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Contos-->Lenda da Cigana do Parque Alvorada -- 11/06/2018 - 15:43 (Luciana do Rocio Mallon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Lenda da Cigana do Parque Alvorada
Reza a lenda que na época do Brasil-Colônia, quando Curitiba ainda se chamava Vila Nossa Senhora da Luz, uma cigana, vinda da Europa, chegou neste lugar. O nome dela era Úrsula. O problema é que ela gostava de crianças, mas não conseguia engravidar. Por isto esta moça foi discriminada pelo seu clã e fugiu, com um baú com tesouros, num navio rumo à América Latina.
Assim a cigana montou uma casa na Vila Nossa Senhora da Luz, onde trabalhava com leitura de tarô e fazia bicos como babá, já que levava muito jeito com crianças. Ela vivia cantando a música:
“ Cigana, eu sou
Cigana, eu quero ser
Eu sou cigana, filha das estrelas
Perseguida pelo mundo
Mas sem medo de lutar.”
Numa noite, Ursula escutou gritos de uma menina. Então abriu as janelas e viu um homem perseguindo a pobre. Deste jeito a cigana correu atrás do rapaz, que atacou a moça com uma faca. Assim Ursula morreu.
O tempo passou e até que no século vinte, nos anos sessenta, o parque Alvorada foi inaugurado, perto daquele local, em frente ao Passeio Público.
Nos anos oitenta, aquele parque virou um depósito de crianças. Pois quando pais irresponsáveis queriam se divertir, aos sábados e domingos, deixavam seus filhos o dia inteiro no parque e só buscavam os pobres à noite.
Porém havia uma figura que sempre aparecia por lá, era uma moça conhecida como Cigana do Parque Alvorada, que brincava com as crianças e lia tarô para os adultos. As más línguas diziam que ela era um espírito que morava no trem-fantasma daquele local.
No final dos anos 80, eu tinha uma amiga chamada Tati, que sonhava em conhecer seu pai. Porém sua mãe se negava a contar este segredo. Tati vivia dizendo:
- No Natal e no meu aniversário minha mãe sempre contrata um senhor para se vestir de Papai Noel e palhaço.
- Como eu queria que ele fosse meu pai!
Num dia de primavera, fomos a o Parque Alvorada. De repente vi duas meninas chorando. Então uma moça, de roupa espanhola, chegou perto das garotas e perguntou:
- Por que estão chorando?
As garotas responderam:
- Porque nossos pais não vieram nos buscar até agora.
A mulher falou:
- Daqui a pouco eles aparecem!
- Vamos brincar?
Desta maneira observei estas pessoas brincando. Mas no meio dos jogos notei que a moça tirou um baralho do bolso da saia e começou a ler a sorte das pequenas. Deste jeito falei à Tati:
- Olhe, uma cigana!
- Talvez ela saiba quem é o seu pai.
Então eu e minha amiga nos aproximamos da moça. Assim perguntei:
- A senhora poderia jogar as cartas para minha colega?
A cigana respondeu:
- Sim!
- Por favor, escolha uma carta, menina!
Desta forma Tati escolheu uma carta. Então a cigana virou a peça e surgiu a figura de um palhaço com uma trouxa de roupas nas costas. Deste jeito a moça explicou:
- Saiu a carta do louco!
- Aquele homem que se veste de Papai Noel e palhaço é o seu pai!
Ao escutar isto, Tati saiu correndo para sua casa e gritou com sua mãe:
- Eu sei que aquele senhor que se veste de palhaço e Papai Noel é o meu pai!
A mulher perguntou:
- Como você descobriu?
Ela respondeu:
- A cigana do Parque Alvorada comentou.
O tempo passou. Hoje o Parque Alvorada não existe mais. Pois uma parte virou comércio e outra se transformou em estacionamento. Porém até hoje comerciantes afirmaram que sempre notam o fantasma de uma cigana no local.
Luciana do Rocio Mallon





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