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Contos-->DIÁRIO DO DR. MATHIAS - PARTE 19 -- 01/01/2018 - 12:08 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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PARTE 1 - PARTE 2 - PARTE 3 - PARTE 4 - PARTE 5 - PARTE 6 - PARTE 7 - PARTE 8 - PARTE 9 - PARTE 10 - PARTE 11 - PARTE 12 - PARTE 13 - PARTE 14 - PARTE 14 - PARTE 15 - PARTE 16 - PARTE 17 - PARTE 18

ADVERTÊNCIA:
O que se publica aqui na íntegra são anotações encontradas pela polícia de Juiz de Fora quando invadiu a residência do Dr. Mathias e libertou vários jovens, mantidos prisioneiros por mais de 2 anos. São vários cadernos. Não é possível precisar exatamente quantos eram. Quatro destes foram achados, mas haviam pelo menos mais três, cujo paradeiro ainda é desconhecido. A maioria das anotações não estão datadas, o que não nos impediu de precisar quando foram escritas embora uma pequena minoria não pode ser datada. Essas anotações, que formam uma espécie de diário, seguem uma ordem cronológica. Iniciam-se com um plano para sequestrar jovens a fim usá-los como escravos sexuais. Algumas passagens são assustadoras e descrevem em detalhes raptos, torturas, violência sexual e mutilação genital, o que nos leva a crer que se trata de alguém a quem podemos chamar de monstro, apesar de aparentar ser uma pessoa completamente normal.
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Não é possível saber com total precisão se este é realmente o terceiro caderno, no entanto, baseado no tamanho dos outros três, parece bastante conclusivo que seja. O segundo caderno, por alguma razão não foi encontrado pela polícia, mesmo após vasculhar toda a casa. Não se sabe a razão. Talvez Dr. Mathias, durante a sua fuga, o tenha levado consigo, junto com outros pertences. Não nos parece razoável que nunca tenha sido escrito, já que há um quarto caderno que dá continuidade a este terceiro. Juarez e Marineide desconheciam a presença dessas anotações, de forma que não puderam informar nada acerca delas. Afirmaram apenas terem visto Dr. Mathias pôr no carro uma caixa de papelão e duas grandes malas, o que nos leva a acreditar que alguns dos cadernos, junto com fitas de VHS e outros documentos possam ter sido levados. Agora, não se sabe o porquê de não ter levado todos. Uma das explicações foi a falta de espaço ou a pressa em fugir. Isso ainda está por ser esclarecido, já que as investigações ainda estão em curso.
Quanto a este caderno, ele se inicia no dia 13 de novembro de 1982, dois dias antes do feriado da Proclamação da República. Pelo depoimento das vítimas, nessa data todos os 11 jovens já tinham sido raptados. Além daqueles registrados no primeiro caderno, outros 5 ocorreram: Mariana, 8 anos, a mais jovem, foi raptada em Nova Friburgo, no dia 17 de junho de 1982; Almir, 11 anos, raptado em Três Rios, no dia 06 de julho; Ana Paula, 10 anos, raptada em Volta Redonda, no dia 15 de julho; Ana Maria, 9 anos, raptada em Juiz de Fora, no dia 26 de julho; e Wesley, 12 anos, raptado na cidade de Campos, no dia 22 de agosto de 1982.
Como o amigo leitor pode ver, as últimas 5 vítimas eram crianças, mais jovens do que os seis primeiros raptados. Não se pode asseverar que Dr. Mathias pretendia raptar mais alguém, uma vez que ele deixou registrado no primeiro caderno o desejo de ter entre 12 e 13 prisioneiros. É possível que tenha desistido devido à repercussão dos dois últimos raptos. Aliás, um intervalo maior entre o rapto de Ana Maria e Wesley já é um indício de que ele ficou reticente e preferiu esperar a poeira baixar para continuar com seus crimes,
Apesar de toas a precauções, Dr. Mathias não foi capaz de prever que a mãe de Ana Maria trabalhava na casa de um delegado aposentado e era muito querida pelos patrões. O caso, diferentemente dos anteriores, ganhou repercussão na cidade e chegou a sair por vários dias seguidos na “Gazeta de Juiz de Fora”, aparecendo inclusive na TV, no noticiário regional das 19:00 hs. Houve uma mobilização para encontrar o paradeiro da menina, mas não se achou nenhuma pista. Foi como se ela evaporasse. Simplesmente ninguém a viu desaparecer. Chegou-se a cogitar que talvez pegara carona com um motorista passando por ali, já que a BR 040 passa próximo ao bairro de Santa Cruz, onde a menina morava, e deixado a cidade; no entanto, o delegado responsável pela investigação não acreditava nessa hipótese e preferia tratar o caso como rapto. O ocorrido só deixou de ser notícia cerca de duas semanas depois. E antes de completar um ano, já estava esquecido numa pasta de casos em aberto, a espera de um fato novo, junto com outros tantos desaparecimentos.
O mesmo tipo de erro, Dr. Mathias cometeu ao raptar o menino Wesley. Embora nos dois casos os pais das crianças eram ausentes, o fato de serem criados apenas pela mãe tornou o drama o desaparecimento maior, causando comoção nas pessoas. Com Wesley, o que deu repercussão ao seu sumiço foi justamente a incapacidade da mãe, por ser uma pessoa doente, de cuidar sozinha dos 6 filhos. Para que não passassem fome, eram auxiliados pelos vizinhos, os quais procuravam na medida do possível ajudar com alimento e pequenas quantias em dinheiro. O repentino desaparecimento do menino uniu a vizinhança nas buscas pelo seu paradeiro, o que fez com que a notícia viesse a se espalhar pela cidade até chegar aos meios de comunicação. Assim como ocorrera com Ana Maria, o sumiço não foi solucionado, apesar de ter havido o depoimento de um senhor, afirmando ter visto um carro estranho no bairro, o qual era dirigido por um homem de idade avançada. Contudo, este senhor, ao tentar descrever o possível raptor para a produção do retrato falado, não foi preciso e aquele que deveria se parecer com o Dr. Mathias, na realidade, não se parecia em nada com ele. Dessa forma ele se livrou mais uma vez.
Não sabemos ao certo de Dr. Mathias tomou ciência da repercussão dos dois casos. No caso de Ana Maria muito provavelmente, já que ele costumava ir à Juiz de Fora pelo menos uma ou duas vezes por semana para comprar mantimentos e acabava comprando jornais. Na casa foram encontrados edições não só de “O Globo”, como da “Gazeta de Juiz de Fora”, da “Folha de São Paulo” e de jornais de Baixada Fluminense, o que nos leva a crer que ele realmente os comprava após os raptos a fim de averiguar as notícias, como ele mesmo deixo registrado numa das passagens do primeiro caderno. De forma que há uma grande chance dele tê-las lido e, por precaução, interrompido os raptos. Apesar de seus crimes, Dr. Mathias é um homem esperto e inteligente. Sabia que se cometesse mais um erro, seria pego. Provavelmente decidiu não arriscar.
As anotações não diferem muito das encontradas no primeiro caderno; todavia, o foco principal não parece ser tão somente o abuso dos prisioneiros, embora ele não tenha deixado de registrá-los, mesmo que superficialmente. Há um pouco mais de reflexão acerca dos próprios atos assim como ele vê a relação entre os prisioneiros, mostrando o difícil relacionamento entre jovens confinados por um longo período num espaço tão pequeno. Outra coisa que nos chamou a atenção foi a perversidade e, às vezes, o requinte de crueldade com que castigava aqueles que desobedeciam às regras. As mutilações muitas vezes parecem ter saído de um filme de terror ou de um campo se concentração Nazista, onde ele frequentou quando criança. Por isso avisamos aos leitores mais sensíveis que algumas passagens podem ser um tanto perturbadoras e não recomendas.


JF, 13/11
Feriado segunda-feira e eleições. Amanhã a cidade vai está morta. Comércio quase todo fechado. Preferi ir à cidade hoje e comprar o almoço de amanhã. Como costumo fazer, comprei bombons para Sandrinha. Aliás, ela passou a tarde aqui em cima. Continua com ciúmes da Ana Paula e Mariana. Teme que uma delas vire a minha preferida e aí ela perca as regalias. Bobinha. Eu não faria isso. Pelo menos enquanto continuar a ser o que ela é. Prometi deixá-la passar o domingo todo aqui também. Já não tenho mais receio de que vá fugir. Já teve oportunidades e em nenhum momento tentou. Talvez saiba que não poderá escapar e que se tentar vai perder todos esses benefícios conquistados. Confessou por várias vezes sentir-se mais feliz comigo do que onde morava. Disse não querer mais aquela vida, mas não sei se diz isso apenas para me agradar e me iludir. Sabe que é a minha preferida e que muitas vezes é tratada como uma filha. Gostaria de deixá-la solta, totalmente livre aqui em cima, sem precisar levá-la la para baixo, mais é muito arriscado. Num momento de descuido e desatenção pode sentir tentada e procurar fugir. Apesar de todas as mostras de que não o fará, ainda é muito cedo para confiar totalmente nela. Excesso de prudência nunca é demais. Der Weg zur Hölle ist mit guten Vorsätzen gepflastert [o caminho para o inferno está cheio de boas intenções], já dizia o velho ditado, o qual eu cansei de ouvir naquele internato.

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14/11
Pela terceira vez trouxe de uma vez Sandrinha e Mariana para o meu quarto. Mariana passou quase duas horas aqui, durante a tarde. Sandrinha já estava desde cedo. Almoçou comigo. Ficou contrariada quando disse que ia lá embaixo buscar Mariana. Sandrinha a chama de “Sujinha esquisita”. Ela já tinha me questionado, logo assim que Mariana chegou, porque eu “tinha trago ela pra cá”. Hoje deixou escapar: “Não gosto daquela sujinha. É tão feia!”. Expliquei-lhe, com ela sentada no meu colo, que essa “sujinha” (o O apelido é devido a cor da pele de Mariana, a qual é parda) me fazia lembrar de uma pessoa, uma jovem com quem passei algumas horas, quando fui ao Nordeste contratar Juarez e Marineide. Em dado momento afirmou: ela é muito pequena. Teu pinto num vai caber nela. Respondi que caberia sim, mas que não ainda não ia pô-lo. Ela ainda não estava pronta. Quando as duas estavam aqui, deitadas uma de cada lado, acariciei ambas ao mesmo tempo, uma com cada mão. Sandrinha abriu as pernas e começou a soltar gemidos, sentindo prazer; a outra porém, ficou paralisada, espremeu as pernas uma na outra na tentativa de impedir que o dedo deslizasse entre aqueles pequenos lábios. Faz isso toda vez que a toco. Vejo o medo nos olhinhos dela. Não sei o que ela teme, mas para ela aquela parte do corpo é um local impenetrável. Disse-lhe mais uma vez para não ter medo, que não ia machucá-la. Para provar-lhe, rolei para cima de Sandrinha e a possuí ali. Por mais de uma vez, disse: Diz pra ela, meu botãozinho de rosa, se estou te machucando. Conta pra ela o que você está sentindo. Sandrinha, com aquele jeito travesso, disse que era a coisa mais deliciosa que já tinha feito. Quase sai dela, instantes antes do orgasmo, para ejacular na outra, naquela vulva quase negra, mas deixei para outra oportunidade. Apenas a acariciei um pouco mais antes de levá-la de volta lá para a cela enquanto Sandrinha tomava um delicioso banho na minha banheira. Quando subi, Marineide, ciente do porquê de Sandrinha está no banho, não deixou de comentar: Não sei como essa criança pervertida pode gostar tanto de fazer essas coisas com o senhor. Tem idade para ser sua neta. Deveria ter vergonha. Respondi: a perversão não tem idade. É algo que já nasce com a pessoa. Depois do banho, comeu o bombom que eu lhe presenteara e tirou um cochilo. Só à noitinha, levei-a de volta. Ela pediu mais uma vez para dormir comigo. Prometi que qualquer dia a deixaria.

[16 de Novembro]
Há um clima diferente no país. As pessoas parecem acreditar que o regime chegou ao fim. Até o Presidente Figueredo conclamou o povo a fazer uma escolha consciente. “O povo não entregará seu destino a demagogos”, foi o que ele disse. Estava alfinetando alguns adversários e desafetos. Mas será que não entregará mesmo? Mais cedo ou mais tarde esse povinho fará escolhas muito erradas. Tenho certeza. Fui à Juiz de Fora no começo da manhã, para sentir o clima político. Há uma grande festa na cidade com a eleição de Tancredo Neves para Governador do estado. Há até quem está comemorando a vitória de Brizola no Rio de Janeiro. Esse Brizola me parece uma espécie de agitador. Dos três governadores do Sudeste, ele é o crítico mais ferrenho dos Militares. Esse cara ainda vai dar trabalho ao presidente. Não simpatizo com ele, com aquele jeitinho manso e intelectual de falar. Andou aparecendo muito na TV nos últimos dias. Só quero ver para onde esse país caminhará. Democracia. Para o povo parece a salvação, mas são ingênuos e ignorantes. Não estão preparados para ela, como nós, alemães, não estávamos no começo do século com Bismark. Vão ser governados por aventureiros, irresponsáveis, desonestos e pessoas inaptas para comandar a nação. Ainda será por décadas um país de merda e insignificante, cujo único orgulho é ter ganho três vezes a Copa do Mundo, como se isso representasse social e economicamente alguma coisa. Ah, pobre “brava gente brasileira” como pensam pequeno! Tão pequenos, apesar de viverem num país tão grande territorialmente. No fim, ainda vão sentir saudades do velho regime, que parece estar no fim. E como vão… Mas os tempos estão mudando, se para melhor ou pior eu não sei. Socialistas governando a Europa Ocidental, como a França, e a URSS reduzindo suas forças militares na Europa Oriental, com os ventos da democracia chegando a esses países. São sinais de uma nova Era.

JF, 17/11
Faz meia hora que subi. Passei um tempo com Ana Paula. Não sei porque, mas as mulheres negras parecem mais quentes, mais intensas, mesmo as meninas. É como se houvesse uma chama mais intensa nelas, que já queimasse desde a infância. Tão apertadinha. Nenhuma me faz ter um orgasmo tão rápido, nem Sandrinha. Gosto de ver o meu sêmen saindo daquela vulva rosada e escorrer pela pele negra dela. O contraste de cores é magnífico. Quando não estou com ela, adoro pôr o VHS dela e rever essas imagens. Farei isso de novo amanhã. Juarez insistiu mais uma vez que precisa de uma mulher para satisfazer suas necessidades de macho. Confessou-me que olhar para a menina mais velha lhe desperta desejos que estão ficando difíceis de controlar. Concordei com ele. Disse que vou resolver isso brevemente. Sondei-o. Perguntei-lhe o que achava de passar alguns momentos com Roberta. “Eu adoraria. Mas só se o senhor permitisse!”, respondeu. Depois perguntou a idade dela. “Se não mentiu, sobre a data de nascimento, completou 16 anos há pouco mais de um mês”, respondi. “É quase uma mulher”, deixou escapar. Concordei. “Vou engravidá-la daqui algum tempo”, falei. “O senhor vai ser pai?”, exclamou ele com surpresa. “Pretendo, já que não posso estar com meu filho! Sei que ela me dará uma bela cria. Para isso eu a escolhi.” Não tinha razão para lhe esconder isso. Ele porém não disse mais nada. Talvez achando que por isso eu não o deixaria tocar nela. Mas por que não? Melhor ela do que uma das outras, mais novas. Claro que só permitirei sob várias condições. É sobre isso que preciso refletir bastante e ver se vale a pena correr esse risco. Não posso permitir que ele ejacule nela. Isso nem pensar! Seria um desastre se a minha joia parisse um filho do meu capataz. Ele também não poderá beijá-la ou lhe fazer qualquer tipo de carícia que possa despertar sentimentos tanto nele quanto nela. Ele deve vê-la como uma prostituta. Sente seu prazer e nada mais. Ainda sim é perigoso. Ela é esperta. Pode usar esse momento de fraqueza dele, para lhe fazer promessas infundadas, mas que podem mexer com ele e levá-lo a me trair. As mulheres são traiçoeiras, como uma cobra. É preciso prepará-los, os dois.

[19 de novembro]
Sandrinha está magoada, anda com ciúmes de Ana Paula. As duas chegaram a discutir e quase se pegaram. Marcela e Roberta as impediu. Desci lá e perguntei o que estava acontecendo. Algemei as duas e levei para o estúdio. Tinha de castigá-las. Era preciso mostrar pulso forte. Não as castiguei como teria feito com qualquer outra. Pensei em chicoteá-las, mas isso as encheria de vergalhões que demorariam dias para desaparecer. Não as quero marcadas. Venho evitando o chicote nos últimos meses. Pode ser doloroso para o castigado, mas acaba me prejudicando também. Não quero me deitar com quem está desse jeito, com uma aparência horrível. Então tenho de evitar. Não podia machucá-las em demasia. Às vezes, o medo, a ideia da dor, o terror doem e machucam mais que fisicamente. Foi pensando nisso que dependurei as duas de cabeça para baixo e peguei a mais comprida agulha do meu estojo: 12 cm. Mostrei-lhes ela, dizendo: olha bem, ó! Imagine ela todinha fincada em vocês. Pense nela sendo enfiada bem devagarinho, onde dói mais…. Elas começaram a chorar e implorar para não enfiá-la. Respondi: deveriam ter pensando nisso antes. Entre choros e lágrimas, uma começou a acusar a outra de ter inicado a briga. Obriguei-as a tirar par-ou-ímpar para ver quem seria a primeira. Se recusaram, mas ameacei-lhes que se não fizessem eu fincaria duas em vez de uma. Sandrinha foi a primeira. Ah, como gritou, quando lhe atravessei a agulha no seio esquerdo. Antes puxei firmemente o mamilo, já o que peitinho dela ainda é muito pequeno, e fui-lhe penetrando o instrumento. Não sei quanto de dor ela realmente sentiu. Mas a medida que a agulha entrava, mais ela gritava e se debatia. Quando despontou do outro lado (eu a introduzi na horizontal, do entresseios para fora), ainda empurrei um pouco mais, deixando a mesma medida dos dois lados. Não a tirei imediatamente. Primeiro, fiquei passando o dedo no mamilo; depois, tocando de leve na agulha, o que lhe provocava mais gritos. Não só deve lhe ter doído deveras como provocou sangramento. Minutos depois fiz o mesmo em Ana Paula. Embora tenham a mesma idade, talvez por ser negra, ela tem os seios mais desenvolvidos que Sandrinha. Ainda sim lhe puxei o mamilo, como tinha feito com a outra. Fui mais perverso com ela. Em vez de dar pequenos toques com a ponta do dedo, dobrava o dedo médio até o polegar e, segurando-o para dar pressão, soltava-o de forma que acertasse com força a agulha. Mais escandalosa que Sandrinha, Ana Paula gritava como se a matasse aos poucos. Sangrou um pouco mais, tanto que o sangue escorreu pelo seio até o ombro e várias gotas foram parar no chão. Antes de soltá-las, agarrei-lhes os grandes lábios da vulva e disse-lhes que da próxima vez a fincaria ali, atravessando aqueles lábios de um lado a outro. Cheguei a pensar em possuí-las ali mesmo, mas estrava com vontade de ter alguns momentos com Almir. Já fazia uma semana que não me divertia com ele. Da última vez foi muito prazeroso, apesar de tê-lo machucado. Ele tem o ânus muito estreito; mais até que o Marcelinho, apesar de ser dois anos mais velho. Desde a primeira vez, tenho um pouco de dificuldade em penetrá-lo. Tenho de estar muito excitado. Por duas vezes não consegui. Há certas coisas para as quais a idade pesa mais. Meu pênis já não alcança mais a rigidez de um jovem. Raramente fica tão duro quanto o “pau” de um rapaz. Normalmente parece feito de borracha, uma borracha macia. Tornei a machucá-lo. Não tanto como da última vez, porque fui paciente e procurei introduzir-lhe o falo lentamente, mas, ainda assim, sangrou. Preciso pensar em algo para dilatar aquele ânus.

20/11
Desci logo cedo para ver com estavam os seios de Sandrinha e Ana Paula. Só um pouquinho doloridos. O ânus de Almir também está melhor, embora quando passei um algodão com soro fisiológico para limpá-lo, este ficou com uma pequena marca de sangue, devido a um vaso rompido que ainda não cicatrizou. Vou passar mais uma semana sem tocá-lo. Depois levei Marcela para o estúdio e passamos pouco mais de meia hora lá. Ela me deu muito prazer. Ainda mais que retardei o gozo ao máximo. Embora tenha mantido a maior parte do tempo com o falo naquela xoxotinha, foi-lhe no ânus que deixei o gozo. Após alguns meses com meus brinquedinhos, começo a descobrir o que cada um pode me oferecer de melhor. Marcela é essa alternância entre ânus e vagina. Nenhum dos meus “brinquedinhos” me dá mais prazer nessa mudança de orifício quanto ela; Sandrinha por outro lado me dá mais prazer no coito vaginal, talvez porque eu fique preocupado em machucar-lhe o ânus, como já aconteceu uma vez. Não gosto de machucá-la enquanto transamos; aliás, isso não ocorre mais. À tardinha, com o dia ensolarado, levei os meninos para tomar sol. Primeiro, foram Marcelinho e Rafael; depois, Almir e Wesley. 40 minutos de sol para cada dupla. Amanhã, domingo, subirei com as meninas, depois do almoço. Vou à Benfica cedo, comprar algo especial. Vou comprar um presentinho para Sandrinha. Quero agradá-la depois do que fiz com ela. Está com raiva de mim. Ela recusou a vir até meu quarto. Poderia tê-la obrigado, mas compreendi sua mágoa. Castigá-la só a magoaria ainda mais.

21/11
O principal assunto dos jornais continua sendo as últimas eleições. O PDS, partido que sustenta o Regime, foi o maior vencedor, mas o PMDB conquistou os Estados mais importantes. Dois outros partidos, PDT e PT, ambos de esquerda, também tiveram votações expressivas e conquistaram um número expressivo de votos. Não é o PMDB que me preocupa, mas os outros dois. Ideais socialistas! Nada pior para o progresso do que isso. Quando o povo se põe a mandar, faz merda! Se um dia Brizola ou Lula assumir o comando desse país, será a maior desgraça. Não trarão progresso, nem desenvolvimento e nem acabarão com a pobreza e a miséria; pois é nisso que plantam seus ideais, é da miséria que colhem seus frutos. É preciso reconhecer que alguns poucos nasceram para explorar e a grande maioria para ser explorada. E ninguém sabe mais explorar a grande massa quanto os socialistas. Eles pregam o fim da exploração do homem pelo homem, dos trabalhadores pelos capitalistas. Só não dizem que querem substituí-la por outra: pelo partido. Foi o que fizeram e continuam fazendo na Rússia desde 1917. E Andropov não deverá ser muito diferente de Brejnev, que não foi muito diferente de seus antecessores. Esses esquerdistas brasileiros não são diferentes. Dê-lhes o poder e verão o que farão. Se isso acontecer, se chegarem ao poder, deixarei o país. Vou para o Chile. Pinochet continua firme e forte no poder; e não há o menor sinal de que lá o regime vá mudar tão cedo. Por outro lado, o regime argentino está com os dias contados, ainda mais depois da derrota na Guerra das Malvinas. Já estava em colapso antes e essa aventura desastrosa contra os ingleses só está apressando as coisas. É questão de meses até a queda dos militares. Não tenho dúvidas… Sandrinha me perdoou, depois de lhe dar um lindo estojo de maquiagem. Prometi não machucá-la mais. Passou a tarde toda aqui em cima, mesmo quando as outras meninas estavam tomando banho de sol. Aliás, apalpei-lhe o seio e ela não sentiu mais nada. Há apenas dois pontinhos vermelho-escuro onde a agulha penetrou e do outro lado, onde saiu. Acaricie-a e a fiz sentir prazer. É tão bonito vê-la se contorcer, envolta numa nuvem de sensações. Apesar de tão novinha, experimenta, como nenhuma outra, as delícias do orgasmo. Pretendia descer lá embaixo e passar alguns momentos com Roberta, pois andava com sensualidade pelo jardim, mas estava menstruada e ao ver Sandinha no espasmo do gozo, não resisti. Deitei-lhe sobre e ela me recebeu toda feliz.

22/11
Não comentei ontem nas minhas anotações, porque estava cansado, mas vi como Juarez olha para Roberta, mesmo ela estando de calcinha por causa do absorvente. Posso imaginá-lo mergulhado em fantasias. E isso me preocupa, porque pode ficar prestando atenção nela e se descuidar. Por isso ela só sobe sozinha, diferentemente das outras meninas que sobem em dupla ou trio. Não quis lhe invadir a privacidade, mas posso apostar sem medo de errar que se masturba se fantasiando com ela. Com certeza! Qualquer outro no lugar dele faria o mesmo, ainda mais com aquele belo par de seios. Não tem jeito. Vou ter de deixá-lo se deitar com ela de vez em quando. É até melhor. Além de uma maior cumplicidade, vai se sentir melhor, mais responsável, já que se beneficia da situação. Até Marineide. Aposto como ela também ficaria feliz em se deitar com o Rafael. Um rapaz jovem e viril como ele, com um belo falo como aquele? Se até eu gosto dele ereto, duro, por que ela não gostaria? Vou refletir sobre isso também. Vou resolver o caso do Juarez primeiro, mas ela também terá os seus momentos. Ainda mais ela que é mais simples. Afinal quem recebe o sêmen é ela. O fato dele gozar nela não faz diferença. Lavou e pronto. O mesmo não acontece com Roberta. Eu não quero o sêmen do Juarez nela e nem os lábios dele naqueles seios; terá apenas a permissão de tocá-los e acariciá-los; mas chupá-los jamais. Isso só eu. Ele terá de usar camisinha e tomar todos os cuidados para que esta não saia. Essas coisas ele terá de me prometer.

23/11
Há pouco mais de um mês plantamos flores ao redor da casa. Além de girassóis, dálias, crisântemos, cravos, lírios, margaridas, plantamos ainda diversas qualidades de rosas. Os pés já estão crescendo. Não vejo a hora de ficarem grandes e florir. São aguadas todos os dias, menos quando está chovendo. Eu mesmo me encarrego disso. É uma forma de me distrair. Marineide já tem muito o que fazer. Ainda mais agora que a horta foi ampliada e todo os dias ela colhe legumes e verduras frescas para o almoço e jantar. Nem sei quando foi a última vez em que comprei essas coisas na cidade. Já não vou mais com tanta frequência. Depois dos filhos passar uma semana aqui em Julho, ela está querendo que eles voltem para passar o natal. Insistiu dizendo que não deram trabalho e não dariam novamente. Disse-lhe que vou pensar no assunto. Juarez também quer saber se não o deixaria visitar os parentes na passagem de ano. Já tinha tocado dias atrás no assunto, hoje voltou a mencioná-lo. É outro problema. Parece que os dois tiraram o dia para me aborrecer. Para aliviar a tensão, passei mia de uma hora com Marcelinho no estúdio. Presentei-lhe com seis bolinhas de gude. Na hora ficou felicíssimo, mas disse-lhe que para merecê-las teria de fazer uma brincadeira. Embora desconfiado, topou. O que ele teria de fazer? Simples: eu as introduziria no seu ânus e ele as teria de expulsá-las, uma a uma, enquanto eu filmava. Por que ele? Por ser o mais novinho. Despejei um pouco de óleo num copo descartável e mergulhava a bolinha antes de introduzi-la. Fiz isso com todas as seis, como costumavam fazer com a gente. Eles enfiava de tudo. As bolas de vidro era as preferidas do Monsignore Fischbach. Eram de vários tamanhos. Uns cinco pelo menos. Eram presas por uma corda. Ele sempre começava com a menor. Enfiava uma, depois a outra. As duas últimas sempre doíam. No começo a última me machucava. Ele custava enfiá-la. Ah, como doía quando ele introduzia o dedo e a empurrava bem fundo em mim. Depois puxava, pedindo para eu fazer força. Quando for a São Paulo, vou ver se acho algo parecido. Devem vender nessas lojas de produtos eróticos. Hoje vendem de tudo. Ele estava deitado de costas, com as perdas dobradas e os joelhos sobre os peitos. As mãos seguravam as pernas. Era uma imagem belíssima. Então pedi-lhe para fazer força e expelir todas elas. Quando surgiam, abrindo o orifício, pedia-lhe para segurar, para que não saíssem depressa. Às vezes, ela surgia, quase escapando, e voltava de novo para dentro. Ah, que deleite! No final, não aguentei e deixei ali dentro apenas o meu sêmen. Vou fazer algo parecido com uma das meninas nos próximos dias. Mas não no ânus: na vagina.

24/11
Pela primeira vez a Sandrinha dormiu comigo. Disse-lhe que tinha uma surpresa, ao trazê-la para cima. Quando lhe disse que o que era, ficou eufórica como uma menininha que ganha uma linda boneca. Após deitar ao lado dela, disse-lhe: hoje vamos dormir como marido e mulher. Houve uma longa troca de carícias. Adoro as carícias dela. É talentosa. Depois a possuí. Ela quis se levantar para se limpar, mas eu não deixei: você vai dormir assim, nos meus braços, minha ninfetinha, toda lambuzada. Embora o quarto estivesse trancado e a chave no cofre de segredo, achei melhor algemar uma de suas mãos na cama. Apesar de tudo, não confio totalmente nela. Melhor não arriscar. Ainda é muito cedo. Ela protestou, mas disse-lhe que ainda não confio nela totalmente. Aliás, nunca se deve confiar totalmente em alguém, por mais confiável que seja. Somos animais acima de tudo. Quando acordei com o dia claro e a vi do meu lado, não resisti. Passei a acariciá-la, me sentido o homem mais afortunado do mundo. Ela acordou e sorriu para mim, um sorriso lindo. Tirei-lhe as algemas e ela rolou para cima de mim, me cobrindo de beijos, enquanto minhas mãos deslisavam por aquelas nádegas e coxas infantis. Vendo-me excitado, ela mesma tomou a iniciativa e sentou-se sobre o meu falo. Em pouco tempo o sêmen da noite anterior se misturou ao da manhã. Marineide se surpreendeu quando a viu sair do meu quarto logo de manhã, exalando um cheiro que ela não deve ter feito esforço para descobrir, ainda mais se reparou nas coxas de Sandrinha, pelas quais escorriam um líquido incolor. Sem meias palavras, afirmei: dormi muito bem acompanhado. Sandrinha só voltou a se juntar às outras meninas depois do café.

25/11
Neguei o pedido de Juarez. Tive uma conversa franca com ele. Disse não me sentir seguro quanto à vigem para o Nordeste para visitar seus familiares no Natal. No entanto, prometi-lhe conceder essa viagem até julho. Disse-lhe que talvez o deixasse viajar no carnaval. Ele não gostou muito, mas acabou aceitando. Com Marineide vou ter uma conversa até o fim de semana. Vou permitir mais uma vez que os filhos venham, mas para passar apenas cinco dias. Não mais. Desses cinco dias, ela vai ter de passar na cidade, como da outra vez. Pegam o ônibus cedo e voltam no final do dia, só para dormir. Melhor assim. Nesse meio tempo subo com meus prisioneiros para tomar sol. Sandrinha reclamou da outra vez por ter de passar tanto tempo lá embaixo. Parece não suportar o lado de dentro das grades. Daqui alguns meses talvez passe a morar aqui em cima em definitivo. Não quero me privar da presença dela por causa dos filhos da empregada.


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