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Contos-->Dobram os sinos na curva da consciência -- 18/04/2017 - 22:07 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos







Na selva de concreto, caminha  rebanho  de ovelhas sem pastor. Gente de todas as raças, mulheres de todas as taças, miúdas e pequenas trafegam ligeiro em muitas direções. Multidões de veículos  deslizam velozes no negro asfalto. Adiante, um assalto põe a vítima em histérica gritaria. Ninguém para.  Tudo passa apressado na janela da existência, e já não  se tem tempo sequer para um bom-dia ou como vai. A noite cai e guarda em sua sombra a  Pedra da Gávea.
 Passa o tempo, passa o vento...tudo passa.
 A vida passa, passa ligeiro pelo vértice da existência, repousa como a areia deixada pelo vento e descansa em paz. Os rios correm apressados, o regato serpenteia entre montanhas, e descansa na bacia do  mar. Assim também, a alma humana, um dia descansará em paz no oceano das águas criadas. Misturadas criador e criatura, como uma só água pura e cristalina. Longe dali, está. A menina dos olhos não alcança a finitude, tudo é tão belo como aurora que se põe no entardecer. De repente, em versículos, velozmente, a vida passa. Passa a vida, passa o tempo, passa boi, passa boiada, passa o vaqueiro na estrada. Só a saudade não passa.
 A menina passa a vida aguardando ficar moça. Guarda virgindade para o matrimônio, mas o homem é garanhão como um cavalo roncando atrás de uma égua no cio. Vil machismo: o que é pecado para a mulher, não o é para o homem. O dicionário também machista: registra só palavras masculinas, o gênero, se faz à parte. Há também outros livros que protegem o homem. Fala de mãe solteira, e não menciona o pai. Apedreja a mulher adúltera.  É o padrão social. As regras que a sociedade dita. Ninguém reclama, ninguém  grita. Mas no meio do caminho está um ancião de vestes brancas. Ele não atira pedras, e replica: “Mãe não é estado civil.” 

***
Adalberto Lima, trecho de Estrada sem fim...


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