Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
94 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 55917 )
Cartas ( 21109)
Contos (12416)
Cordel (9752)
Crônicas (21604)
Discursos (3119)
Ensaios - (9947)
Erótico (13171)
Frases (41005)
Humor (17612)
Infantil (3597)
Infanto Juvenil (2322)
Letras de Música (5434)
Peça de Teatro (1311)
Poesias (136478)
Redação (2883)
Roteiro de Filme ou Novela (1047)
Teses / Monologos (2382)
Textos Jurídicos (1914)
Textos Religiosos/Sermões (4424)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Contos-->Estrela cadente (microconto) -- 04/02/2018 - 15:45 (Adalberto Antonio de Lima) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos











A noite cai como um aviso que se aproximava o momento   de cumprir mais um compromisso familiar.  Raquel  precisava representar  o papel de anfitriã e ao mesmo tempo, convidada.  Evidentemente, na função de futura e quem sabe, ex-fracassada sogra...Com que roupa eu vou — pensava ela — e escolheu a melhor roupa, nem tanto como em seus tempos de estrela. Cuidou ainda de não se dirigir a Ravenala, chamando-a de Vânia. Com certeza, qualquer desalinho de raciocínio causaria desconforto irreparável. Refez cenas e cenários, contemplou  cinco anos de glamour, somados a  meio século de  posterior anonimato: duas faces a vida lhe ofereceu: a primeira, tecida com fios  mágicos de encanto e beleza,  aplausos, fama e beijos; a segunda, indiferença, solidão  e desprezo.  No entanto, e apesar de tudo, ainda era seu o Cadillac vermelho-acetinado com que, outrora, esbanjava elegância e beleza na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. O resto, bem o resto, o vento levou.
— A senhora guarda muitos traços de beleza, fino trato e bom gosto — disse a moça.
— Minha filha, a mão poderosa do deus tempo, triturou-me os ossos. Sou estrela que o vento soprou.
As linhas do rosto revelavam as noites mal dormidas, jornadas de glamorosa fama que hoje ela  trocaria por uma velhice saudável.
— Para que me serviram os holofotes e as noites agitadas se agora só tenho o negrume da solidão? Não tenho sequer azeite para reacender a estrela que se apagou.
***
Adalberto Lima, trecho de "Estrela que o vento sorpou."

 








Adalberto Lima






Enviado por Adalberto Lima em 04/02/2018

Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 1Exibido 26 vezesFale com o autor