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Contos-->Fazenda Campo Grande (nanoconto II) -- 03/12/2017 - 15:21 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
 
...cibório de nervos e memória
tensa, coberta de sangue...
(Cid Teixeira de Abreu)


Devagar, rompeu a boiada, cortando a estrada de  Juramento a Montes Claros, e naquele mesmo dia, embarcou lotando muitos vagões do trem. Duas malas de dinheiro o fazendeiro leva pra casa. Depois da paga, vaqueiros vão à farra, endinheirados, beber cachaça  e vadiar com mulheres no cabaré da cidade. Cláudio Manuel Constâncio, o Pururuca, ficou preso. Reconhecido numa batida policial de bordel por um soldado amarelo, que exibiu uma precatória chegada da Bahia. Turíbio Soberbo e Dinotério confabulam planos de criar peixe-leiteiro no rio São Francisco e tomam a estrada, embarcados numa viação coletiva que os levaria àquela cidade ribeirinha.
Longe dali, a fazenda Campo Grande tornou-se apenas uma interrogação. Nada ficou no lugar, senão  alguns recortes da história. 

 ***
Adalberto Lima, trecho de "Estrela que o vento soprou."
Imagem: Internet.
Adalberto Lima
Enviado por Adalberto Lima em 03/12/2017
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