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Contos-->Amor Insuportável -- 08/02/2015 - 19:24 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA (marceloosouzasom@hotmail.com) zap 71-992510196) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Amor Insuportável

Numa das infinitas cidades interioranas do Brasil acabava de nascer Débora, Filha de um casal que mora na roça, a mãe, Rose, trabalha vendendo cosméticos de uma multinacional famosa, o pai, Vilson, é caminhoneiro, trabalhando para uma empresa local, transportando tudo que fosse possível.
A garota foi crescendo, mas parecia ter uma saúde deficitária, por esse motivo a sua genitora fazia todos os serviços domésticos para ela, pedia até ajuda à sua irmã, mais nova, Selma na difícil rotina de cuidar do lar e trabalhar, principalmente quando o seu filho mais novo nascera, o garoto Vilson Júnior, passando-se a ser chamado de Jú.
Como a vida na roça estava se tornando cada vez mais difícil, eles resolveram mudar-se para a cidade, mesmo de interior na zona da caatinga, tinha o mínimo de conforto.
Foi a maior alegria, a novidade da família, enquanto isso a nossa menina ficava cada dia mais linda, mas ela era muito geniosa, afrontava a mãe de todas as maneiras, Rose por sua vez escondia os destratos da garota para com ela, não contava para Vilson a maneira como era tratada, ele já chegava cansado das suas inúmeras viagens e ficava tudo mais conveniente.
O tempo passara, as coisas não iam modificando, a garota não tirava uma louça da mesa, era só levantar para ir ao colégio, voltava, estudava, dormia...
O irmão Jú via todo esse mau comportamento, eles tinham uma diferença de idade de sete anos, mas observava que não era comum, esse comportamento...
Logo quando a nossa garota tirara o segundo grau, todos diziam que alcançara o objetivo, já estava “formada” para a vida, foi nessa época mesmo que ela conheceu Tomas, e resolveram “namorar na porta” - como falam na região - o romance era um corre-corre, pois o ciúme abalava o jovem casal, ambos tinham dezoito anos de idade, e a nossa amiga, dizia que ganhara a independência, pela idade.
Vilson, dizia que independência era só depois do casamento, pois enquanto estiver no lar dos pais, tinha que se sujeitar “às normas da casa”.
Então ela pensou com seus botões:
- Se o jeito é casar para ganhar liberdade, vamos em frente...
Débora e Tom num instante se casaram, a família de ambos estava toda reunida e resolveram partir para casar no civil, o noivo não tinha muita abertura com a família dela , entrava mudo e saía calado, mas se o plano era esse, eles resolveram seguir em frente e mudaram-se para São Paulo, para arranjarem um emprego.
Depois de uma semana após o casamento, eles foram embora, para a “terra prometida”, seguiram em frente e sumiram pela estrada na linha azul...
Não demorou dois meses, a garota aparece chorosa, dizendo que não dava certo o relacionamento, pois o marido a largava em casa e ganhava o mundo paulistano.
Chegou mansa em casa, mas depois de uns dias começou a viver a boa vida, parecia retornar ao passado, no seu mundo adolescente cor de rosa, não fazia nada, era só da televisão para a cama, da cama para a ruaaaaaaaaaaaaaaaaa...
Chegava altas horas da noite, os pais quando reclamavam ela dizia ser dona do próprio nariz, pois já fora casada e tinha responsabilidade.
O pai não ficava muito em casa pela profissão, o irmão, que pegava embaixo, fazia todos os serviços da casa para ajudar a mãe, mesmo assim a sua genitora não valorizava o que ele fazia.
A atenção maior era só para a problemática filha.
Um dia desses ela se interessou pelo amigo do irmão, José, tinha vinte anos, quatro anos mais novo que ela, estava como a garota gostava, pois como a preferência dela era por novinhos para ser dominado, o amor estava no ar!
Só que o rapaz era filho de um casal que era desafeto dos pais da moçoila, assim a confusão se instalou, a mãe do namorado ia constantemente procurar confusão na frente da casa dos pais dela e dizia que esse relacionamento não ia perdura muito.
O pai de Débora custou a aceitar, já que a mãe aceitava tudo, mas depois de um bom tempo de confusão, Tom, como era carinhosamente chamado, foi implorar ao pai dela que eles ficassem juntos, onde tudo terminou bem.
Casal formado, estava tudo num mar de rosas, mas como a nossa querida garota não estava feliz com nada, ela passou a sair escondido do namorado, quando ele viajava para a cidade vizinha a trabalho - tinha entrado numa mineradora – para fazer escavações.
A cidade toda ficava sabendo do comportamento de Débora, o namorado não acreditava, ainda quando ele questionava, ela dizia-se ofendida e começava a gritar e chorar, estapeava o rapaz, fazia de tudo, até o pedido de desculpas sair do sofrido minerador.
As confusões eram diárias, ele já era totalmente manipulado por ela, até o cartão bancário do suado salário do sofrido moço, ela possuía.
Todos viam o sofrimento do rapaz, já tinha dois anos de “romance”, o casamento não saía pois ela não tinha interesse em assumir nenhuma responsabilidade, pois o reino era o lar dos pais, com um irmão apático, um pai ausente e uma mãe permissiva que tinha medo da própria filha.
Estava tudo com era queria, até um “namarido” desorientado achou! O que queria mais?
Contudo as brigas eram frequentes, Tom saia falando para todo mundo que não aguentava mais, que ia largá-la no outro dia, mas as coisas continuavam e essa forma insuportável de amor dura até hoje...
E até hoje ele diz para todos que esse amor é insuportável e que não vai passar de amanhã a decisão final.



Marcelo de Oliveira Souza

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