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Contos-->O Segredo do Parque dos Ipês -- 02/04/2019 - 11:00 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

O Segredo do Parque dos Ipês

 

Tem viagens que são  inesquecíveis, seja por um motivo ou por outro,
na diversidade de passeios, sempre acontece algo que chame a nossa atenção,
dando inspiração ao escritor, tornando pública essa grande emoção.

Mas quando a viagem é dentro da viagem,
é verdadeiramente insuperável, como o fato que narraremos a seguir, onde  estivemos numa dessas lindas capitais do
nordeste, com uma grande amiga, que dentro da sua ansiedade de chegar ao local,
ao Parque dos Ipês, deu muita história para contar.

Saímos cedo para não pegar o
engarrafamento tradicional dos dias de feriado, principalmente  quando vamos a parques temáticos; a nossa
amiga Creusa, estava sentada no lado do carona, para levar-nos até esse clube
temático.

Só que o local  é extremamente mau sinalizado, um verdadeiro
horror!

As paradas tinham que acontecer, pois
apesar dela morar na cidade vizinha, sabia menos do que a gente.

Cada parada era uma frustração, pois
mesmo as pessoas não sabiam dar a informação correta, parecendo que aquele
parque nunca tinha existido.

Quando a gente encostava, nossa amiga já
estava desesperada, chamava todos que estavam no caminho gritando:

- Moço! Pelo amor de Deus sabe onde fica
esse bendito parque?

- Eu sou daqui, mas não sei de nada, meu
marido, não me deixa sair de casa e esse pessoal que está aqui é de Salvador!

- Não tem ninguém nessa cidade que saiba
desse maldito parque!

O homem a olhava espantado e tentava
explicar, mas quanto mais explicava mais se atrapalhava...

Ela retrucava:

- Vamos embora que esse não sabe de
nada, deixando o senhor falando sozinho.

Não aguentando mais, fomos ao posto de
gasolina, onde a história foi novamente repetida:

- Moço! Pelo amor de Deus sabe onde fica
esse bendito parque?

- Eu sou daqui, mas não sei de nada, meu
marido, não me deixa sair de casa e esse pessoal que está aqui é de Salvador!

- Não tem ninguém nessa cidade que saiba
desse maldito parque!

O frentista olhou assustado, deu a
informação e eu arrastei antes que ela começasse a contar mais história ainda...

Rodamos, rodamos, não conseguimos achar
nada!

Vimos um pessoal fazendo uma construção
e paramos novamente!

Nossa amiga:

- Moço! Pelo amor de Deus sabe onde fica
esse bendito parque?

- Eu sou daqui, mas não sei de nada, meu
marido, não me deixa sair de casa e esse pessoal que está aqui é de Salvador!

- Não tem ninguém nessa cidade que saiba
desse maldito parque!

- Mas o povo dessa cidade é burro,
Deusssss me livre!

- Não sabe informar nada!

 Uma mulher tentou informar, junto com os
outros dois homens, com o carro com o fundo todo na pista!

A conversa não fluía, onde resolvi puxar
o carro e seguir adiante!

Na próxima parada, entramos uma jovem e
resolvemos parar para Creusa  perguntar
novamente:

- ô Moça!? Moçaaa!?


Pelo amor de Deus sabe onde fica esse bendito parque?

- Eu sou daqui, mas não sei de nada, meu
marido, não me deixa sair de casa e esse pessoal que está aqui é de Salvador!

- Não tem ninguém nessa cidade que saiba
desse maldito parque!

Quando a mulher começou a gaguejar...

- A nossa co-polito falou:

- Ó praí ?

- Bora que essa não vai saber de nada!

Saímos novamente, eu já estava cansado
com duas horas parando e seguindo, mas ninguém sabia daquele lugar!

 A
nossa companheira já estava se voltando contra mim, porque eu não sabia o
local.

E proferiu:

- Também...

- Um motorista que é um  banana!

- Não sabe de nada!

 Foi
aí que a discussão começou e disse que se tem um   banana, que coloque uma melancia no lugar para
dirigir...

  O clima esquentou entre idas e vindas,
chegamos ao mesmo posto de gasolina do início da viagem!

Paramos e nossa impaciente acompanhante
gritou:

- Ô moço!

- O senhor ensinou tudo errado, até
agora não chegamos a lugar algum!

Eu tentava compreender o que a pessoa falava,
mas a comunicação não fluía.

Até que trocamos de acompanhante, uma
amiga que veio conosco sentou na frente, ela foi para trás, porque o clima
estava quente, com ar condicionado e tudo...

Outro frentista explicou para nosso
grupo e  saímos desanimados com tanta
procura, mas já no retorno para a  nossa
cidade, de repente, aparece  o Ipê bem
enorme,  dando as boas vindas, podendo
assim, descansar um pouco o juízo, no meio das águas do Parque dos Ipês.

 

 

 

 

 

 























































































































Marcelo
de Oliveira Souza,IwA

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