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Contos-->A Volta do Duque de Caxias -- 04/06/2015 - 11:46 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA (marceloosouzasom@hotmail.com) zap 71-992510196) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A Volta do Duque de Caxias


Duque de Caxias foi uma figura muito representativa na nossa independência, após livres de Portugal, ele foi o braço direito de Dom Pedro I, sendo até instrutor do seu filho Segundinho.
Por esses motivos, ele passou a ser o patrono do nosso exército brasileiro, também tem diversas instituições que levam o seu nome, como o colégio Duque de Caxias, no bairro da Liberdade, em Salvador, Bahia.
Num dia de grandes chuvas e raios, no mês de maio de 2015, houve uma grande explosão em que um desses raios, caiu encima do busto do nosso personagem, mas a imagem não explodiu, ela sumiu...
Todos do colégio ficaram intrigados com o que acontecera, chamando diversos tipos de especialistas, para tentar resolver o enigma.
Só que ali pertinho na localidade chamada “Estica” onde tem uma fonte de água, apareceu um senhor todo fardado e molhado se dizendo se chamar Luis Alves, o Duque de Caxias, o pior é que nessa época tinha acontecido um grande problema de falta d’água na região, proveniente de um grande duto que rompeu lá na BR 324.
Com aquela confusão de chuva e falta de água, todos tiraram o senhor da fonte e colocaram lá na frente de um boteco, onde os traficantes da região dominam.
Sapo, o vulgo do chefão da área, saiu logo arrancando as divisas do militar, onde ele reagiu com a sua espada, cortando-lhe a mão, mas o seu gerente chamado Texugo, não se fez de rogado e amarrou o nosso amigo.
Foi uma confusão desenfreada, pois o general começou a gritar pela ordem unida, aparecendo uma viatura da operação Gêmeos para livrar o nosso amigo daquela confusão.
Ele foi encaminhado para o hospital militar, para tratarem dos seus ferimentos, onde lá foi diagnosticado com esquizofrenia, sendo encaminhado para a casa de acolhimento dom Pedro II.
Lá ele foi muito bem acolhido e os outros velhinhos conversaram com ele sobre o que acontecera e contataram que ele não era nenhum velho senil, que a versão dele de ser o nosso grande personagem da história foi verdadeira,
Dona Eudauda e Seu Ioio, foram o que mais se propuseram ajudá-lo a tentar escapar dessa situação insofismável.
Eles trataram de dar fuga ao nosso herói, esperaram o dia dois de julho, que era a festividade da independência da Bahia, onde haveria um desfile na avenida Sete de Setembro, em sua homenagem, eles pediram para a enfermeira Josi para arrumá-lo para a apresentação, e funcionária ficou meio desconfiada, mas eles conseguiram o seu intuito.
No momento da apresentação todos na rua ficaram indignados com a semelhança com o personagem histórico, sem saber que era justamente o próprio Luiz Alves de Lima e Silva, onde o nosso herói saiu em diversos setores da imprensa, falando sobre o que houvera acontecido, foi uma verdadeira comoção, uns o chamavam de louco, outros de charlatão, mas o que foi mais importante foi o momento dele falar sobre a sua vida e importância da valorização dos monumentos históricos, que aqui andam tão esquecidos em momentos de crise & corrupção.
Depois da comemoração estava prevista a re-inauguração do busto dele no Colégio Duque de Caxias, cuja ligação com a sua vinda era o grande enigma; depois que o governador do Estado inaugurou e a imagem foi ungida com água benta, o nosso amigo voltou para o seu tempo, sabendo que a sua missão de resgate da história foi cumprida, porque todos passaram a perceber que o país que não tem história, não tem passado e o que não tem passado, jamais terá um futuro.


Marcelo de Oliveira Souza,IWA

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