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Poesias-->A DIGITAL POÉTICA -- 01/12/2017 - 00:07 (PAULO HENRIQUE COELHO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos



A mão do poeta
sempre colhe a fruta acima,
aquela que está a um palmo
do seu braço estendido.
Colhe a fruta inalcançável, anti-gravitacional,
a vermelha
que amanhã sumirá da árvore
pela força da dissipação.

A mão do poeta
recolhe a fruta que sempre esteve ali
sobre nossas cabeças.
E antes da coleta, o poeta toca os dedos,
marca suas digitais,
na casca aparente
que dissimula o fruto.
Ninguém o conheceria
não fosse a mão do poeta,
na sua busca
pela revelação do sabor,
do puro magnífico.

É a mesma mão de alguém
que segura a corda no abismo,
o galho fixo
quando vem a enchente
e também que atira a pedra,
bem longe, distante;
para o outro extremo,
cada vez mais afastado,
até surgir os cabelos
da ninfa da lagoa.

É a mão do poeta:
a canhota,
que não se disfarça de morta
para ser entendida,
ou a mão direita,
que exibe o que é relevante,
prossegue a colheita
e ainda se deslumbra
pelas marcas
da sua unha esfoliante.

DO LIVRO: "O ÚLTIMO FOGUETE"


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