Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
50 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 56595 )
Cartas ( 21157)
Contos (12595)
Cordel (9988)
Crônicas (22114)
Discursos (3130)
Ensaios - (8904)
Erótico (13337)
Frases (43016)
Humor (18285)
Infantil (3717)
Infanto Juvenil (2552)
Letras de Música (5461)
Peça de Teatro (1315)
Poesias (137837)
Redação (2909)
Roteiro de Filme ou Novela (1054)
Teses / Monologos (2386)
Textos Jurídicos (1921)
Textos Religiosos/Sermões (4641)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->Se alguém encontrar meu pai por aí... -- 10/08/2018 - 21:48 (paulino vergetti neto) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos









Se algum de vocês encontrar meu pai por aí, diga a ele que volte,

nem que seja encarnado em um anjo manso e silente.

Há tantas conversas que precisamos recomeçar,

tantos olhares que precisam ser repercebidos por ambos,

tanta coisa bonita para fazermos juntos.

Preciso te dar um abraço que seja muito maior

do que o maior que já te dei

naquele raro dia de felicidade,

quando nossas verdades se olharam e nos viram amigos.



Se algum de vocês encontrar meu pai por aí,

avisem-no que estou com saudade,

cheio das boas lembranças que tive a seu lado.



Mas se ninguém o achar até que termine este poema,

perdoem-me esse desabafo cheio de sombras de tristeza.

É que hoje me lembrei de sua alma repleta de bondade,

da proteção forte de suas mãos quase de aço,

e dos seus, também,quase ausentes, abraços de amor.



Este poema vai ficar!

foi tudo o que me restou fazer depois que fiquei órfão

e olhei para o céu de algum lugar distante

e não o encontrei me cobrando pelos erros cometidos.



Éramos tão felizes, e, hoje, eu tão triste,

submeto a alma à mais chorosa poesia que ousa publicitar-se,

porque, não tê-lo face a face, é ter que chorar essa saudade,

acudir-me que não mais me haverá a felicidade

que, outrora, nos ajuntou, mesmo que desabraçados.



Os dias passaram e a lembrança ficou bem guardada.

Sigo a estrada que me ensinaste e já a vejo terminar comigo,

e ainda posso te dizer, paizinho querido:

volte, se puder e, demoradamente, me beije, me ame

e me abrace apertado.

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 18Exibido 44 vezesFale com o autor