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Contos-->DIÁRIO DO DR. MATHIAS - PARTE 16 -- 22/05/2016 - 18:42 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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PARTE 1 - PARTE 2 - PARTE 3 - PARTE 4 - PARTE 5 - PARTE 6 - PARTE 7 - PARTE 8 - PARTE 9 - PARTE 10 - PARTE 11 - PARTE 12 - PARTE 13 - PARTE 14 - PARTE 14 - PARTE 15 - PARTE 16 - PARTE 17

ADVERTÊNCIA:
O que se publica aqui na íntegra são anotações encontradas pela polícia de Juiz de Fora quando invadiu a residência do Dr. Mathias e libertou vários jovens, mantidos prisioneiros por mais de 2 anos. São vários cadernos. Não é possível precisar exatamente quantos eram. Quatro destes foram achados, mas haviam pelo menos mais três, cujo paradeiro ainda é desconhecido. A maioria das anotações não estão datadas, o que não nos impediu de precisar quando foram escritas embora uma pequena minoria não pode ser datada. Essas anotações, que formam uma espécie de diário, seguem uma ordem cronológica. Iniciam-se com um plano para sequestrar jovens a fim usá-los como escravos sexuais. Algumas passagens são assustadoras e descrevem em detalhes raptos, torturas, violência sexual e mutilação genital, o que nos leva a crer que se trata de alguém a quem podemos chamar de monstro, apesar de aparentar ser uma pessoa completamente normal.
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Irei ao Rio de Janeiro na semana que vem. Vou parar diante de uma escola na periferia e aguardar a saída dos alunos. Tenho certeza de que encontrarei o que procuro: um garoto de 10 anos, branco, loiro ou de cabelos claros. Tal qual aquele meu paciente, terá de frágil e tímido. Os garotos tímidos são mais passivos. Aliás, muita gente confunde timidez com feminilização, achando muitas vezes que o fato de um garoto ser tímido e delicado indica que é homossexual. Mas não é nada disso. É apenas um preconceito. Aliás, é muito fácil identificar um garoto tímido. Ele anda sozinho, com os ombros caídos e de cabeça baixa, como se tivesse vergonha de olhar para frente e os lados. Passarei o dia inteiro no Rio. Assim posso observar os alunos que saem ao meio dia e meia e depois os que saem as cinco e meia. Se preciso for, retorno em outro dia. Mas tenho certeza de que não terei dificuldades em achá-lo. Ah, será uma aquisição e tanta!

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Falei com Marineide e Juarez sobre a chegada de mais um dos meus brinquedinhos. Ela quis saber detalhes. Disse-lhe se tratar de um garoto de 10 ou 11 anos. Então ela perguntou: O que o senhor vai fazer com um menino tão novo assim? Rindo, respondi-lhe: O que faço com os outros. Mas ele é só um menino, exclamou. Disse-lhe: Eu também era, E só tinha 9 anos, E nem por isso deixaram de me possuir, E fizeram tantas vezes que depois eu nem me importava mais. Ouvindo essas palavras, ela calou-se. Quando finalmente abriu a boca, resolveu indagar-me sobre o cercado da Horta. Aproveitando que Juarez estava sentado à mesa, pedi-lhe para encontrar uma moita de bambu, cortar alguns e cercar a horta dela. Perguntei se ela sabia como fazer e respondeu afirmativamente. Um problema a menos. Depois do café, desci lá embaixo para visitar minhas crianças. Voltei de lá agorinha. Passei alguns momentos com Rafael, tempo suficiente para deixar-lhe a seiva nas profundezas do reto.

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[01 de Maio]
Não posso cometer o erro que cometi com Rafael. Não posso agir por impulso como fiz com ele. É preciso refletir e estudar bem antes. Se pudesse voltar atrás, não o teria raptado. Mas agora terei de mantê-lo. Não posso simplesmente soltá-lo. Por outro lado, Sandrinha foi a melhor aquisição até agora. Nenhuma das meninas me proporciona tamanho deleite. É tão obediente e procura fazer o possível para me agradar. Dei-lhe uma das minhas joias: colar de ouro. Coloquei-o nela e a fiz se olhar diante do espelho. Seus olhinhos inocentes brilharam. Ficou se contemplando, virando de um lado para o outro. Disse-lhe para sentar diante da penteadeira e passar um batom nos lábios. Perguntei-a se sabia fazer isso. Respondeu: mais ou menos. Chamei Marineide e pedi para ensinar Sandrinha a passar batom e pintar os olhos. Ah, ficou encantadora. Dir-se-ia uma ninfa. Não resisti e lhe pedi para desfilar pelo quarto. Dispensei Marineide, tranquei a porta e passei mais de uma hora com aquele botãozinho de rosa ali. Foram dois orgasmos. O primeiro naqueles lábios, os quais deixaram marcas de batom no meu falo. O segundo naquela vulva infante. Antes de levá-la à cela, peguei o colar de volta, dizendo-lhe: Ele é seu, Mas você só vai usar quando estiver aqui comigo. Ela meneou a cabeça afirmativamente. E quando você for embora, vai poder levar ele, acrescentei. Enquanto a levava de volta à sela, lembrei-a mais uma vez: Se você continuar sendo boazinha, vai ganhar muitos outros presentes. Ela deu um sorriso, virou de frente para mim, abriu os braços, levantou a cabeça, esperando que eu me abaixasse, e depois me deu um abraço e um beijo. Ah, que sábado inesquecível! Subi a tempo de ver o noticiário na TV. O conflito nas Malvinas caminha para uma batalha terrível. Os ingleses decidiram invadir as ilhas, ainda mais agora que os EUA abandonaram a neutralidade e resolveram apoiar os ingleses. O que temo na verdade é a reação do Governo Brasileiro. Parece querer se manter distante, mas e se o conflito chegar ao país vizinho? Falei com o juiz F*** por telefone e ele me disse que os militares brasileiros tem uma parceria secreta com o argentino, mas relutam em apoiar os vizinhos.

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[02 de Maio]
Pela primeira vez subi com Rafael, aproveitando o domingo ensolarado. No entanto, não me arrisquei a deixá-lo totalmente solto. Além de maior e mais velho que as meninas, também é mais forte, ainda mais por ser homem. Não que ele fosse capaz de dominar a mim e Juarez. Mas ele poderia tentar. Por isso lhe mantive durante todo o tempo as mãos algemadas nas costas. Assim ele não poderia usá-las. Preferi observar-lhe o comportamento primeiro. Se não houvesse perigo, deixá-lo-ei subir como as meninas da próxima vez. Agiu de forma similar à Roberta. Andou de um lado para outro, prestando atenção em tudo a sua volta. Apenas usou de discrição, como se não quisesse me deixar saber. Foi o que me intrigou. Estaria ele querendo ocultar suas observações? Se estiver, planeja alguma coisa. Não demonstrou alegria por estar aqui em cima, embora isso não me surpreendesse, já que os homens não gostam de demonstrar suas emoções. Ainda sim me pareceu frio demais. Agiu como se não fizesse a menor diferença. Não o deixei por muito tempo lá fora. Só queria que ele tomasse um pouco de sol. Marineide ficou, de forma discreta, observando-o. Tinha vontade de saber o que passou na cabeça dela ao observar aquele rapaz nu, andando de um lado para o outro. Jovem e com um belo falo. Será que ele lhe despertou algum desejo? Terá ela ficado excitada? Não conheço bem as mulheres nesses pormenores para tirar alguma conclusão. Mas que ficou curiosa, ah isso ficou! Ela não demonstrou a mesma atenção às meninas.

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JF, 03/05
Vou amanhã ao Rio de Janeiro. Sairei cedinho. Já fiz todas as recomendações ao Juarez. Mandei-o ficar atento e não se afastar da casa. Ele já começou a cercar a horta, mas disse-lhe para não mexer com isso enquanto eu estiver fora. Tornei a lembrá-lo de descer com Marineide todas as vezes em que ela for levar comida para os prisioneiros. Alertei-a também para não ficar de conversas com nenhum deles. Depois do jantar, desci lá e levei Roberta para o Estúdio. Queria me divertir um pouco com aqueles peitões. Como suas mãos estavam amarradas, eu mesmo agarrei-lhe os seios e pressionei um contra o outro, envolvendo o meu falo ali no meio deles. Ela apenas ficou observando passivamente o ir e vir do meu órgão. O gozo não tardou e os jatos foram-lhe parar na cara. Um deles acertou-lhe o olho direito, o que a levou a me chamar de “Filho da Puta”. Dei-lhe uma bofetada por isso. Sem deixar o gozo esfriar, deitei sobre ela e a penetrei. O segundo demorou um pouco mais, porém deixei-lhe as cavidades da vagina cobertas do líquido branco. Embora eu não a tenha machucado, ela voltou à cela com lágrimas descendo pelo rosto. Não sei porque essas meninas derramam tanta lágrima. Só por que estão sendo usadas? Idiotas! Já deveriam ter se acostumado. Mas hão de acostumar. Tempo é que não lhes faltará para isso. Como diz a manchete principal daquele jornal de São Paulo, “A guerra é total nas Malvinas”. Margaret Tatcher não vai querer perder essa. Mandaram mais da metade da frota marinha para a região. Estão dispostos a humilhar os argentinos. E a própria população do país vizinho já se deu conta de que foi um erro. Isso só vai aprofundar a miséria e a crise econômica pela qual estão passando.

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[3 de Maio]
Não tive um dia proveitoso. Fui em duas escolas, mas não encontrei exatamente o garoto que procurava. Aliás, cheguei a encontrar dois meninos. Um me pareceu jovem demais. Não tem mais do que 8 anos, se é que tem. Achei-o muito frágil e delicado. Num momento ou noutro poderia machucá-lo seriamente. Não o quero só para me dar despesas e dor de cabeça. Descartei-o logo de cara. O outro me chamou mais a atenção. Por alguns momentos pensei ter encontrado a vítima certa, mas depois, seguindo de perto por duas quadras vi que não poderia raptá-lo. Ouvi-o dizer ao outro garoto que o acompanhava que o pai trabalha na prefeitura, no gabinete do tio, o qual é vereador. Não disse de onde, mas provavelmente é um político ali do Rio mesmo. É muito arriscado raptá-lo. Diferentemente dos outros, o sumiço desse menino inevitavelmente levaria a polícia se empenhar para achá-lo. Haveria uma pressão política em cima do caso. Mesmo sob o Regime Militar, os políticos ainda tem muito poder e influência. E o caso chamaria a atenção da imprensa, a qual pressionaria o Regime por uma resposta. É uma pena! Parece ter ente 10 e 11 anos. Tão bonito! Apesar de não fosse tão tímido. Mas não posso me arriscar. Hei de encontrar outro, talvez até melhor. Voltarei ao Rio depois de amanhã.

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[4 de maio]
Desci lá no porão logo cedo. Levei-lhes o café da manhã. Os seios de Marcela já se recuperaram. Os hematomas desapareceram. Apalpei-os e perguntei-lhe se doíam e ela me respondeu negativamente. Antes de sair, disse-lhe que a visitaria mais tarde, pois já estava com saudades daquele corpinho. E voltei quando o sol se punha, deixando um tom avermelhado no céu. Foi pouco depois de passar a tarde na companhia de Juarez, cercando a horta. Já está quase toda cercada. Falta apenas o portãozinho. Ao final, Marineide nos chamou para ver os primeiros brotos de alface e repolho. Ela fez nove canteiros e plantou um tipo de coisa em cada. Em breve comeremos verduras e legumes colhidos aqui mesmo. Algemei Marcela e levei-a ao estúdio. A noite passada, até pregar no sono, fiquei pensando numa forma de possuí-la. Lembrei de um dos vídeos que eu tinha e que foram parar numa lixeira, pois eram mais de 30 e eu não podia carregá-los por aí. Tive de me desfazer da maioria. Foi uma pena! Gostaria assisti-los novamente. Mantive comigo apenas uma dúzia de VHS, os melhores. Num desses vídeos perdidos, havia uma jovenzinha de 12 anos amarrada à cama. Ela fora deitada de barriga para cima, os braços presos aos ferros da cabeceira, e o mesmo feito com os pés. Lembro perfeitamente da imagem: as pernas foram dobradas para frente, com os joelhos quase encostando nos ombros. Os tornozelos, quase chegavam à cabeceira da cama. Era uma imagem fascinante, pois a jovem ficava meio curvada de forma que a parte inferior do tronco ficasse meio suspensa, o que permitia uma visão privilegiada da vulva e do ânus. No vídeo, um homem aparentando sessenta e tantos anos, penetrava-a ora na vagina ora no ânus. A câmara focava bem na penetração, o que permitia ver aquele falo penetrá-la totalmente nos dois orifícios. Pois foi a lembrança desse vídeo que me levou a fazer o mesmo. Foi uma experiência e tanto. Deixei um orgasmo e cada um dos orifícios. Fiz questão de gravar esse ato. Assim poderei guardar este momento para quando não tiver mais condições de fazer isso, quando meu falo não responder mais as minhas vontades. Sei que me dará muito prazer reviver essas lembranças. Afinal, quando vamos no aproximando do fim, quando o que fazíamos já não podemos mais fazer, a recordação nos é muito penosa. Não tanto por não termos mais vitalidade para executá-las, mas por sua lembrança nos ir sumindo aos poucos. Pelo menos estes vídeos amenizará essa dor.

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[5 de maio]
Dormi tarde ontem. Fiquei acompanhando com muita inquietação os acontecimentos do conflito entre Ingleses e argentinos. O afundamento do cruzador argentino pelo submarino inglês provocou a morte de 500 soldados. Quantas vidas desperdiçadas por tão pouco. Quantos ainda morrerão por um pedacinho de terra? Aliás, as Malvinas é apenas uma desculpa. Tanto para ingleses quanto para os argentinos. É apenas uma forma de manipular a população para os verdadeiros problemas do país. Nisso, Galtieri e Tatcher são iguais. Acho ter encontrado o garoto que procurava. Fui a outro colégio no Rio de Janeiro. É uma escola grande, próximo ao Morro da Mangueira. Aliás, o garoto mora ali, naquele morro, não muito longe do colégio. E não me foi difícil conseguir algumas informações sobre ele. Chamam-no de “Marcelinho”, o que me leva a deduzir que seu nome é Marcelo. Outra informação que obtive de um de seus colegas é que ele tem 9 anos. Parece um pouco mais velho. Antes pensei que tivesse 10 ou um pouquinho mais. Mas isso não é problema. Lá naquele internato, meninos até mais novos eram seduzidos pelos seus tutores. Ainda me recordo daquele garotinho de 8 anos, de cabelos pretos. Era filho de espanhóis. Diziam que os pais tinham morrido em 1936, na Guerra Civil Espanhola. Diziam até que os pais dele lutaram ao lado de García Lorca. Um parente distante o internara ali por não ter condições de cuidar dele. Foi poucas semanas antes de eu me tornar o “protegido” do Bispo H**.Ele também era um dos protegidos. Era tarde da noite e a maioria de nós estava dormindo. Mas eu ainda permanecia acordado, com medo de ser surpreendido por um dos visitantes, que vinha abusar de mim. Escutei choramingos no corredor. Levantei e observei pela janelinha da porta. Não me recordo mais o seu nome. Só me lembro de vê-lo andar com dificuldade, como se sentisse muita dor. Naquela época eu era um ano mais velho que ele, embora aparentasse mais, e também já tinha sofrido os primeiros abusos. Por isso não me foi difícil imaginar a razão daquele choro e daquele andar custoso e manco. Aliás, lembro-me de indagar-me com certa indiferença: “Quem machucou a bunda dele?” Semanas depois fui apresentado ao causador daquilo. Por sorte não tive o mesmo destino. E não pretendo fazer o mesmo com “Marcelinho”. Serei delicado com ele, como o bispo H** foi comigo. Só se me der motivos para tratá-lo de outra forma. Voltarei ao Rio daqui depois de amanhã para mais algumas investigações antes de tomar a decisão final.

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[6 de maio]
Seria inevitável eu acabar por preferir uma das minhas prisioneiras. A não ser que surja outra capaz de ser mias passiva e atenciosa, Sandrinha será a minha predileta. E eu que não esperava isso dela, por ser a mais nova. Talvez pelo seu passado. Ela mesma me contou que sofria violência em casa e apanhava constantemente, muitas vezes sem saber o motivo. Confessou-me que não fugira de casa porque não tinha para onde ir. Por isso ela sofre tanto quando é castigada. Agora compreendo sua reação. Disse-lhe mais uma vez que se continuar sendo uma boa menina não a maltratarei mais. Prometi-lhe novos presentes. Cheguei a confessar-lhe que a deixarei dormir aqui no meu quarto algumas vezes. Novamente lhe pedi para se maquiar. Depois, fi-la deitar na minha cama e abrir as pernas, fechar os olhos e concentrar-se nas sensações que minha língua provocaria na sua pequena vulva. Pedi-lhe para não ficar com vergonha de expressar o que sentia. Então enterrei a cara no meio daquelas perninhas e chupei-lhe e vulva novinha e fresca por mais de 15 minutos. Pela primeira vez ela sentiu prazer. E não foi pouco. Contorceu e gemeu como qualquer outra mulher. Só não sei se realmente chegou a ter um orgasmo. Ela mesmo não soube me explicar. Disse apenas: Senti um monte de coisa esquisita e estranha. Talvez o gozo, se ocorreu, ocorreu quando ela me empurrou a cabeça e disse para parar. Penetrei-a em seguida e, abraçando-a fortemente, deixei-lhe a minha seiva pouco depois. Minutos mais tarde, ainda afundado no meio de suas coxas, disse-lhe: Tá vendo?, Transar é uma coisa boa, E você ainda vai descobrir que é melhor ainda, Vou te ensinar a sentir muito prazer, muito mais do que você sentiu hoje. Ela deu um largo sorriso e então me ofereceu seus pequenos lábios. Não pude resistir o impulso de apertar-lhe uma das nádegas e tornar a pressionar os quadris nos dela. Foi só dois ou três movimentos. Não tive outro orgasmo. No entanto, quando saí dela, não resisti a tentação de dobrar-lhe as pernas, afastá-las e ver meu sêmen escapar-lhe pela vulva, como se tratasse de um espetáculo ímpar. Mas para mim é. É uma cena que me proporciona um deleite sem igual.

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[7 de maio]
Já está tudo certo. Marcelinho vai ser meu. De fato mora no Morro da Mangueira, três quadras do colégio. Não tem mãe. Mora com o pai e a madrasta, uma mulher gorda e mal-humorada. Tem mais três crianças. Pelo que pude me informar, a madrasta não gosta muito do menino, pois é fruto da infidelidade do marido com uma dançarina de cabaré, por isso não está nem aí para o garoto. Contaram-me, não sei se é verdade, que ela acabou assassinada por um desconhecido, que fugiu e nunca foi encontrado. O garoto veio morar com o pai, que trabalha na coleta de lixo e no dia de folga, passa-o no bar enchendo a cara. Com esse perfil não terei problemas com a polícia. Talvez até a madrasta acabe sendo responsabilizada. Só preciso pensar em quando e na forma de abordá-lo. Na saída da escola me parece o melhor momento. E o rapto deve ocorrer na próxima segunda ou terça-feira. Não tenho porque esperar mais.

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[9 de maio, provavelmente cedo]
Muito provavelmente está sendo um domingo difícil para a mãe dos meus prisioneiros. É a primeira vez que passam o dia das mães sem os filhos. Claro que uma ou outra já se conformou com o desaparecimento do filho ou nem se importou muito com isso, como a mãe de Sandrinha que a abandonou. Talvez nem sabe que foi raptada. Talvez apenas se lembre dela com pesar, com um ar de arrependimento pelo que fez. Mas a maioria das pessoas que cometem esses atos não se arrependem. Eu mesmo não me arrependo de todo dos meus. Não adiantaria de nada mesmo. Não vai mudar o passado. É a única coisa que não pode ser mudada. Pior para aqueles que fazem do passado um fardo, um peso que os impede de seguir adiante. Talvez a mãe dessa menina, apesar de tê-la abandonado, tenha encontrado um futuro melhor, futuro que não teria encontrado se tivesse permanecido ao lado da menina. Foi o preço de sua escolha. Não se pode condená-la. Ninguém condena um animal por abandonar a sua crua a própria sorte. Talvez a mãe de Marcela sinta mais pela filha, talvez o arrependimento a arrebate, pois não a abandou como fez a outra, embora, por não ter sido uma boa mãe, tenha deixado a filha ir morar com a avó. Deve se lamentar, dizendo ter se fracassado como mãe, que se tivesse sido mais compreensiva, tido mais tato e diálogo com a menina ela não teria sumido. Sim, esta está arrependida e sofrendo muito nessas horas. Bem feito! Não cometerá o mesmo erro da próxima vez. De Rafael não sei quase nada acerca de seus pais. Nunca quis saber. Mas ainda perguntarei um dia. Muito provavelmente morava com os pais. A mãe dele também deve estar sofrendo muito, assim como a de Roberta. O vício da filha não a impedia de amar a menina. Talvez encarasse a coisa como um ato de rebeldia. Muitos pais veem a coisa por esse lado, embora seja um erro. Aliás, quando ela voltar para casa, terei lhe prestado um grande favor, livrado-a do vício. Já lhe diminui pela metade o consumo de cocaína. Em poucas semanas já o terá largado.

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[9 de maio]
Após o almoço, um almoço todo especial, por causa do dia das mães, resolvi levar Marineide a Juiz de Fora para telefonar para os filhos. Ela estava triste de desde cedo. Foi o máximo que eu poderia fazer por ela. Durante a ida e a vinda tivemos uma longa conversa. Falou de suas preocupações com meus prisioneiros, demonstrando temeridade de que a polícia venha a me prender mais dia menos dia. Disse-lhe que não vão chegar até mim, porque eu não deixei rastros. Menti, afirmando que andei procurando informações acerca de possíveis investigações dos casos e nem isso está acontecendo, o que não deixar de ser verdade, pois duvido que a polícia vai se dar ao trabalho de investigar o desaparecimento de pessoas tão insignificantes. Ela também me repreendeu por raptar e abusar de crianças. Expliquei-lhe que é algo que eu não posso evitar, que está além de minhas forças, e que olho para um jovem e uma força muito grande me faz desejá-la tão intensamente que fico em desespero. Disse-lhe que é pior do que vício, o que não deixa de ser verdade, já que quanto mais tempo sem possui-lo mais sou dominado pela vontade. Ah, como sofrem aqueles que não tem a oportunidade de saciar seus desejos! Ela quis saber como eu passei a ter essas vontades. Disse que não sabia, que desde rapazinho já sentia desejo por crianças. Contei-lhe o que fizeram comigo. Que começaram a abusar de mim quando eu tinha quase 9 anos. Contei-lhe minha história no internato católico em Berlim e depois em Viena. Ela ficou horrorizada com as descrições do que faziam comigo. Incrédula, chagou a exclamar: Como padres, representantes de Deus, podem fazer uma coisa horrível assim? Respondi-lhe: Deus era só uma desculpa, uma forma de exercerem poder sobre o povo, como a igreja sempre fez, E mesmo aqueles que têm fé, comete seus crimes certos de que no final, diante da morte, terão seus pecados perdoados. Mas deus não perdoa eles por isso, exclamou ela. Afirmei: Como não?, Não são os representantes legítimos dele?, Se perdoa um pobre infeliz, que não têm onde cair morto, por que não perdoaria os de um padre? Ela não soube me responder. Por fim, já no quase chegando, pediu-me mais uma vez para liberá-la uns dias para ver os filhos. Disse não aguentar mais de saudades. Falei-lhe das dificuldades em liberá-la. Então ocorreu-me de pagar a passagem das crianças e a estadia deles em Juiz de Fora. Ela ficou empolgada. Prometi planejar tudo em alguns dias. Quando chegamos, antes dela descer do carro, avisei-a mais uma vez de que teríamos mais um prisioneiro. Descendo, ela respondeu: O senhor não tem jeito mesmo, hein Seu Mathias!


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