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Contos-->AO CAIR DA TARDE -- 11/09/2014 - 15:49 (valentina fraga) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Era sempre assim. O cair da tarde, representava o caos, o final dos tempos, a morte sempre presente. Não sei o que me fazia sentir tamanha angústia. Era bem criada, família tranquila, e sempre preocupada com o mal estar diário. O estômago dava voltas de dor, uma azia inexplicável, uma angústia sofrida, como se tudo fosse acabar com aquele resto de sol que se escondia por trás da torre da igreja.
Pra completar o sino tocava religiosamente às 18:00hs e a vizinha do lado escutava a Ave Maria. As crianças voltavam da escola e as pessoas começavam a se recolher para tomar banho, jantar e dormir.
Rotina enfadonha pra quem, como eu, a essa hora não tinha nada pra fazer.
Nos dias de outono daquele ano, onde aquela maldita depressão assolava o meu peito, e gritava todos os dias que estava prestes a morrer, sem que ao menos o médico tivesse encontrado uma unha rachada, eram muito piores. Naquele instante o sol baixava mais rápido, e quanto mais rápido baixava, mais cedo começava minha angústia.
Acho que isso é coisa de jovem, coberto de incerteza, assolado pelo desespero de não saber o que vai ser a vida mais tarde, como serão, o que terão, e a vida corria assim.
Mais tarde, quando ingressei no mercado de trabalho, melhor posicionada de que imaginava acontecer, essa sensação de angústia passou. As realidades eram outras, as dúvidas eram outras, as preocupações eram bem outras.
O fato é que hoje, bem mais velha, muito mais velha, vejo em outros adolescentes com a mesma idade que tinha, os mesmos problemas, as mesmas dúvidas, as mesmas angústias, o que me leva a crer que as fases da vida, são para todos, e há pouca exceção.
O jeito, é levar a vida, assim, bem desse jeito, e sempre que encontrar alguém, com alguma sensação parecida com o que sentia, quero saber chegar perto, e dizer: calma, isso vai passar, pode acreditar.

Valentina Fraga
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