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Contos-->Lenda de Primaverina do Leite do Orfanato e a Expressão Moça -- 27/10/2017 - 15:07 (Luciana do Rocio Mallon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Lenda de Primaverina do Leite do Orfanato e a Expressão Moça de Família(Corrigida)
Há muitos anos, uma jovem teve uma filha. Mas como era pobre e mãe solteira deixou o bebê na roda dos enjeitados do convento das freiras que tinham um orfanato de meninas atrás deste estabelecimento.
Então uma irmã de caridade recolheu a criança. Como isto aconteceu numa noite de Primavera, a garota foi batizada como Primaverina.
Já na infância, a irmã Severa aconselhava:
- Tratem de estudarem para ser freiras também.
- Nunca sonhem com casamentos. Pois só as moças de família casam. Muitas de você são filhas de mães solteiras.
Deste jeito Primaverina comentou:
- Moças de família são as que têm família, né?
- Então somos garotas de orfanato...
- Mas, meninas órfãs não têm direito de amar?
- Se eu for adotada por uma família, daí poderei casar?
- Pois se eu tiver pais, mesmo que adotivos, serei de família, né?
Deste jeito, a irmã ralhava:
- Fique quieta, Primaverina!
Com o passar do tempo, esta garota notou, através da janela, que um belo moço deixava uma caixa de leite em frente ao orfanato.
Desta maneira, ela pensava olhando para a constelação do Cruzeiro do Sul:
- Se eu fosse adotada, poderia me casar com este filho do leiteiro. Pois, eu seria de família.
Naquele dia, ela sonhou que uma estrela saiu da constelação e disse a ela:
- Sou a estrela Intrometida, do Cruzeiro do Sul e transformarei seu sonho em realidade, sem ao menos, você precisar de uma família adotiva!
O tempo passou e quando Primaverina chegou à adolescência, recebeu novas tarefas no orfanato. E uma delas era pegar a caixa que o leiteiro deixava, em frente ao estabelecimento, às cinco da manhã.
Logo, a donzela fez amizade com o rapaz e começaram a trocar poemas e livros.
Então o moço resolveu pedir a mão de Primaverina em casamento para a madre superiora, que falou que isto seria impossível porque a garota era pobre e não teria como pagar o dote.
Assim Setembrina viu no jornal que haveria um concurso de beleza e que a vencedora ganharia uma joia que era o valor do dote. Desta maneira, a jovem perguntou à madre superiora:
- Posso participar de um concurso de beleza?
- Pois, o prêmio é valor do dote para me casar com o filho do leiteiro.
Desta maneira a irmã de caridade ralhou:
- Moças de família não participam de concursos de beleza!
Porém, Setembrina participou às escondidas, ganhou a joia, foi até a casa do amado e deu o prêmio como dote.
Depois do matrimônio ela passou a dar um desconto maior para o orfanato e ofereceu cursos profissionalizantes às órfãs.
Numa madrugada de primavera, esta mulher desmaiou na carroça enquanto vendia leite. Mas reza a lenda que toda a noite de Natal, Setembrina distribui garrafas de leite, gratuitamente, em orfanatos e abrigos de crianças carentes. Sem falar que com suas garrafas mágicas, esta moça joga os pingos de leite no universo, renovando a Via-Láctea.
Luciana do Rocio Mallon








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