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Contos-->UM PROFESSOR DE LITERATURA -- 17/12/2016 - 18:14 (PAULO HENRIQUE COELHO FONTENELLE DE ARAUJO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


Renato tinha 16 anos, precisava passar pelos vestibulares do fim do ano. Renato, para piorar a obrigação dos vestibulares, também se sentia invisível, inexistente em um mundo cheio de compromissos que envolviam frequentar um cursinho preparatório noturno, escolher uma carreira; manter a escolha e garantir um futuro próspero para si.


Renato se sentia invisível, mas tinha uma certeza: pessoas nesta condição do ser impercebível, não podem ter nenhuma profissão e os vestibulares para diferentes carreiras, todas as carreiras, desfilavam como nuvens de formatos semelhantes:  o cumulus Engenharia, o cumulus Jornalismo, o cumulunimbus Medicina ou Direto.


Então frequentar o tal cursinho noturno tornou-se uma atividade corriqueira que, no fim de tudo,  levaria Renato apenas a visualizar a dissipação das tais nuvens e nunca, jamais, implicaria na diminuição da sua invisibilidade.


Que importava o quanto os pais pagavam pelo curso.


As aulas de matemática eram insuportáveis e eram inexplicáveis as aparições de Química e Física.


Renato e seu colega Félix, outro ser em estado oculto, decidiram apenas assistir as aulas de Literatura Brasileira e isso porque o professor os fazia rir e sempre com as mesmas piadas. Passaram semanas nesta reprise.


Um dia, entre duas aulas, o professor de Literatura, antes de uma aula, aproximou-se dos dois alunos e nomeou  sorrindo:


- Meus perseguidores...


Neste momento, Renato riu porque fora a visão de alguém; sendo engraçado surgir, pontualmente surgir.


Mais tarde Renato percebeu que era a invisibilidade a principal matéria da sua adolescência. Ela permaneceu em Renato por muito tempo, que ainda passou por várias abduções de humor, outras reações químicas, sínteses, até se formar em Psicologia.


O Renato invisível somente voltou em 1996, quando soube da morte daquele professor de literatura devido a um câncer.


DO LIVRO: "TOUROS EM COPACABANA"








 
















   


  






















 


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