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Contos-->Lenda dos Anjos de Cemitério -- 09/08/2017 - 15:09 (Luciana do Rocio Mallon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Lenda dos Anjos de Cemitério
Reza a lenda que quando uma criança, ou, adolescente tenta roubar algo de um cemitério e morre cedo, seu espírito fica aprisionado em estátuas de anjo daquele mesmo campo-santo.
Era uma vez uma menina de 12 anos, chamada Laura que tinha um irmão de 18 anos, chamado Marcos, que era marginal. Um dia este rapaz resolveu roubar placas e objetos de cemitérios, com seus comparsas, e levou Laura junto. Chegando ao local, Marcos obrigou sua irmã a roubar objetos de um mausoléu enquanto seu grupo depredava o local. Porém, um idoso que viu tudo, sacou uma arma e começou atirar contra os bandidos. Naquele mesmo instante, Laura saiu do mausoléu, foi atingida por uma bala perdida e morreu.
Quando esta menina chegou ao céu, São Pedro disse:
- Você não pode entrar no Paraíso porque ajudou a roubar um cemitério. A pena para a criança que faz isto é entrar em uma estátua de anjo do cemitério e proteger aquele local.
Desta maneira o espírito de Laura ficou aprisionado dentro da estátua de um querubim. Numa madrugada, vândalos quebraram uma de suas asas. Por isto a alma de Laura ficou triste e, nas noites de Lua Cheia, ela passou a derramar lágrimas.
Naquela mesma cidade havia um moleque chamado Antônio, que era muito sensível e tinha o dom de falar com pessoas que já partiram. O problema é que ele vivia provocando sua vizinha, Dona Genoveva, que tinha fama de bruxa. Toda a vez que este menino xingava esta senhora de feiticeira, ela exclamava:
- Seu futuro será consertar asas de anjo de cemitério!
Naquele tempo havia um projeto da prefeitura, chamado Turismo Histórico no Cemitério, onde uma professora de História andava com as pessoas pelo campo-santo ensinando curiosidades sobre o local, como exemplos: arquitetura dos túmulos, estórias das celebridades enterradas, etc.
Numa noite Antônio quis participar deste grupo. Então a professora estava andando pelo cemitério com as pessoas. Quando, de repente, Antônio ficou admirado com a estátua do anjo onde o espírito de Laura morava. De repente, o garoto escutou a seguinte voz de dentro da imagem:
- Boa noite!
- Gostei tanto que você veio me visitar!
- Estou triste porque estou com a asa quebrada!
No dia seguinte o garoto pesquisou na Internet sobre os materiais e as técnicas que poderia usar para consertar a asa do querubim. Então à noite, Antônio foi ao cemitério e consertou a estátua, que lhe deu um beijo no final e por isto ele saiu correndo.
Três meses depois, o menino sonhou com a mesma imagem de querubim que disse:
- Boa noite!
- Quebraram minha asa novamente!
- Será que você poderia consertar?
Assim o garoto foi com o material até o cemitério e confirmou que a estátua estava, realmente, com a asa quebrada. Deste jeito ele fez o reparo.
Reza a lenda que até hoje toda a vez que Laura tem a asa danificada ela pede socorro a Antônio.
Portanto, cuidado com os anjos de cemitério. Pois, eles podem abrigar almas de crianças travessas.
Luciana do Rocio Mallon

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