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Erótico-->A MENINA DO ÔNIBUS II - Cap. II(l) -- 10/10/2006 - 17:09 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A MENINA DO ÔNIBUS II - Capítulo II(l)

Olá queridos leitores,

Vocês que acompanharam a história de Ana Carla em “A MENINA DO ÔNIBUS”, poderá a partir de agora conferi também alguns capítulos extras que farão parte do livro a ser publicado futuramente, assim que o livro estiver pronto.

Seguindo a ordem dos capítulos que foram publicados aqui na Usina de Letras, o capitulo a seguir é um capítulo entre II(k) e III da segunda parte. Para ficar mais fácil a localização, resolvi chamá-lo de capítulo II(l) para não confundir os leitores. Para ler o capítulo II(k), clique [aqui]

Abraços,

Edmar Guedes Corrêa

Se quiser saber como tudo começou, então clique em: A MENINA DO ÔNIBUS

II(l)

I

Fiquei com medo de acordar resfriado no outro dia. Mas ainda bem que isso não aconteceu. Aliás, foi o chá quente preparado por minha mãe e o qual tomei antes de deitar que evitou conseqüências mais graves.; pois, ao entrar em casa, tremia dentro daquela roupa molhada.
E ao abrir os olhos na segunda-feira, a primeira coisa a vir-me à cabeça foi a preocupação com o estado de Ana Carla: “Espero que com ela também esteja tudo bem. Não me perdoaria se algo de grave lhe acontecesse. Até porque foi minha culpa. Não deveria ter concordado com ela em ir para aquele lugar com aquele tempo. Meu deus! E se alguém nos visse? Eu poderia estar preso a uma hora dessas! E o que eu ia dizer para os meus pais? Ai eles iam entender direitinho porque estou enrolando tanto para levar ela lá em casa. Por falar nisso: minha mãe vai me cobrar de novo. Aposto. Preciso pensar numa nova desculpa. Quantas horas agora? Isso tudo!? Vou chegar atrasado. É melhor correr”.
Enquanto ia para o trabalho, tornei a pensar em Ana Carla.; aliás, era o que mais fazia ultimamente. E naquela manhã não foi diferente. E na maior parte do tempo, eu me indagava se aquela chuva não lhe teria feito mal.
“Vai ver: ela fez que nem eu: tomou alguma coisa quente para tirar o resfriado. Ainda mais se a mãe dela viu ela chegar naquele estado: toda ensopada. E será que brigaram com ela? Ah, com certeza! Minha mãe brigou comigo. Sua mãe deve ter lhe falado poucas e boas na orelha. Deve até ter ameaçado uma surra. Será que a mãe bateu nela? É possível. E agora, como vou saber? Pior que ela só vai me telefonar à tarde. Até lá vou ficar sem notícias dela. Vou ter que ficar com isso na cabeça”, pensei.
A tarde chegou e Ana Carla não me deu notícias. Fiquei apreensivo, com aquela sensação horrível, como se algo de ruim tivesse acontecido. Ah, querido leitor! Não consegui nem trabalhar direito. Por mais que eu tentasse me convencer de que estava tudo bem com ela, não obtinha sucesso.; pelo contrário, tornava-me mais e mais preocupado, angustiado e inquieto. E, com o passar das horas, mais meus pensamentos me afetavam. Às vezes, eu me abstraia e esquecia o que estava fazendo. E não era só isso: consultava insistentemente o relógio e o celular para ter certeza de estar funcionando, se não havia algum recado na caixa postal ou até mesmo uma chamada perdida. Isso, aliás, não passou despercebido pelos alunos da tarde. Como já acontecera dias atrás, notei cochichos a meu respeito. E na última aula, Fábia Santos – uma jovem aluna de 16 anos, com a qual tinha certa intimidade – perguntou-me o que estava se passando. Um tanto ruborizado, respondi-lhe:
-- Nada demais. Só estou preocupado com uma pessoa.
-- É sua namorada? – quis ela saber.
Confirmei. Então ela quis entrar em detalhes. E como já estava no fim da aula, ficamos conversando. Contei-lhe sobre o banho de chuva, no entanto, omite o que estávamos fazendo. Ela quis saber mais sobre Ana Carla e então tive que mentir. Não podia contar que namorava uma garota com a metade da minha idade. Como explicar-lhe o meu envolvimento com uma menina mais jovem do que ela? Talvez ela não visse mal algum nisso, contudo preferi não arriscar.
Ao retornar para casa no final do dia, meu coração estava apertado. Dentro do ônibus, ainda pensei: “Ah, como é horrível esperar notícias da pessoa amada e não as receber! Bem feito! Para que você foi se apaixonar? Por que não tirou o cabacinho dela e depois mandou ela para o quinto do inferno? Não era isso sua intenção? Não. Queria comer ela de novo e de novo, né? Bem feito! Tá aí o resultado! Pensa que é fácil amar alguém? Não, não é não, meu chapa! Amar também é sofrer. O amor pode ser uma delícia, mas também tem um sabor amargo de vez em quando. Afinal não se pode colher uma rosa sem espetar a mão nos espinhos. De onde eu tirei isso? Sei lá! Devo ter lido em algum lugar. Estou sempre lendo coisas. E se eu ligar para a casa dela? Não, não sei. Não é um bom negócio. Ah, mas também não posso ficar assim, nesse desespero. Vou tentar. Se ela não atender e for outra pessoa, eu desligo. Mas e se o telefone da casa dela tiver identificador de chamadas? Aí vão saber que a ligação partiu do meu celular. Não.; do meu celular não! Tá maluco!? Só se eu... só se eu ligar de um orelhão. É isso! Boa idéia! Tá vendo como você é esperto? Quando descer do ônibus, vou parar naquele orelhão lá perto de casa e telefonar pra casa dela. E se não conseguir falar com ela? Aí não vou dormir à noite. Vou ficar mais preocupado ainda. Ah, será que não estou exagerando? Será que não estou pensando besteiras à toa? Talvez ela não me ligou porque não deu. Vai ver que sua mãe está em casa. Ah, mas se foi isso, ela poderia ter feito um esforço e corrido até o orelhão. Podia ter ligado à cobrar. Eu não deixo mais meu celular sem crédito por causa dela. Ela nem precisava ter saído de casa. Poderia dizer que ia telefonar para uma das amigas. A mãe dela não ia desconfiar. Será que ela não me ama mais tanto assim? Que nem se importa em me mandar notícias? Tenho tanto medo de perder ela. Não, não deve ser isso. Vai ver que o telefone dela está cortado, só recebendo. Isso é muito comum hoje em dia. Lá em casa já aconteceu algumas vezes. Meu pai atrasou o pagamento da conta, porque estava sem dinheiro. É pode ter sido isso. Ela até comentou outro dia que estavam passando uma barra na casa dela. Será que anda faltando as coisas? Não, isso também não. Acho que estou exagerando de novo. Senão ela tinha me contado. Por falar em fome, estou faminto. Vou tomar um café com biscoito assim que chegar. Não vou comer muito por causa da janta. Ih, mas janta? É melhor não sentar à mesa com os velhos. Minha mãe vai tocar no assunto. Aposto como ela vai perguntar: que dia você vai trazer a sua namorada? Você prometeu que ia trazer. E o que vou dizer para ela? Vou mentir, claro! De novo. Não tem outra saída. Mas até quando? Não vou poder mentir a vida inteira. É. Vai chegar uma hora em que não vai dar mais. É melhor ir preparando eles. Dizer que ela é mais nova ainda? De jeito nenhum! Nem pensar: tenho que inventar algo melhor. Vou me levantar, senão pode não dar tempo. O ônibus tá maior cheião. É porque ainda é férias, só pode ser...”, pensei.
Tornei a pensar em Ana Carla ao entrar no banho.; no entanto, não tanto com aquele desespero de mais cedo. Ali, embaixo do chuveiro, via as coisas com mais clareza. Se Ana Carla não tinha me telefonado era porque estava tudo bem com ela. Do contrário, teria corrido ao telefone para me avisar de seu estado. Foi a conclusão a que cheguei. Depois, passei a relembrar a cena da noite anterior, em que nossos corpos quase nus se enroscavam embaixo de toda aquela chuvarada. Então fiquei imaginando o tamanho da loucura, da irresponsabilidade e dos riscos aos quais ficamos expostos. Por pura questão de sorte, não apareceu ninguém para nos surpreender. “Acho que estamos brincando com a sorte. Fazemos as coisas erradas e dá tudo certo: transa sem camisinha, sexo em público e tudo o mais. Isso não é sorte demais? Ela já poderia ter ficado grávida. E se um dia essa sorte acabar? Não, nem pensar nisso! É, mas nada dura para sempre. Um dia ela via acabar. Ninguém tem tanta sorte a vida inteira. Todos nós temos nossos dias de azar. E aí vai ser problema. Espero que isso demore a acontecer. Prefiro que tudo continue assim como está. Está ótimo! Será que tem alguém olhando por nós? Deus? Não, isso é besteira. Merda! Essa água está muito quente! E eu já pus o chuveiro no mínimo. Água fria também não. Não gosto. Já chega ontem à noite. Mas que é estranho é: tanta sorte assim. Até Maria Rita, que poderia estragar tudo, não deu mais notícias. Deve ter me esquecido. Será? Será que se esqueceu de mim assim tão rápido? E amanhã faz um mês que elas foram embora. Aquelas meninas malucas. A Roberta era uma vadia na cama. Ah, isso era! Fazia de tudo para sentir prazer. Foi delicioso quando fodi o rabo dela. Ela gostou. Eu também. O que não tinha de beleza, tinha de safadeza. Ainda vai dar muito. Depois que experimenta e gosta, acabou: não pára mais. Vai enlouquecer muitos homens. Só de lembrar já estou ficando excitado, com vontade de comer ela de novo. Se pudesse, ia ser uma delícia! Depois de enfiar, ia dizer no seu ouvido: Tá gostoso, sua vadia? Não ficou tirando sarro dele, rindo porque aquela garota chamou ele de frô-frô? Então? Agora agüenta ele no teu rabo! E só de sacanagem, ia meter ele com força. Agora é que ele ficou duro de vez. Vou ter que bater uma punheta. É... Mas não vou fazer pensando na Roberta não. Na Maria Rita é melhor: ela é linda! Vou pensar naqueles belos peitos. Tão perfeitos. Vou passar um pouco de sabonete.; assim, escorrega mais. Sair debaixo do chuveiro também. Senão a água tira todo o sabão. Queria que ela tivesse chupado o meu pau. Vou pensar nela fazendo isso: chupando ele até eu gozar e escorrer tudo pela sua boca, igual ao que aquela safada da Jéssica fez comigo. E era casada a vadia. Se o marido dela imagina, se ele sonha o que a mulher andou chupando, mata ela. Assim. Vou me concentrar na Maria Rita”.
Não gastei mais do que um minuto para que as forças nas pernas me levasse a se apoiar na parede do box para não cair. Então voltei para baixo do chuveiro e terminei o banho. “Pronto! Agora não vou mais ficar com ele duro e com a Roberta e a Maria Rita na cabeça. Elas fazem parte do passado. Não quero mais saber delas. Só quero a minha Ana Carla, ninguém mais. Espero que ela me ligue cedo. Não quero ficar do jeito que fiquei hoje: desesperado”, pensei. Puxara a toalha e me enxugava quando o cheiro de comida penetrou-me nas narinas e desviou-me os pensamentos. Lembrei-me de que provavelmente teria que dar explicações a minha mãe.


II

Eu nunca me senti intimidado a dar explicações sobre uma promessa não cumprida. Na mais das vezes, levava a coisa na esportiva e prometia cumpri-la em breve, na primeira oportunidade. Mas a promessa de apresentar Ana Carla aos meus pais andava me fazendo mal. Sim, queridos leitores! Eu ficava apreensivo só de pensar na possibilidade de topar com minha mãe e ser interrogado por ela. Eu agia feito uma criança que, ao cometer uma travessura, teme ser severamente castigado e, diante dessa idéia que o atormenta, faz de tudo para se ausentar, para não aparecer diante da mãe. Assim era eu. Só de pensar que ela poderia me interrogar, de querer saber o porquê de ainda não lhe apresentara Ana Carla eu sentia um palpitar diferente e uma sensação desagradável, a qual me levava a me esquivar dela, como se uma barreira se formara entre mãe e filho.
Mas nem sempre isso era possível. Como naquela noite, por exemplo. Como dizer-lhe que não queria jantar se fazia isso quase todos os dias? Como lhe explicar que não estava com fome se havia justamente dito o contrário cerca de uma hora antes? Não. Isso só geraria mais desconfiança e daria mais munição para me pôr contra a parede. Era melhor sentar à mesa e encarar a situação. Era melhor inventar mais uma desculpa, embora já se tornassem freqüentes demais, do que fugir. Pelo menos assim eu a deixaria na dúvida. E em casos assim, a dúvida sempre é melhor do que a certeza.
E eu sentei à mesa temeroso, arisco e preparado para contar-lhe uma mentira. Só que o meu medo de ser interrogado não me deixava atinar uma desculpa convincente, capaz de satisfazê-la por mais algum tempo. Pensei em dizer-lhe que Ana Carla estava doente, mas os meus passos nos dois últimos dias me desmentiriam. Culpar a chuva por ela não ter vindo até em casa também não daria certo, pois em nenhum momento do dia anterior deixei escapar uma palavra sobre a vinda de Ana Carla. E se prometesse levá-la no próximo final de semana? Resolveria o problema momentaneamente, contudo, tornaria mais difícil mentir da próxima vez. “Ah, mas até lá eu dou um jeito!”, foi o que pensei.
Procurei não demonstrar afetação, não deixar transparecer o desconforto diante da mesa. A cada garfada, eu tinha a impressão de que dessa vez ela faria a pergunta, o que não me permitia nem mesmo sentir o gosto da comida.; mas a pergunta não vinha. Minha mãe falava de outros assuntos, contava o encontro com uma velha amiga, a qual não via há muito tempo.; depois voltou a comentar acerca da saúde da minha tia internada em São Paula. Disse alias que seu estado havia piorado.
-- Podemos nos preparar para o pior – acrescentou ela por fim, consternada.
Talvez o estado de saúde da minha tia tenha contribuído para que minha mãe se esquecesse de minha namorada. E ao me aperceber disso mais tarde, desejei a morte de minha tia o mais breve. Assim minha mãe não teria cabeça para se ocupar com Ana Carla. “Se a tia Luzia está nas últimas, então que morra logo! Pelo menos sua morte vai servir para alguma coisa e me dar alguns dias até eu ver o que farei para enrolá-la de novo. O problema não é meu pai, mas minha mãe. A velha não é moleza. Não vai sair do meu pé”, pensei pouco antes de adormecer.
Eu desconfiei que algo de ruim estivesse para acontecer. Ao acordar, estava indisposto, com a cabeça pesada, com a sensação de que teria um dia difícil. E enquanto escovava os dentes, ainda pensei: “O dia já não começou bem. Só falta as coisas ficarem piores”.
E durante toda a manhã senti o coração oprimido, como se sofresse inconscientemente e quisesse me dizer alguma coisa. No entanto, não fui capaz de associar uma coisa com a outra. Pensei que talvez a causa fosse o ocaso inevitável de minha pobre tia e me dei satisfeito por isso, embora não deixei um único momento de pensar em Ana Carla.; pois tinha plena certeza de seu telefonema á tarde, quando ela costumava me telefonar. “mas bem que ela podia me ligar mais cedo. Fica me deixando com saudade, preocupado, sem saber se está tudo bem. O que será que ela está fazendo a uma hora dessas? Hum. Dez e meia... Deve ter se levantado há pouco. Ainda está de férias, não tem nada para fazer o dia todo, então para que levantar cedo? Ela é que está certa em ficar na cama até mais tarde. Até é bom, porque assim ela fica mais disposta, com o rosto mais bonito, com a pele mais jovial. Quando a gente se casar, não vou deixar ela trabalhar. Quero que ela fique em casa, só se produzindo para mim, que nem as mulheres da Grécia antiga. Quero chegar em casa, vê-la toda linda e cheirosa, feito uma deusa para me receber em seus braços. Vou querer que ela use sempre roupas sensuais para me esperar. Aí vou cair nos braços dela e a gente vai se amar ali mesmo, na sala. Ah, vais ser como um sonho!”.
Voltei para casa, para almoçar, preocupado a ausência de seu telefonema. Aliás, fazia um calor insuportável e a demora do ônibus aumentou minha dor de cabeça e assim como a irritação. Por um momento, cheguei inclusive cogitar a hipótese de não retornar para o trabalho se a cefaléia não abrandasse.
“Merda! Essa dor de cabeça está me matando. E ainda por cima ela não me telefona. Será que ela não poderia ter corrido ao orelhão e me ligado só para dizer um oi? Até ela parece que gostar de me irritar de vez em quando. Vai ver que ficou dormindo até tarde e nem se lembrou de mim. Vai ver que ela nem me ama mais como antes. Adolescentes: são todos iguais. Se interessam por alguém, dizem ser loucos por ele, dizem morrer pela pessoa amada, mas dali a pouco mudam de idéia, dizem que não sentem mais nada pela pessoa. É tudo fogo de palha: queima rápido! Será que já está acontecendo isso com ela? Assim tão cedo? Não, não. Estou exagerando, fazendo tempestade num copo d’água. É por causa dessa dor de cabeça. Nosso envolvimento é mais profundo. O sexo conta muito. As mulheres dão muita importância ao primeiro homem. Mesmo sendo uma adolescente, isso pesa bastante. Será que este ônibus não poderia balançar menos? Isso faz doer ainda mais. Vou ter que tomar alguma coisa quando chegar em casa. Deve ter algum comprimido lá na caixinha no armário. Sempre tem. Minha mãe nunca deixa faltar. Sempre tem alguém com dor de cabeça lá em: principalmente o meu pai, quando bebe além da conta. Mas bem que a mãe dá umas duras nele. Mas ele não tem jeito. Também o velho não tem outra coisa para fazer. A única alegria dele é seus amigos. A gente vai ficando velho, vai ficando mais solitário. Por isso não quero deixá-los. Mesmo depois de me casar com a Ana Carla, vou continuar lá em casa. A casa é grande e dá muito bem para a gente morar lá. Morar lá? Mas onde é que estou com a cabeça? Pensando bem, não vai dar muito certo. A gente não vai ter privacidade e nem liberdade. E o que mais quero é liberdade para chegar em casa, agarrar a minha florzinha e fazer amor com ela aonde ela estiver, em qualquer lugar da casa. Todos os dias, vou voltar do trabalho pensando nela, pensando que ela vai ter tomado banho, vai estar usando uma camisolinha transparente, vai estar ansiosa a minha espera, toda molhadinha, pronta para receber me pau duro, pois eu também vou chegar morrendo de tesão, de vontade arrancar sua roupa, de chupar e morder aqueles peitinhos dela, de agarrar aquelas pernas grossas e me enfiar no meio delas. Hum... Vai ser incrível! É melhor parar de pensar nessas coisas. Já estou ficando excitado. E isso está fazendo a minha cabeça doer ainda mais. Ainda bem que está chegando. Faltam três pontos. Pior que vou ter que andar nesse sol até em casa. Também, a primeira coisa que vou fazer é tomar um remédio, depois deitar um pouco na sala para ver se essa dor passa”.


III


Ana Carla me telefonou quando eu estava no ponto de ônibus, esperando-o para retornar ao trabalho. A dor cedera, embora a cabeça ainda continuasse pesada e latejando um pouco.
Cheguei a me assustar com a sua voz. Se não tivesse reconhecido o número de seu telefone no visor do celular, pensaria estar falando com uma pessoa estranha, pois sua voz estava rouca, irreconhecível. Ana Carla falava com dificuldade, como se fizesse grande esforço para pronunciar as palavras.
-- O que aconteceu, minha florzinha? – perguntei.
-- Foi por causa da chuva de domingo. Fiquei com febre e acordei rouca – explicou ela.
-- Meu deus! Eu devia ter imaginado. Por isso você não me telefonou ontem. E eu pensando que estava tudo bem – falei, sentindo-me culpado. Um forte aperto no coração me levou a pensar: “E se ela piorar? Não vou me perdoar nunca, nunca mesmo!”
-- Ontem eu nem conseguia falar – acrescentou ela, dando uma risadinha.
-- Vou dar uma passadinha aí para te ver. Seus pais estão em casa? Porque só posso ir aí se eles não estiverem. Não quero que eles me vejam.
Eu me sentia desesperado como se seu estado fosse gravíssimo, como se Ana Carla corresse algum perigo de vida. Meu coração palpitava, um calor inquietante – embora realmente estivesse muito quente – me fez transpirar e acabei por esquecer de minha dor de cabeça. Aliás, só mesmo um ato de desespero para me levar a sugerir uma coisa dessas como a que acabara de fazer. Até então jamais cogitara a possibilidade de ir à sua casa.; e repentinamente esqueço todos os riscos e digo que vou. Não, eu só poderia estar delirando, fora de si.; eis é a verdade.
-- Não, não vem não. Minha mãe está pra chegar – disse ela, discordando. – Além do mais já estou melhor.
-- Tem certeza? – insisti.
-- Tenho sim, meu amor – tornou ela.
-- Foi muita irresponsabilidade nossa fazer aquilo debaixo de toda aquela chuva – comentei baixinho, após me afastar uns dez metros do ponto para que as pessoas não ouvissem a nossa conversa.
-- Foi mesmo – concordou Ana Carla.; -- Mas que foi delicioso ah isso foi. Não vou me esquecer nunca daquele momento. Foi mágico.
-- Para mim também – concordei. – Também fiquei um pouco resfriado, mas não foi nada demais – menti. Aliás, só menti para confortá-la, para animá-la um pouco.
-- Tô morrendo de saudades – murmurou ela com carinho.
-- Eu também, minha florzinha. Queria ir aí agora só para te ver e te dar um beijo – tornei, embora já estivesse ciente do despropósito dessas palavras --.; mas não podemos nos arriscar ainda.
-- Eu sei. Mas qualquer dia você vai poder vir aqui sem medo.
O meu ônibus se aproximava, então voltei em direção ao ponto e disse-lhe que precisava desligar.
-- Mas vou te telefonar às oito horas para saber se você está melhor – falei.
-- Não. Eu já vou estar deitada e não vou poder atender – explicou. – Eu te ligo mais tarde ou amanhã bem cedinho – prometeu.
Então nos despedimos e eu entrei no ônibus.
A tarde toda eu passei preocupado com seu estado. Em alguns momentos, cheguei até mesmo a pegar no celular para discar o número de sua casa.; todavia, após ponderar os riscos, recuava na esperança de que dali alguns instantes ela mesma me telefonaria para informar o seu estado de saúde. Mas ela não ligava. E quanto mais o dia avançava, mais meus pensamentos se tornavam pessimistas girando sempre em torno do mesmo assunto: a piora do seu estado de saúde. E, às vezes, eu tentava me convencer de que estava fazendo tempestade num copo d’água, mas era inútil. O temor me dominara tal qual uma certeza incontestável, como se realmente estivesse diante dela, vendo sua saúde se deteriorar. E então não pude evitar tais pensamentos: “E se ela morrer? O que vou fazer da minha vida sem Ana Carla? Eu não vou me perdoar pro resto da vida. Não, ela não pode morrer! Foi só uma chuva, só um resfriado. Um resfriado não mata uma pessoa fácil assim. Ainda mais uma menina forte e saudável quanto ela. Mas e se o resfriado virar uma pneumonia? E se ela tiver um pulmão sensível? Meu Deus! Não deixe ela morrer. Não me faça ficar sem ela. Ela é tudo que eu mais amo. Não, não deixe que nada de ruim aconteça com ela”.
Sim, queridos leitores! Meu desespero era tamanho que por pouco não tomei o ônibus para sua casa a fim de obter notícias de seu estado. Por alguns instantes, ao aproximar do ônibus, cheguei a aproximar do meio fio e principiar a estender o braço. E quando ele parou para apanhar um casal com uma filhinha, quase subi junto com eles. Entretanto, no momento em que ia fazer isso, recuei pensando: “Não posso pôr tudo a perder! O que vou dizer quando chegar a casa dela? Seus pais já devem estar em casa e vão desconfiar na hora que eu tenho alguma coisa com a filha deles. Então vão começar a prestar mais atenção nela e vão começar a ligar uma coisa com a outra. Os pais são muitos desconfiados. Quando enfiam uma coisa na cabeça, vão fundo para saber o que está se passando. E eles estão certos, porque os filhos sempre escondem as coisas dos pais. Nunca contam tudo. Todo pai já foi um filho também e sabe como as coisas funcionam. Não, não. O dia que me verem com a filha, mesmo que não estejamos fazendo nada errado, vão investigar. Afinal, uma adolescente em companhia de um homem não é só amizade. Um homem não se aproxima duma mulher bonita e atraente só por amizade. Há sempre algo mais por trás. No fundo, ele quer mesmo é fodê-la, essa é a verdade! E o que um homem mais velho estará fazendo com uma adolescente? É isso o que vão se perguntar. E, se o pai dela for um homem inteligente, vai concluir logo: tirar a virgindade da menina. Vai descobrir a verde. Não, não posso ir lá, de jeito nenhum”. E foram esses pensamentos que me demoveram de ir até sua casa. Contudo, enquanto retornava para a minha no final do dia, continuava com a esperança de que seu telefonema fosse capaz de me desanuviar os pensamentos e desaparecer minhas preocupações.
Em casa o clima não andava bom devido ao estado de saúde da tia Luzia. Minha mãe, desde que soubera do estado terminal da irmã, andava calada, cabisbaixa e com um semblante triste. Assim, minha aparente inquietação não levantou suspeita. Ela não me indagou acerca dos motivos por eu estar assim e nem mesmo meu pai tocou no assunto.; talvez porque tanto um quanto o outro tirasse conclusões errôneas, atribuindo meu semblante carregado ao fim eminente de minha tia moribunda.
Após tomar uma rápida refeição, fui para meu quarto, peguei o livro de Contos Ingleses e passei a folheá-lo em busca de outro conto para ler. Na realidade, não estava assim tão interessado em ler alguma coisa, daí a minha dificuldade em escolher um dos contos, porém, não queria ficar sem fazer nada para não poder ficar me preocupando demasiadamente com Ana Carla. Embora passasse das sete horas, ainda tinha esperança de ouvir sua voz do outro lado da linha. Foi por isso aliás que deixei o celular bem ao meu lado sobre a cama. Se tocasse, atenderia ao primeiro toque.
As horas porém foram passando e nada dela me telefonar. As oito e dez mais ou menos minha mãe bateu à porta me chamando para jantar. Fechei o livro e levantei. Dando mais uma consultada no celular, como se tivesse em dúvida se havia ou não alguma chamada perdida, pensei: “Ela não vai me ligar mais hoje. Já está tarde. Ela já deve ter deitado.” Mas o silêncio do celular não me desanimou em definitivo.; ainda havia a esperança do telefone tocar dali há alguns minutos. Foi por isso que o empurrei para dentro do bolso da bermuda enquanto me dirigia á cozinha.
Ela realmente não me ligou naquela noite. Mesmo antes de adormecer, lá pela meia noite, ainda mantinha a esperança. “Talvez ela esteja esperando seus pais adormecerem para me telefonar”, pensei pouco antes de apagar a luz do abajur.


IV

Ana Carla só foi me telefonar pouco depois das nove. Quando o celular tocou, senti um friozinho correr pela espinha. Foi como um estalo, como se algo me dissesse: corre, atende que é ela! E então eu fui. Peguei o celular e o identificador mostrava o número do telefone de sua casa. E antes mesmo de ouvir sua voz, uma sensação nova invadiu minha alma, levando-me a esboçar um sorriso de intenso contentamento. Eu senti como se estivesse diante dela, vendo seus olhos brilhantes, seus lábios se abrindo para mim, seus braços se espichando em minha direção como se quisessem me alcançar mais rápido, suas pernas grossas e viçosas principiando a correr ao meu encontro antes que ela pulasse em meus braços e me beijasse. E foi com essa sensação de alívio e profundo contentamento que atendi o celular.
-- Oi, florzinha! – falei após ouvir sua voz.
-- Nossa! Que rapidez! – exclamou Ana Carla, sem aquela dificuldade de falar como no dia anterior. – Até parece que estava com o celular na mão.
-- Não. Mas estava aguardando ansiosamente você me ligar – respondi.
-- Eu ia te ligar ontem, mas meu pai estava em casa. E ele não saiu da sala um minuto. Aí eu fiquei com medo e achei melhor só te ligar hoje cedo, quando eles não estivessem em casa – explicou.
-- Ah, mas eu fiquei preocupado, esperando você me ligar – contei.
Estava sozinho na sala de manutenção, portanto não precisava me preocupar se alguém estava ou não ouvido a nossa conversa, nem com os olhares curiosos dos alunos e nem com os sinais reprovativos da secretária a me lembrar de estar em horário de serviço. Podia falar com ela durante um bom tempo sem ser importunado.
Ana Carla falou-me de seu estado. Aliás, fui eu quem lhe perguntei primeiro. Embora pudesse notar pela sua voz a melhora, nada como ouvir de sua própria boca essa confirmação. E ela realmente confirmou: disse que praticamente não sentia mais nada. A garganta melhorara assim como sua voz.
-- Então a gente pode se encontrar mais tarde – deixei escapar de forma intencional.; talvez contagiado pela euforia do momento.
-- Não sei. Não sei se a minha mãe vai me deixar sair.
-- Ah, mas não tem como você dar um jeitinho?
-- Não sei – tornou ela com a docilidade de uma jovem arrebatada pela paixão. – Vou tentar. Se conseguir, eu te ligo novamente – prometeu ela em seguida.
-- Tá bom então, minha florzinha. Vou esperar – falei, embora não nutrisse esperança de que seus pais a deixassem sair. Algo dentro de mim me fazia acreditar nisso. Portanto, ao desligar o telefone pouco depois, o fiz com a certeza de poder olhar para seu rosto somente no dia seguinte. “Ah, também ficar três dias se sem ver não é o fim do mundo. É até bom de vez em quando. Quando a gente se encontrar, vai estar com mais saudade, e aí vai ser mais gostoso”, pensei ao colocar o telefone celular no bolso da calça.
De fato ela não me telefonou mais naquele dia. No final da tarde, ainda senti uma ansiosidade fora do comum, mas não tanto quanto mais cedo.; entretanto, no caminho de casa, disse para mim mesmo: “É! Eu sabia! Não iam mesmo deixar ela sair de casa. Ela deve ter ficado muito p. da vida. Aposto como fez pirraça. Ela é pirracenta. Quando quer uma coisa e não consegue, faz um drama, como se tudo e todos estivesse contra ela. Ah, adolescência! Sinto falta da minha. Também era um adolescente tinhoso, inconformado, e muitas vezes achava que tudo mundo estava contra mim, que as pessoas não ligavam para o que eu sentia ou pensava. Como a gente não consegue ver as coisas como elas realmente são. Não vimos ou não queremos ver as dificuldades. É como se tudo fosse possível, se tudo dependesse de nossas vontades. E depois a gente vai crescendo e vai vendo que o mundo não é bem assim, que dependemos mais dos outros do que nós pensamos. E que o mundo muitas vezes é impiedoso com a gente. Tenta nos esmagar, nos transformar em brinquedos, como se só existíssemos para divertir os deuses no céu. Não. Que besteira! Não estamos mais na Grécia Antiga, quando se acreditava que os deuses controlavam nossas vidas. Já estamos no século XXI. Se o mundo é assim, é por culpa nossa que o transformamos nisso. Foi por causa de nossas crenças, de nossa moral que muitas vezes somos impedidos de viver. É isso mesmo! Quanto mais velhos nos tornamos, mais cheio de moral e mais infelizes vamos ficando. Não. Eu não me considero um cara infeliz. É. Não sou. Também eu não ligo tanto para esse negócio de moral. Se ligasse não estaria com a Ana Carla. No máximo, teria ficado olhando para ela naquele ônibus, imaginando um monte de safadeza com ela e depois batido uma punheta em casa. Pois é isso que a maioria dos moralistas fazem. Fazem em pensamentos aquilo que não tem coragem de fazer em atos. Ah esse cara aqui do meu lado: deve ser pouco mais velho do que eu. Olha só como ele olha para a namorada daquele rapaz. Aposto que ele está desejando ela e até imaginando safadezas com ela. Apesar de que ela é bem bonitinha. Não tem mais do que vinte anos. Não, acho que não chega a isso. Mas se ela olhar para ele, ele vai disfarçar, vai fazer de conta que não estava olhando para ela. Por que não assume que está a fim dela e quando ela olhar para ele não dar um sorriso para ela? Se ela gostar vai olhar para ele de novo e vai retribuir o sorriso. O que os impedem de fazer isso? A moral? Sim. É o medo do que os outros vão pensar. Assim, mesmo que um estivesse louco para se entregar ao outro, não o fariam de jeito nenhum. Preferiam sufocar essa vontade a se submeter ao julgamento da sociedade. Talvez ele vá para casa e, se for casado, foda a mulher pensando nessa garota. E se fizer isso, vai fuder ela melhor que das outras vezes. E a mulher vai pensar que ele está fazendo isso por causa dela, mas não é. Só que ela não sabe disso e vai se sentir melhor do que se ele tivesse feito o básico com ela. Imagino o sorriso dela, dos lábios grossos e escuros dela. Escuros? É bem possível. Ele não é branco e a mulher dele também não deve ser. Ah ele olhando para a menina de novo. Tá comendo ela com os olhos. Ele é bem forte e musculoso. Deve trabalhar com serviço pesado. Ele tem cara de quem gosta de mulheres magras e pequenas. Vai ver que foi isso que mais chamou a atenção dele. A garota e magrinha. Só que pelo jeito ela não gosta de homens fortes e musculosos não. O namorado dela também é magro. Só é mais alto, bem mais alto que ela. Merda! Mudei de assunto completamente. Tava pensando na Ana Carla e vim parar nesses dois aí. Dá vontade de falar para ele: vá lá, mexe com a garota, porque ele não tira os olhos dela. Queria ver se o namorado dela visse isso. É um rapazinho. Tem cara de frouxo. Não ia fazer porra nenhuma, isso sim! No máximo, ia com a namorada lá para o fundão. Hoje em dia é o que se espera que as pessoas façam: que não reajam. Ah, quer saber duma coisa! Vou virar a cara pro outro lado, pra janela, e pensar em algo mais interessante”. Nisso, o homem se levantou e dirigiu em direção à porta no fundo do ônibus. E quando desceu ainda olhou pela última vez para a jovem acompanhada do namorado que em nenhum momento notou a presença daquele homem insignificante que durante alguns momentos se deleitou com a visão daquele corpo branco, bem vestido, exalando um perfume cujo cheiro meio adocicado lembrava flores de laranjeira, e cujos cabelos longos emitiam um brilho dourado. De fato era uma jovem encantadora, embora não fosse o tipo de mulher que mais me agradasse.
E ao passar por eles (eu desci antes), não pude evitar olhá-la com atenção e concluir: “É! Ela não era para o bico dele! É uma jovem fina, cheio de delicadeza. O que um sujeito bronco e rude como ele ia fazer com uma garota dessas? Não. Ia ser o caos”.
Em casa, pouco antes de adormecer, a lembrança desse episódio me voltou à memória. Foi quando eu estava pensando em Ana Carla, nos motivos que a levaram a não se encontrar comigo naquele dia. E sem motivo algum me veio à cena daquele homem olhando insistentemente para a jovem acompanhada de seu namorado. Então eu imaginei a mesma situação com nós dois. “Será que outros homens ficam comendo a Ana Carla com os olhos quando ela está comigo? Será que ficam desejando estar no meu lugar? Ah! Com certeza! Muitos homens fazem isso. Eu também já fiz isso. Com aquela loirinha poucos dias antes de conhecer Ana Carla. E ela ainda sorriu para mim, mesmo com o namorado pendurado nos braços dela. Bem que tentei falar com ela. Mas não havia a menor possibilidade. Depois, quando cheguei em casa, bati aquela punheta pensando nela. E com a Ana Carla foi assim também. Só que ela estava com a amiga. Marcela. Isso! É esse o nome da amiga dela. É, mas nesse caso, deu tudo certo. Estamos juntos até hoje”, pensei.

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