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Poesias-->LIÇÕES TARDIAS -- 02/09/2017 - 01:51 (PAULO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos




Quando esqueceram o morto,
eu sofro o acidente
e entendo o seu aviso:
a vida é deboche,
um ensaio,
uma encenação
que desvenda enigmas
É isto apesar da inquisição
também se chamar noturno.


O finado queria então concluir,
e forçava ideias
que estavam acima
da incógnita dos vivos:
o frio profundo é a compreensão,
de que não é somente do sol
os ocasos imperativos,
mas somente o sol esmaga as juras de amor,
porque elas pregam o valor do tempo;
e esmaga também as juras do tempo,
o que explica frigidez dos dias.

O morto chegou a orientar:
Se a vida é o escuro que te puxa
e te confundes
porque então viver de um modo espesso?
A brevidade socorre -
dizia o falecido
coroado pelo esquecimento.

Dois meses depois,
mesmo após um ataque de pânico,
eu permaneço vivo, sem questões,
no embate dos sonhos.
O morto, em meu exílio, calou-se,
Sinto a decepção.



DO LIVRO: "ADVERSO E OUTROS MOMENTOS"

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