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Poesias-->LADEIRA DA MEMÓRIA -- 01/10/2018 - 03:52 (PAULO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos



Desço a Ladeira da Memória.




Percebe-se ali um pequeno obelisco,




sem inscrições, sem homenagem,




mas de chegar perto sinto,




esta cidade escorreu pelas ladeiras




e impregnou a sua gente com as dores do




 caos,




do sem sentido,




imensa cabeça de cão




que se forma no desenho de seu contorno.




São Paulo não tem raça.




 




Sigo a multidão rumo ao metrô Anhangabaú.




Paro, volto e reparo na peça.




O obelisco é dos idos de 1800.




Aqui tropeiros passavam com suas mulas




e o caminho para Sorocaba estava aberto.




Final do século XIX




e da Ladeira da Memória




vislumbrava-se um oeste de sonhos,




pois Sorocaba estava aberta.




As mulas paravam no chafariz local




e o viajantes notavam as lavouras de chá




do vale do Anhangabaú .




Respiro fundo e que engraçado as hortas.




Elas entram pelos túneis modernos,




formam a avenida Nove de Julho




entre ervas de hortelã




e a bandeira republicana tremula




na atual praça da Bandeira




enquanto galos passeiam entre os camelôs.




Galos, galos com seus cantos amplificados,




o som das catracas do metrô.




Não existe mais o mercado de escravos.




Grande delírio!




Meu destino é a estação do metrô Barra Funda.        




Saio de perto do obelisco,




esporão do tempo fincado em São Paulo.




 




DO LIVRO: "A CIDADE POSSÍVEL"



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