Tive que fazer isso bem rapidinho para eu não me atrasar.
E quase que me atrasei. Tomei banho correndo e saí até sem amarrar o tênis.
Quando cheguei no Anexo Secreto, ele já estava me esperando. Ele disse que também havia acabado de chegar.
Enquanto andávamos pelo calçadão. Ele me disse que amanhã vai dar um pulo em São Paulo visitar uma tia que está muito doente. Portanto não vamos nos ver. Falei que não tinha problema, pois ia na casa da Marcela e talvez fosse dar umas voltas com ela.
Ele me levou novamente para a praia do Guaiúba. Disse que não sabia para onde me levar. Lá ficamos conversando justamente sobre esse problema.
Eu entendo que temos dificuldades para ficar as sós, para termos momentos de intimidade. Ele não pode me levar para a casa dele. Piorou ainda eu trazer ele para minha casa. Isso já complica demais. Foi como ele mesmo disse: é na própria casa que normalmente os namorados acabam transando. Ele não pode me levar em um motel. Com a idade que tenho, seria loucura tentar. Portanto, o motel também está fora de cogitação.
Agora na temporada a cidade está muito cheia de turistas e qualquer canto mais discreto tem gente. E é verdade mesmo! Tive que concordar com ele. Ele falou que assim que a temporada acabar, a cidade vai estar vazia e vamos ter muitos lugares para ficar bem à vontade. Só quero ver para onde ele vai me levar.
Quando escurecei, fomos para aquele canto que ele me levou da última vez. Pensamos que talvez não tivesse ninguém lá, mas havia algumas pessoas. Ficamos namorando ali para ver se as pessoas se afastavam. Mas eles não deram bola para a gente. Continuaram.
Por fim acabamos desistindo e ele me trouxe de volta para casa.
Justo hoje que eu fui preparada! Coloquei uma blusinha sem sutiã e vesti aquela mini-saia jeans que ele tanto gosta. Ainda pensei quando separava a roupa para vestir: “Assim, é só eu tirar a calcinha, e ele vai poder levantar minha saia e enfiar o pau dele em mim”. Mas só fiquei na vontade.
E o pior que estou super-excitada. Estou toda molhada. Sinto minha xana pegar fogo. Ah, que vontade que eu tô de fazer amor! Ah, que vontade de sentir os lábios dele nos meus peitos, aquelas mãos deslizando pelo meu corpo... Ah, meu diário! Vou ter que parar! Vou ter que eu mesmo fazer sozinha...


Domingo, 23 de janeiro.

Como foi horrível meu dia hoje. Acho que estava acostumada a me encontrar com ele todos os domingos. Saí com a Marcela e fomos ao Shopping, mas não foi a mesma coisa. Eu me sentia inquieta, meio agoniada, como se alguma coisa me incomodasse. Só pode ter sido por falta dele.
Lá no Shopping, a Marcela ficou paquerando os garotos. Eu não dei bola para eles. E quando dois vieram falar com a gente, a Marcela ficou toda-toda, dando a maior bola. Mas eu não quis saber de nenhum deles.
O que quis ficar comigo era bem bonitinho, mas eu não estava interessada em ninguém. Eu já tenho o meu homem. Não preciso de mais nenhum outro. Aí eu disse que não estava com vontade de ficar com ninguém. Me levantei e deixei a Marcela com um deles. Falei para ela que dali a meia hora estava de volta. E fui dar uma volta pelas lojas.
Depois ela veio perguntar o que estava acontecendo comigo. Eu disse que não era nada. Mas ela quis saber porque eu não quis ficar com o garoto. Ela perguntou se eu não tinha achado ele um gato. Eu respondeu que sim, mas que não estava afim de ficar com ninguém.
Ela disse que eu estou escondendo alguma coisa. Falou que eu estou estranha desde o ano passado. Insisti que não era nada, mas ela não se convenceu.
Também não falei nada. Tenho certeza que se falar alguma coisa, ela vai sair contando para todo mundo. Ela não consegue manter a língua presa. É minha amiga, só que não serve para guardar segrego. Por isso, nunca conto nenhum segredo para ela.


Terça-feira, 25 de janeiro.

cedo
Ontem minha mãe começou a trabalhar. Então eu tive que levantar e arrumar a casa. Ainda tive que dar café ao meu irmão e ir adiantando o almoço. Minha mãe chegou meio-dia e quarenta.
A tardinha ela foi na escola saber sobre o horário em que eu e meu irmão vamos estudar. Como eu já previa, vou estudar à tarde. Não gostei nada, mas nada mesmo.
Só não fiquei mais com raiva, porque ele me disse que se eu estudasse à tarde, ficaria melhor para a gente se ver durante a semana. Mas em compensação, não vou estudar mais com minhas amigas. Ainda bem que a Marcela não mora longe daqui. Assim posso ir na casa dela de vez em quando.
Liguei para ela e contei a novidade. Ela ficou triste. Mas disse que não vamos deixar de ser amigas só por causa disso. Ela falou que sempre serei a melhor amiga dela. Fiquei super feliz em ouvir isso. Meus olhos até se encheram de lágrimas.
Depois liguei para ele e dei a notícia. Ele disse que vai ser melhor para nós. Mesmo assim falei que preferia continuar estudando no período da manha.
Aproveitei para combinar alguma coisa para hoje. Falei que queria pegar ele de novo no trabalho. Ele achou que era melhor eu não ir lá, porque da outra vez ficaram soltando piadinhas para o lado dele. Perguntei o que tinham dito e ele falou que a secretaria ficou perguntando com cara de deboche: “Como vai sua priminha?”. “Ela não vai vir mais te buscar?”. Coisas desse tipo. Ele disse que ficou morrendo de vergonha. Ele falou que teve um colega dele que ainda comentou: “Cuidado heim! Isso dá cadeia!”
Bem vou tratar de fazer as coisas, pois mais tarde vamos sair.

Noite
Ainda bem que fui preparada. Não imaginei que ia ser tão bom assim hoje. Ai! Estou leve como uma pena! Sinto-me como se estivesse nas nuvens. Ah, meu diário, foi mais que ótimo! Foi simplesmente demais!
Deixa eu te contar como foi. Ele pegou o carro do pai dele emprestado novamente. De forma que fomos dar umas voltas até que anoitecesse. Aí ele disse que ia me levar para uma praia mais deserta. Então fomos para o Pernambuco.
Eu não sei como ele teve essa idéia, mas acho que ele já fez isso com alguém. Mas eu também não quis perguntar. Afinal o que ele fez antes de me conhecer não me interessa. Eu só não vou aceitar que ele saia com outra agora. Se ele fizesse isso, acho que morreria. Nunca mais ia olhar na cara dele. Ia odiar ele para o resto da vida. Ah, isso eu ia!
Bem. Não é disso que eu quero falar.
Quando ele parou numa das ruas que dá para a praia, eu pensei que íamos fazer amor dentro do carro. Pois a rua estava escura e deserta. Mas não. Ele me chamou para descer. Ai fomos em direção à praia.
Nunca tinha ido ali à noite. Achei a praia escura demais. Não lembrava em nada aquela praia que tinha ido algumas vezes com minha mãe.
Quando vi aquela escuridão, entendi porque ele me levara até ali. Era o lugar perfeito para o que estávamos querendo fazer, sem dúvida nenhuma. Mas porque ele não me levou ali antes? Foi a pergunta que fiz a mim mesma. Só então depois ele me esclareceu: Por se tratar de um lugar muito escuro e deserto à noite, aqueles que se arriscavam a ir ali estavam correndo um grande risco de serem assaltados.
Mesmo assim preferimos correr riscos. Há momentos na vida da gente em que correr riscos é o que nos faz sentirmos vivos. E aquele era um momento desses.
Fomos caminhando rente ao muro para a esquerda, para nos afastarmos da entrada. Nisso passamos por alguns casais que, pelo visto, foram até ali para fazer o mesmo que a gente. Não prestei atenção à eles. Apenas via eles encostados no muro. Lembro-me que ainda pensei: daqui a pouco seremos nós que estaremos encostados neste muro fazendo amor.
Paramos pouco depois.
Ele parecia estar com pressa, pois não perdeu tempo.
Ele me encostou no muro e, enquanto nos beijávamos, ele levantou minha blusinha e começou a apertar meus peitos. Eu já estava excitada há muito tempo. Portanto ele não precisa fazer mais nada para me excitar. Sinceramente, eu também estava com pressa. Não queria que ele ficasse me acariciando por muito tempo, como ele gostava de fazer ás vezes.
Eu queria mesmo era sentir o pau dele entrando em mim. Eu queria mesmo era sentir aquela sensação gostosa que ele me fez conhecer: o gozo. Eu queria sentir aquele desespero, aquela loucura que precede o orgasmo. Eu queria sentir aquela sensação que não sei explicar e que depois deixa a gente com as pernas bambas, mole e sem forças para nada. Eu só queria sentir isso e mais nada.
Eu sabia que ainda era uma menina de quatorze anos, que tinha ainda muito o que aprender. Mas aquilo que eu já conhecia naquele momento era mais o bastante. Nossa! Só de pensar que pouquíssimas garotas da minha idade já experimentaram o que estou experimentando. Só de pensar que muitas garotas bem mais velhas do que eu e até mulheres adultas ainda não sentiram nem a metade do que já senti. Isso me dá pena delas.
Não sei se sou eu quem estou vivendo a vida em sua plenitude, ou se são essas mulheres que não sabem aproveitar a vida. Ainda me lembro de uma coisa que ele me disse dias depois que fizemos amor pela primeira vez. Estávamos conversando sobre a loucura que era tudo aquilo. Então ele disse: “É melhor ter uma vida curta e vivê-la plenamente do que ter uma vida longa e não vivê-la” Foi algo mais ou menos assim que ele disse. Naquela época suas palavras não tiveram muito sentido, mas agora compreendo o que ele queria dizer.
Se fosse preciso escolher entre levar a vida que levo e viver mais dez anos ou viver mais sessenta anos e levar uma vidinha pacata, sem dúvida alguma eu escolheria a primeira opção. Não sei por quantos anos vou viver, mas isso é apenas um detalhe. O que eu quero mesmo é viver minha vida da forma mais intensa possível.
Merda! Estava contando sobre nossa transa na praia e mudei totalmente de assunto. Desculpe-me, meu diário! É que me empolguei. De repente senti essa necessidade de desabafar, de expressar a felicidade que transborda de dentro de mim. É verdade, meu querido diário! A cada dia me sinto a mulher mais feliz do mundo. Mas vamos mudar de assunto. Prometo que agora vou continuar.
Assim que ele agarrou meus peitos, levei a mão até a calça dele, abri o zíper, enfiei a mão por dentro da cueca dele e pus o pau dele para fora. Estava duro. Senti aquele pau grosso e quente entre meus dedos. Até apertei a mão para sentir ele melhor. E fazer aquilo só me deu mais vontade de enfiar ele em mim.
Na hora eu senti minha saia levantando. Aí eu soltei o pau dele e fui tirar a minha calcinha
Ele abaixou e pegou minha calcinha na areia. Aí eu disse: “olha lá, heim! Não vai levar minha calcinha, como da outra vez. Senão daqui uns dias não vou ter mais calcinha para vestir”. Ele deu uma risadinha e disse: “pode deixar! Prometo que não vou levar dessa vez”. Então ele dobrou minha calcinha e guardou no bolso da calça. Aí tirou uma camisinha.
Ele nem pediu para eu pôr ela. Ele mesmo rasgou rapidamente a embalagem e vestiu a camisinha.
Eu afastei um pouco as pernas e ele se encostou em mim. Aí ele ajeitou o pau dele na minha xana e foi empurrando ele para dentro de mim. Eu abracei ele, ele me abraçou e empurrou até entrar tudo. Nossa! Que delícia! Foi uma loucura.
Não sei quanto tempo durou aquilo. Mas não foi muito. De repente eu senti ele gozar. Eu também estava quase gozando, mas ainda ia demorar um pouquinho. Não sei porque ele goza tão rápido. Será que ele não poderia ser um pouco mais demorado? Será que ele não consegue se segurar até a gente gozar? Tudo bem que alguém tem que gozar primeiro. Mas é sempre ele quem goza antes.
Ainda bem que ele sempre continua até eu gozar. Mas eu percebi que ele fica diferente. Depois que ele goza, ele não continua com a mesma empolgação. Às vezes, dá para perceber que ele continua meio forçado. Como se estivesse continuando só para me fazer gozar e não porque aquilo está dando prazer.
Mas não tem problema. O importante é que eu também gozo. E não sei se era porque estava com muita vontade, ou se era por causa que estava de pé na areia. Só sei que quando gozei minhas pernas ficaram bambas e eu não conseguia me manter de pé. Ele é quem teve que me segurar. Eu sentia câimbras nas nelas. Sério! Elas doíam adoidado.
Então ele tirou o pau de dentro de mim e me devolveu a calcinha. Aí eu comentei: “transar de camisinha é bom porque eu não fico toda melecada dessa coisa aí”. E ele respondeu: “isso lá é verdade! Mas ainda sim dá mais prazer fazer amor sem camisinha. Mas eu não quero me arriscar nunca mais”.
Eu me vesti. Ele tirou a camisinha e jogou por ali mesmo e voltamos para casa. Agora estou eu aqui te contando tudo isso.


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