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Teses_Monologos-->Tese sobre o preconceito. -- 08/01/2004 - 00:18 (Leonardo Koury Martins) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Tese sobre o preconceito

Leonardo Koury Martins
Escritor – www.usinadeletras.com.br

Tese de tema social com ênfase voltado à desigualdade em seus aspectos, palavra: PRECONCEITO e ou DESCRIMINAÇÃO com relação a alguém, o ser humano

O tema preconceito é um tema diverso e contraditória onde a sociedade em geral sai prejudicada.
Preconceito diz (pré = antes conceito = distingui) você conceitua antes de conhecer alguém.
Podemos também dizer descriminação (impor uma condição de caráter es de conhecer algo ou alguém).
Os tipos mais comuns de preconceito ou de descriminação são:
*descriminação social: relacionado à condição de uma parcela da sociedade.
*preconceito religioso: devido a uma religião
*preconceito racial: devido a uma etnia
*preconceito intelectual: devido a um pensamento político ou simplesmente de um pensamento diferente;
E etc...

Especificação:
Preconceito social:

Uma das formas mais comuns de preconceito no Brasil e em países onde a desigualdade se torna bem visível, num nível acentuado é o preconceito social.
O que chamaríamos de preconceito social?
Pobres de um lado da calçada,
Ricos do outro lado?
Nem sempre, eles podem muito bem estar juntos, estar conversando que se percebe o grau de indiferença no olhar de cada um, ou, o olhar dos dois.
Muito se engana quando acham que o preconceito social acentuasse na classe mais rica, pois esquecemos que o pobre também relata atos de indiferença ao observar erroneamente tipo de roupa, carro, casa e fazer seu pré-julgamento.
Chegamos ao meu ver, uma guerra, e qual país poderia refletir isso melhor do que o Brasil, onde dados comprovam e nos envergonham perante um mundo.
Um dos vinte mais ricos países do mundo com uma das dez piores distribuições de renda.
Um país de dimensões continentais que não é preciso dizer, somente Região Sul e Nordeste, mas sim dentro da mesma cidade como em São Paulo, uma das maiores metrópoles do Mundo, se vê em Capão Redondo uma situação e em Alpha Ville, dois locais tão próximos, na mesma região, mesma cidade, com situações tão diferentes.
O maior atenuante depois da má distribuição de renda é a falta de educação que é conseqüência de uma administração falida, trazendo baixa cultura aos povos mais pobres e assim faz-se com que alguns se sintam inferiores e outros com um andar acima de superação social.
Creio que dos preconceitos é o mais fácil para se acabar, porque vemos que o preconceito social é gerado pela falta de investimentos numa área do nosso país e não tem si quer atenuantes hereditários como o que acontece no racismo.
Se aprofundarmos na questão social; veremos que dependerá, no caso do Brasil de não somente uma mudança de governo e média de cinqüenta anos de investimento na educação, e sim também de mudar a mentalidade das classes dominantes desse país que é inaceitável apenas uns 10% obter a renda final de mais de 55% dos brasileiros.
Vemos também o preconceito social acentuado pela classe média, que grande parte é pior do que a classe dominante, pelo falto de se acharem mais afetada pela miséria no país.
A classe média (uma grande parte) poderia ser chamada de estúpida por tentar acreditar que é mais importante do que os oriundos da pobreza.
Se sentem superiores e são profundos egoístas em pensarem que tendo casa, carro, uma condição boa e um papel decisivo na sociedade. Se sentem no direito de julgar por meio de sua condição na sociedade, achando que o dinheiro é tudo, é único, mesmo nunca chegando a obter o que as classes dominantes têm.
A classe média é a mais inconstante das classes do nosso país, hora são aqueles consumidores ascídios ao luxo, a tecnologia, e hora passasse a classe mais afetada nas transformações econômicas.
Chamo a classe média de inconstante pelo tom de vulgaridade presente nos seus componentes, de acharem que domina o sistema, coisa feita pela classe mais alta, a dominante. E ao mesmo tempo a classe que sofre os maiores problemas, coisa da classe pobre, por não terem a quem recorrer e se defender, por se ver sempre na mesmice de poder viver a vida inteira pobre, por precisar da oportunidade de alguém que não é como eles, por sofrerem a descriminação dos setores dominantes da sociedade.
A classe média apenas só não é mais pobre por questões de cultura e de importância para o mercado, “precisamos de alguém para consumir assustadoramente os nossos produtos”, dizia o presidente da PARMALAT no Brasil, uma das maiores empresas alimentícias do mundo que tinha produtos direcionados para a classe média.
Os ricos têm seu constante grau de facilidade em qualquer área social, a classe média, consome e domina a opinião publica no nosso país desde que seja interesse do rico, e o pobre?
Será que as classes pobres estarão sempre presas ao egoísmo dos ricos, e ao medo da classe média, será que o pobre sempre será excluído dos privilégios da evolução e continuará não tendo acesso a educação, ao lazer, sempre com o futuro já escrito por aqueles que precisam de mão de obra barata e frágil às ameaças de um certo governante.
Até quando eu terei que descrever o preconceito social focando exclusivamente o nosso país? O Brasil.


Preconceito religioso:

Como o preconceito racial o preconceito religioso é algo de hereditário passado e transportado pelo ódio de uma região que tem um certo segmento, uma certa tradição.
Essas tradições que são passadas muitas vezes são colocadas pela religião.
O preconceito religioso é forte em várias partes do mundo, mais antigo do que o racismo, detalhado bem na era de cristo, a dois mil anos atrás.
Mas se quisermos poderíamos ser mais longes nessa especificação, onde lapidações comprovam que já existia o preconceito religioso bem antes do que imaginávamos, no começo da história da civilização humana, nas primeiras tribos, um ódio que foi se passando de pai para filho e permanece até hoje em pleno século XXI d.c.
Tribos com certa religião nunca se misturavam com outra tribo, não se praticava o escambo que começava a ser presente nessa época, e enfim, não se tinham si quer contato, porque em muitos lugares a religião consegue dominar a ponto de mudar, diferenciar hábitos extra-religiosos.
Como poderia descrever em meus conceitos de preconceito se não citar casos como o que acontecem no Oriente Médio, na Irlanda do Norte e pequenos casos presentes na sociedade brasileira que como qualquer outra sociedade de qualquer outro país poderia ser focada.
No Brasil ser evangélico tem várias definições, como crente, fanático e outros nomes que servem popularmente para identificar aquele que segue a religião protestante.
Infelizmente isso é mais do que comum, tanto no evangélico quanto no Católico, mas por serem e crerem no mesmo criador, por estarem definidos como pessoas que crêem no Cristianismo não há nenhuma certa violência, mesmo ainda não havendo respeito.
Mas existem casos que mesmo com o cristianismo presente nas religiões causasse conflitos que acabam partindo um país no meio, como na Irlanda do Norte, um país presente na Ilha da Pequena Bretanha.
Católicos batem em filhos de Protestantes, Protestantes apedrejam filhos de Católicos.
Nessas presentes representações de ignorâncias existem uma briga territorial enorme e um parlamento que se divide em busca da conquista maior que é a dominação de um país.
Times norte irlandeses católicos não se debatem com times protestantes, como se fosse um desrespeito a Deus.
Se realmente fosse seguida a religião nessa região, veríamos ao menos o respeito ao próximo, mas essas diferenças somente os afastam, os dividem e deixam cada vez mais distante uma relação de fraternidade na Irlanda do Norte.
Eu poderia citar o oriente médio e dois casos especiais.
Caso 1, o Iraque, país que mesmo com a queda de Saddam, ditador durante anos com o apoio dos estadunidenses continua sem uma solução para o controle da região.
Daí ao falar do Iraque, deveria observar não somente a religião e sim também as raças, pois o país é divido em três, Xiitas (a maioria do país), Sunitas e Curdos que são a minoria presente na parte norte do rio Tigre que cortam o país, entre Turquia e Irã.
No oriente médio é muito presente preconceito religioso mas o local de destaque é a região da Palestina.
Alguns tentam dizer que isso começou depois da anunciação do estado de Israel, mas isso somente é um atenuante, porque essa briga é fortemente narrada na história bíblica, ao longo de gerações.
A ignorância ali é a ponto de palestinos provocar atentados em Israel e Judeus invadir cidades palestinas com tanques e destruírem tudo com suas represarias.
Temos a visão que nunca irá acabar com a briga nesse ponto do país.
A religião nos dias de hoje se tornou para os estadunidenses uma desculpa, porque além dos mais de cinco bilhões investidos anualmente em Israel (com padrão hoje de primeiro mundo) ali é um ponto estratégico para os norte-americanos, uma ótima base, um aliado importantíssimo.
Assim vemos introduzido no oriente médio o preconceito justificável de árabes contra cristãos, mais especificamente americanos pela fomentação de um império construído e estruturado pelo ódio de dois povos.
Mas quem se prejudica no Oriente Médio?
Logicamente os dois lados, em Jerusalém não se podem ir a um restaurante sossegado livre de atentados, e também não se pode viver com dignidade e poder ter um território como os palestinos, infelizmente, sem pátria.
Até quando o preconceito religioso será desculpa para a aniquilação de um estado como vemos não só no oriente médio mas em muitos locais do mundo onde existem divergências religiosas.

Preconceito Racial:

Kon Klusn Clan, com essa palavra que eu gostaria de que começasse o preconceito racial, para mostrar que até mesmo nos dias de hoje em países sofisticados e ricos como EUA, acontece preconceito racial.
Mas seguindo os caminhos da história vamos bem a era da civilização romana que começou a acentuar esse preconceito.
Os preconceitos como o racial começou como desculpa de que um era superior a outro, isso os dava direito a usar o mais fraco para trabalhos como servos e escravos.
Assim nos indagamos, somente os romanos?
Não a civilização Egípcia usou também esse preconceito para ter mão de obra escrava, hoje admiramos a beleza dos monumentos sem imaginar o quanto sofreram aqueles servos.
O preconceito racial nem sempre se dá a negros e brancos como vemos, mas sim a diferença de cultura, etnia, coisas que diferenciem raças dentro de uma mesma composição global.
Infelizmente esse preconceito sempre originou pela ganância, porque jamais poderíamos dizer que pela cor da pele ou pelo dialeto falado um é mais forte ou mais fraco, mais inteligente ou com menos capacidade de absorver conhecimento do que outro povo.
Somos todos do mesmo fruto, diferenciados somente pelo meio, pelas tradições, mas a ganância ai sim do homem branco por volta do século XV e suas ações expansionistas precisavam de alguém que fosse funcionário gratuito dos feudos, originando assim um maior lucro.
Digo que o preconceito racial é o mais vergonhoso de todo preconceito da humanidade porque ela própria usou seu ser para uso de venda, como se o ser humano por ter uma cor diferente fosse inferior, dado como mercadoria.
Tristemente temos que reconhecer que essa história veio se repetindo do mercantilismo e meio que acabando com as revoluções sociais e populares do século XVIII.
Saber que seu próximo tinha tratamento que nem mesmo os animais mereciam para que trabalhassem mais, sendo tirados de suas terras e tratados como objetos nas mãos das oligarquias e originando assim quase que um caos no nosso sistema humano.
É sem duvida o maior erro da história do homem.
Mas com o tempo se passando, alguns países como o Brasil puderam originar raças mestiças que deixaram um pouco de acentuar a discriminação tão presente na escravidão.
Vemos infelizmente até os dias de hoje, tanto numa piada como sobre negros quanto numa conversa informal que dentre uma discussão sai à palavra “preto”, ou então “crioulo”, como se negro ou qual raça que seja fosse inferiorizada pela cor de sua pele ou pelo modo de sua cultura.
Kon Klusn Clan para nem não sabe a palavra, mas com certeza em filmes ou em documentários já viram dos americanos brancos encapuzados pregando o fim dos negros, e os tratando como raça supérflua ao seu país.
Saber que o Sul dos EUA, principalmente no Tenesse, local onde nasceu essa organização o preconceito resiste ao longo do tempo, é um atraso na nossa sociedade.
Mas o fato mais marcante do preconceito foi na Segunda Guerra Mundial, onde a conseqüência desta mesma foi o extermínio de média seis milhões de judeus.
Todos estes exterminados por uma desculpa de raça inferior, mas os atenuantes eram que a Alemanha estava acentuada em uma crise econômica e colocada toda a mão de seus credores, os judeus, povo sem pátria que corriam atrás de comércio lucrativo, donos de bancos.
Assim um grito de independência era esse de superação da raça ariana, onde um padrão de pessoas obs: (Adolf Hitler não tinha nenhuma media e nenhuma característica desse padrão ariano e era austríaco) poderiam assumir o comando de um mundo, usando o imperialismo aqueles que eram
Considerados inferiores.
Talvez o maior massacre da história da humanidade, a maior vergonha, que demonstra a vontade do ser humano superar o outro por motivos nada plausíveis.
O preconceito racial é e sempre foi alimentando por razões discutíveis e pelo ódio e ganância do próprio ser humano.

Preconceito Intelectual:

Alguns devem se indagar, porque do nome preconceito intelectual?
Preconceito intelectual ou descriminação de pensamento e escolhas, vem do mesmo sentido, de você não poder imaginar ou supor, querer ou desejar abertamente algo ou alguém.
Vemos o preconceito intelectual; presente na opção sexual de alguém, o homossexualismo, seja ele aberto ou não é uma escolha de cidadão para cidadão, como a cor do carro ou a roupa a vestir.
Obviamente o preconceito tem que ser reprimido quando passasse ao constrangimento de terceiros, porque como se trata de um pensamento não se pode obrigar a estes mesmos a aceitação dessa mentalidade.
O mínimo e justo do preconceito intelectual que pode ser aplicado é o respeito pela opinião.
O preconceito intelectual não se trata somente só homossexualismo, logicamente se diversifica pelo motivo de que os pensamentos num ser é infinito.
Escolher um time ou algo derivado do esporte é sofrer de uma ofensa até mesmo uma agressão, ou até mesmo a morte, muito visto na Europa, onde ingleses e holandeses não se aceitam dentro do mesmo estádio é também um modo de preconceito que se agrava com a violência por um motivo tão banal.
O maior caso de preconceitos intelectuais vê nos países que sofrem ditadura, onde aqueles que se colocam contra um regime por questões éticas ou ideológicas são espancados, retirados de seu país, mortos por quererem acreditar que uma forma de governo é errada.
Na América Latina foi visto isso muito no século XX, tanto no Brasil com a ditadura da década de 30 até a ditadura da década de 60 que acabou em 1986, até a morte de Salvador Aliende no Chile que tentou mudar o social de seu país e foi morto pela ditadura patrocinada pelos estadunidenses, como em toda América Latina e algumas outras partes do mundo.
O preconceito intelectual ou de pensamento no mundo, na parte política foi somente uma desculpa para acabar com aqueles que ameaçavam um sistema dominante.

Conclusão da tese:

Pré julgar, tentar julgar, descriminações acontecem por motivos que podem ser tanto fúteis e sem fundamentos quanta parte de esquemas imperialistas para a dominação de um povo, um território.
Acabar com o preconceito é compreender e aceitar as diferenças dos seres vivos dentro de um ecossitema, acreditando que a diversificação de pensamentos e a multiplicidade de culturas trarão maior conhecimento e deixaram o mundo mais vivo e mais fácil de ser administrado.
Por fim, o preconceito somente existe porque não se respeita o próximo.



Leonardo Koury Martins
Escritor e poeta
Cronista sócio político
Vice-presidente UMES-BH
PT-MG

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