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Crônicas-->PARADÍGMAS SOBRE SAÚDE -- 26/01/2001 - 11:38 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Paradigmas sobre saúde

Será que nossos conceitos, paradigmas, sobre saúde interferem na qualidade de saúde que procuramos obter? Quanto do que pensamos em relação ao tema está interferindo conosco de forma inconsciente? Já refletimos sobre nossos ideais de saúde a nível individual e coletiva, ou estamos sendo levados, passivamente, pela “maioria silenciosa”?

Perdemos a consciência de que quando saudamos alguém estamos lhe desejando saúde. Este é o sentido de uma saudação, na verdade um voto de boa saúde.

O dicionário nos fala que saúde é a “ausência de doença”. A OMS - Organização Mundial de Saúde ampliou este conceito para “estado de perfeito bem estar físico, psíquico e social”. Importante ampliação do conceito. Uma visão mais “holística”, palavra desgastada, mas ainda a única que descreve essa visão de um homem na sua totalidade física e psicologia. Sem esquecer sua inserção num cenário ambiental, familiar e social que condiciona a saúde ou a doença. A OPAS – Organização Pan Americana de Saúde acrescentou “com máxima expectativa de vida”. A África, por exemplo, com o vírus da AIDS contaminando mais de 50% da população tem expectativa de vida caindo para em torno de 47 anos nos próximos anos.

Saúde hoje é vista como um processo de Saúde / Doença. Não uma coisa estática mas como um processo extremamente dinâmico. Todos estamos numa luta permanente entre vida e morte. Tanto a nível individual, como coletivo, oscilamos entre níveis maiores ou menores de saúde/doença. Com variáveis importantes, influindo aí, como: qualidade local da assistência a saúde; condições de saneamento básico; nível de renda; qualidade da alimentação; nível de educação, expectativa de vida regional; índices das doenças endêmicas (tuberculose, hanseníase, câncer, etc.), epidêmicas (dengue, cólera, meningite, etc.), de agravos a saúde (homicídios, suicídios, acidentes automobilísticos, etc.).

A participação maior ou menor da comunidade nos mecanismos ,constitucionalmente previstos, para controle social do SUS – Sistema Único de Saúde. Participação nas “Conferência Municipais de Saúde”. Organismo próprio para formular políticas e diretrizes para a saúde do Município. Valorização do “Conselho Municipal de Saúde”, órgão paritário, pois obrigatoriamente metade dos membros representa a população. Controlador da execução das diretrizes, previamente, aprovadas. A cidadania deve ser incentivada para que nossas instituições se consolidem. Falar mal da saúde pública é fácil, mas que tal participar da formulação da política local de saúde ? Isto está perfeitamente disponível, aberto à participação de todos.

O direito individual de escolher a terapia para si próprio. “Alopatia”, medicina convencional, “Homeopatia” ou “Acupuntura” ? Estas medicinas, sendo oficiais no Brasil, não podem ser chamadas de “alternativas”. São opções, eficazes e menos agressivas para muitos pacientes. Como cada caso indica um tratamento nenhuma forma de terapia é absoluta e torna a outra desnecessária. Cada caso tem a indicação do melhor tratamento.

A visão ecologia da saúde como processo dinâmico, fruto da interação humana com seu ecossistema, é a forma mais moderna de pensar a questão. O Homem cria tecnologia, “progresso” e só depois pensa no adoecimento que estas mudanças trazem. Ritmos alucinantes de trabalho trazendo “stress”. Computadores que agilizam as tarefas, mas desencadeiam LER – Lesão por Esforço Repetitivo”. Freios eficientes nos carros, mas por conterem asbesto desencadeiam câncer. Celulares, tornando fácil a comunicação mas, suspeitos de provocarem câncer. A saúde precisa portanto ser repensada. O homem comum, o cidadão, tem o direito e o dever de se apropriar do tema. Participar cada vez mais ativamente dos organismos próprios de discussão e decisão sobre a sua saúde e a de toda a população.

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