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Poesias-->Pilar apilado do menino -- 06/07/2018 - 18:02 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Pilar apilado do menino

O silêncio de um povo oprimido, no friozinho de uma tarde do mês de julho lá cozinha, o calendário marcava o dia 6. A natureza chora e o Brasil dá adeus a copa Mundial de Futebol, pois perdeu para a Bélgica, a prima alemã.
As bandeirinhas verde e amarela tremendo com os ventos e os trovões batendo forte no céu menino que aguardou o grito de goollll frustrado.
Meu mundo caiu! Lá se foi o instante Brasil de peladas tantas no campinho do Grupo Escolar Oliveira e Silva no meu eterno Pilar apilado, terra do Humanista Artur Ramos que dos Bagres dera bode...
Calção de bramante, nu da cintura pra cima no engenho velho da minha mãe Manguaba, Lagoa nossa de cada dia...
A alegria do menino maroto e o choro diante das telas no adeus Brasil. Naquele instante, parecia que o mundo morria comigo e com os meus companheiros da Porta da Igreja do Rosário...
O tempo ficou cinza e a bruxa desfilava nas ruas da minha terra natal...
A dor da derrota curuminha.
No nosso senadinho moleque, reinam os comentários sobre a perda irreparável da seleção brasileira, onde os mais exaltados xingam a mãe do juíz.
Os santos da igreja, sem crédito, dormiram nos pedidos nossos e esqueceram de rogar pelos torcedores garotos.
O senhorzinho sempre colorido nas cores da nossa pátria, acabou de falecer não suportando o final infeliz da nossa seleção brasileira.
Adeus...adeus... adeus a Deus do gira dor em campos verdes da terra de Santa Cruz. Os galegos roubaram nosso sorriso numa tarde noite com seus físico tipo grandalhões dosado na idéia nazista dos super homens do planeta terra...
Gol da prima da Alemanha, Dona Bélgica...
“Manhééééé, a seleção perdeuuuu!”
Respondeu a mãe: “Vá tomar banho e trocar de roupa para comer sopa!” Ela simplesmente nem tempo para torcer tinha, com uma penca de seis filhos. Casa grande, rua a rua, corredor e quartos enormes, colchão de capim, colchas de retalhos.
Conga nos pés, calção e camisa gola mamãe, tudo produzido para assistir a novena com a imagem de Nossa Senhora que estava na sala passando uns dias de rezas e terços. Sem fé, o time fracassou e a santa não chegou, mas o olhar da mãe era muito forte e lá fiquei. Só eu sei, nem olhava para a Santa, pois a culpava pela derrota do jogo.
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