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Poesias-->ATRÁS DO SOBRADO -- 07/11/2018 - 21:29 (PAULO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Atrás do sobrado onde vivia,




o menino via a mansão,




uma casa de pedras beges




muito, muito antiga.




O menino ainda não conhecia o antigo.




Atrás do sobrado,




no terreno da mansão,




o menino também via um tanque de concreto vazio.




Era a piscina sem o azul dos nadadores.




O menino não conhecia piscinas.




Atrás do muro,




entre o sobrado e a mansão,




o menino via grandes bananeiras




de folhagem verde cortada e quebradiça




que aceitavam o vento.




O menino não conhecia bananeiras,




pois bananas surgiam da feira de sábado.




Atrás do sobrado




na mansão,




o menino nunca viu ninguém ali,




não imaginava a cara dos donos,




O menino não conhecia esconderijos em 1969.




 




Hoje atrás do sobrado ainda intacto,




onde morava o menino,




construíram um prédio de apartamentos,




um edifício muito, muito alto




e o menino já aguarda a velhice,




as piscinas disputam um azul de muitas raias.




compram-se bananas em grandes mercados,




e o menino nem procura os moradores,




donos das varandas.




Todos conhecem seus esconderijos.




 




É a questão da segurança do patrimônio.




 




Os donos talvez sejam novas bananeiras,




verdes, cortadas, quebradiças,




ainda cultivadas em 2019.




 




Do meu livro:"A criança, substantivo sobrecomum"




 


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