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Poesias-->LIÇÕES TARDIAS -- 02/09/2017 - 01:51 (PAULO HENRIQUE COELHO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Quando o morto foi esquecido,

eu sofri o acidente.

Entendi o que ele me dizia:

a vida é um deboche,

uma tentativa

a encenação para desvendar enigmas

que nos entretêm

sem um remate.

É isto apesar

da Noite Estrelada de Van Gogh.



O finado me chamava,

forçava uma ideia

dentro das suas incógnitas:

O frio profundo

não é a  compreensão,

de que o sol não é somente ocasos imperativos?

Se o sol esmaga juras de amor

porque elas pregam o valor do tempo,

ele não esmagaria também as juras do tempo,

dias frígidos?

Se a vida é o escuro que te puxa

e te confundes

porque tu queres viver por todos os lados?

Apenas um lado te espera-

dizia o falecido

coroado pelo esquecimento.



Dois meses depois,

sofri um ataque de pânico

e ele, em seu exílio, calou-se,

talvez decepcionado.



DO LIVRO:"ADVERSOS E OUTROS MOMENTOS"


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