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Poesias-->NO SUPERMERCADO -- 01/08/2017 - 00:06 (PAULO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


A mulher,


com a filha pequena no carrinho,


escolhe latas de supermercado,


quando passa por um homem


e os dois se olham.


Foram anos de estudos


suspeitas, dúvidas,


para ela chegar ali:


ao olhar recíproco,


sem sequelas,


com um estranho.


 


A mulher não percebeu


o denso contato  que provou,


mas já está longe


de qualquer alcance;


está livre para seguir,


escolher o vinagre,


ele cortará o gosto 


da carne do jantar,


comprar a gilete do marido


que cortará a sua carne branca;


comer o doce no café


sem conhecer


a cria do contato visual;


o tal “laço oculto”.


 


O laço oculto


alisa o bom senso da mulher,


sem se deixar notar


e prontamente se desfaz em um transe 


que penetra as compras.


 


O laço também se rompe no homem. 


Existe nele a inocência funcional do brusco.


 


E mesmo assim,


carrinhos vazios lotam os corredores.


 


Do meu livro:"ADVERSOS E OUTROS MOMENTOS"



 

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